Ocupar Brasília e marcar já uma nova Greve Geral!

A mobilização do dia 28/04 demonstrou que é possível derrotar a reforma trabalhista e a reforma previdenciária. A classe trabalhadora deu uma imensa demonstração de força e parou o país. Nem a imensa propaganda do governo e da grande mídia conseguiu confundir as pessoas. A ampla maioria do povo apoiou a Greve, está contra essas reformas e o governo Temer já amarga 4% de aprovação.

A vitória e repercussão dessa greve se deu fundamentalmente pela disposição de luta que há entre os trabalhadores. As centrais sindicais, além de demorarem muito tempo para marcar a Greve Geral, não organizaram um calendário de assembleias democráticas para mobilizar a base e envolver o máximo de ativistas. Mesmo assim a greve transbordou a expectativas, a classe trabalhadora mostrou imensa disposição de luta e ficou evidente que era e ainda é possível avançar mais.

Chega de enrolação! As centrais sindicais devem marcar já uma Greve Geral de 48 horas!

As cúpulas das maiores centrais sindicais estão enrolando. Fizeram uma reunião em São Paulo e não marcaram a nova data da Greve Geral. Infelizmente somente os companheiros da CONLUTAS e da INTERSINDICAL, centrais minoritárias, defenderam que era preciso marcar já uma nova data. Em meio a tanta disposição da classe trabalhadora e do povo para enfrentar os ataques de Temer, as centrais deram uma vergonhosa trégua ao governo e ao congresso, sem consultar suas bases. Um absurdo! Esse dirigentes sindicais estão apostando tudo nas “negociações” com os senadores e deputados de um Congresso pra lá de corrupto. A CUT e a CTB estão mais preocupadas com as eleições de Lula em 2018, enquanto o que precisamos é derrotar Temer e suas reformas agora, em 2017. A direção da Força Sindical pleiteia “negociar” as Reformas caso Temer mais cargos no próprio governo e mantenha o Imposto Sindical. Por isso freiam como podem a disposição de luta da nossa classe.

Mobilizar pela base para impor uma nova Greve Geral!

De nossa parte não temos nenhuma confiança na cúpula das grandes centrais sindicais. O que estão fazendo no momento, ao não marcar a data de uma nova Greve Geral, é uma traição aos interesses da classe trabalhadora e do povo. Por isso, precisamos nos mobilizar pela base, assim como fizemos no dia 28, e impor uma nova data. Seguir o exemplo da FASUBRA e da FONASEFE, que votaram enviar carta às centrais exigindo uma nova greve geral. Só com a força da base das categorias podemos romper a paralisia dessas centrais. Se faz necessário que nos próximos dias, em cada assembleia de base, em cada categoria, votar a exigência de uma nova Greve Geral de 48 horas.

Dia 24/5, todos à Marcha à Brasília contra as reformas!

Está marcada,  dia 24 de maio, uma grande Marcha à Brasília contra as reformas. Precisamos organizar em cada estado as caravanas para a capital federal. Lotar e ocupar a capital federal esse dia, construir marcha com dezenas de milhares de trabalhadores e estudantes e cercar esse congresso lotado de corruptos.

Exigimos também que as Centrais Sindicais convoquem uma plenária aberta logo após a marcha para debater a continuidade da nossa luta e encaminhar a data da nova Greve Geral

Corrente Socialista dos Trabalhadores – PSOL, 17 de maio de 2017.

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