Derrubar Pezão, Picciani e o pacote de ajuste!

O TRE acaba de cassar o mandato do governador Pezão e deliberar sobre novas eleições. Uma ação movida pelo deputado estadual Marcelo Freixo. Essa decisão do TRE, assim como a prisão de Cabral e Eike, é fruto da pressão que os servidores estaduais vem realizando nas ruas e refletem a greve dos trabalhadores da CEDAE. São um fruto da crise que corrói os poderosos, desde as jornadas de junho de 2013. Uma revolta popular que produzindo greves como a dos garis de 2014 e a indignação política que desaguou nos votos nos ninguém (brancos, nulos e abstenção) e na busca de alternativas à esquerda levando o PSOL ao segundo turno de 2016.

Pezão pode recorrer ao TSE e vai fazer todo tipo de manobras pra permanecer no poder, do mesmo modo que Renan. E nós temos que fazer tudo para garantir sua saída.

Fortalecer a mobilização, realizar piquetes na CEDAE e marcar a data da greve geral!

Nós da CST-PSOL entendemos que é preciso fortalecer a mobilização nas ruas, a começar pela manifestação de amanhã do MUSPE, na ALERJ. Fortalecer a greve CEDAE por meio de piquetes nos principais setores. É preciso um calendário de lutas unificado e que o MUSPE marque urgentemente a data de uma greve geral no estado, chamando a juventude e os desempregados a ocupar as ruas nessas datas. A hora é agora: para derrotar o pacote que congela investimentos, aumenta o arrocho, retira benefícios sociais e privatiza a CEDAE!

É preciso acampar na ALERJ impedindo que se faça qualquer votação contra o povo! Nenhum político corrupto, membro da quadrilha que destruiu o estado, tem condições morais para seguir legislando, realizando acordos como a escolha de Picciani para presidência da Casa. As eleições de outubro mostraram que a maioria do povo não confia nesses políticos e não se sente representada com as eleições burguesas de cartas marcadas, com votos comprado pelos políticos da Odebrecht.

É preciso derrubar Pezão, Picciani e o pacote de ajuste fiscal, garantir salários, 13º, previdência estatal, retomar os programas sociais, acabar com as isenções, parar de pagar a dívida do Estado e congelar o preço das tarifas de transporte. É necessário barrar a privatização da CEDAE, defendendo uma CEDAE 100% estatal e sob controle dos trabalhadores. Temos que mobilizar para colocar os políticos e empresários corruptos na cadeia e expropriar imediatamente seus bens! Estatizando empresas envolvidas na Lava jato e nos esquemas de Sergio Cabral e Eike.

Que o MUSPE convoque uma assembleia geral dos trabalhadores

Para isso é necessário que o MUSPE convoque urgentemente uma Assembleia Geral dos Trabalhadores para decidir o que fazer diante da crise e ver como aplicar as propostas alternativas dos servidores e da bancada do PSOL.

Os trabalhadores devem confiar apenas em seus próprios fóruns e métodos de mobilização para colocar os recursos estaduais a serviço da população, investindo em saúde, educação, segurança, cultura, transporte estatal, concursos públicos, casas populares e obras de infraestrutura, gerando  emprego e renda para o povo.

Por um governo dos trabalhadores e da esquerda para atender as reivindicações do povo!

Essas propostas só podem ser realizadas por um governo dos trabalhadores e da esquerda, que represente os anseios do povo. Para cumprir esse objetivo, diante da crise geral das instituições, defendemos um governo interino do MUSPE, composto por seus sindicatos, juntamente com todas as entidades sindicais, juvenis e populares do Estado, eleitos democraticamente em assembleias de suas categorias. Um movimento que encabeçou a luta contra o pacote de Pezão e que possui entre os seus filiados os melhores técnicos, que conhecem o governo e todas as suas atividades, sendo capazes de dirigir o Estado. Um governo integrado por representantes do SINDJUSTIÇA, do SEPE, do SINTSAMA e do Comando de Greve da CEDAE, com pessoas eleitas em suas assembleias. Um governo com representações do PSOL, seus vereadores e deputados, que vem apresentando propostas alternativas nas eleições, canalizando um amplo setor do eleitorado, como vimos na primavera carioca de 2012, em 2014 e 2016, bem como integrantes das demais organizações de Esquerda estadual. Um governo das entidades do MUSPE e de pessoas de reconhecida militância em favor do povo do rio de janeiro, como os exemplos que listamos a seguir: o deputado Marcelo Freixo, defensor dos direitos humanos, principal liderança do PSOL e da oposição ao PMDB no estado e o bombeiro Mesac, liderança da categoria que historicamente enfrentou Cabral e o PMDB no Rio de Janeiro.

 

08/02/16, Corrente Socialista dos Trabalhadores – PSOL

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