GREVE GERAL 28 de abril! Fora Temer! Barrar a destruição da previdência e o fim dos direitos trabalhistas!

As Centrais sindicais decidiram convocar a classe trabalhadora a paralisar sua atividade no dia 28 de abril “como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao País. Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT. Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil”. Essa convocação de Greve Geral, para “Parar o Brasil” saiu no dia 27/03, durante reunião da CUT, Forca Sindical, CTB, UGT, CSB, CGT, Nova Central, juntamente com CSP-CONLUTAS e INTERSINDICAL.

Construir a greve geral é a tarefa mais importante!

Estivemos presentes na reunião e vamos construir a Greve Geral do dia 28 de abril. Do mesmo modo como estaremos nas manifestações unificadas do dia 31/03. Os ataques do governo Temer e do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM), exigem uma resposta coordenada do conjunto da classe trabalhadora, da cidade e do campo. Também será fundamental a unidade com a juventude, as classes médias, os setores populares, os sem-teto, para construir protestos unificados e realizar gigantescas passeatas. Devemos aproveitar a fragilidade do governo de Michel Temer (PMDB/PSDB), o momento de crise política e institucional, o ódio popular contra esse governo patronal e corrupto para garantir uma forte greve geral para barrar os ataques e derrubar Temer, Rodrigo Maia e todo o corrupto congresso nacional. A greve geral de 28 de abril, é hoje o melhor meio de defender direitos e responder a intransigência de Temer. Por isso a classe trabalhadora, os sindicatos, oposições, partidos anticapitalistas, movimentos sociais classistas devem se apropriar desse calendário e construir desde já como toda a força a greve geral por todos os meios e de todas as formas.

Nenhuma confiança nas direções das maiores Centrais sindicais!

Infelizmente a data da greve geral ficou muito distante, desaproveitando a energia das Jornadas de Março. Deveriam ter convocado imediatamente a greve geral, em meio ao ótimo clima de luta que predomina no país, sem dar fôlego ao governo. Ao contrário, as Centrais apostaram em negociações trágicas sobre a Terceirização, confiando em Rodrigo Maia. Sabemos que as direções governistas, como o deputado Paulinho da Forca Sindical, vão barganhar mais cargos no governo ou fazer “corpo mole” em troca do retorno da contribuição assistencial. Já as direções ligadas ao ex-presidente Lula, como Wagner Freitas do PT e da CUT, querem um dia controlado, para seguir desgastando Temer, buscando canalizar a indignação para as urnas de 2018. Como se os problemas dos trabalhadores pudessem esperar as eleições, cujo resultado é comprado pelas empreiteiras. Por isso os trabalhadores não devem confiar nessas direções pelegas. Devem confiar em sua união e mobilização, organizando o 28/04 nas bases. Os trabalhadores devem tomar esse calendário em suas mãos e construí-lo desde já nos locais de trabalho, moradia e estudo. Divulgar a data da greve geral e seu objetivo e organizar todos e todas que estejam dispostos a somar forças nesse dia é nossa tarefa.

Organizar assembleias e construir Comandos Locais de base nas categorias! Construir Comitês da greve nos bairros, escolas e universidades!

A disposição de luta das bases explica a construção da greve geral. E será preciso agir para garantir essa luta. Temos que exigir que as Centrais convoquem assembleias e construam comitês de base para preparar a greve, que convoquem reuniões nos bairros, igrejas, escolas e universidades para apoiar a greve geral. Que as centrais convoquem plenárias estaduais para coordenar as principais manifestações unitárias. Que o dia 28/04 seja bem divulgado, com panfletagens, jornais unificados, anúncios em rádios, TV, outdoor. E que a greve seja bem organizada com piquetes para paralisações efetivas e fortes passeatas para barrar as contrarreformas e colocar para fora Michel Temer e Rodrigo Maia. E tudo que as direções das Centrais não fizeram os sindicatos classistas, as oposições e os ativistas de base deve fazer de forma autônoma!

Construir a Frente de Esquerda e Socialista em todo país!

Em meio as lutas precisamos construir uma alternativa política combativa e anticapitalista, ao estilo da Frente de Esquerda e Socialista do Rio de Janeiro. É necessário que o PSOL, o MTST, a CSP-CONLUTAS, INTERSINDICAL, o MPL, a Esquerda da UNE e ANEL, o PSTU, PCB, UP, o MAIS, NOS e outras organizações construam um polo alternativo, batalhando pela concretização da greve geral. Este polo deve organizar a greve geral como ela deve ser feita, realizando as reuniões e assembleias, construindo comissões de base e comitês que as direções das Centrais se negarem a chamar. Se eles não fizerem a esquerda classista e os movimentos combativos deve fazer para ajudar a luta a triunfar. Teria ainda a missão de construir um programa alternativo para o país, propondo a suspensão do pagamento da dívida interna e externa, canalizado esses recursos para as áreas sociais. Estatizando o sistema financeiro e as empresas envolvidas em corrupção e fraudes na qualidade de seus produtos. Defendendo a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução do salário, para evitar o desemprego. Propondo a reposição semestral da inflação e congelamento dos preços da cesta básica e das tarifas de água, luz, combustíveis e transporte para evitar a carestia. Dentre outras medidas, que deveriam ser construídas coletivamente numa plenária ou reunião nacional.

30 de março de 2017,

Corrente Socialista dos Trabalhadores – PSOL

 

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