UNICAMP | Oposição de Esquerda viva no CONUNE!

As eleições para o 55o. Congresso da UNE na Unicamp aconteceram nos dias 10 e 11 de maio. A Oposição de Esquerda (OE) foi vitoriosa, obtendo 69,9% dos votos na chapa Juventude Sem Temer! O restante, 30,1% dos votos, ficou com a chapa Todas as Vozes, da UJS/PCdoB. Nós, da Juventude Vamos à Luta, construímos a chapa da Oposição de Esquerda com Enfrente, UJC, Juntos!, RUA, MAIS e independentes, e queremos contribuir com o significado dessa importante vitória..

As Lutas Permeiam este CONUNE

Primeiramente é preciso resgatar o contexto nacional deste primeiro CONUNE pós-impeachment. Em meio ao aprofundamento da crise política, cresceram as lutas dos estudantes e dos trabalhadores contra as reformas de Temer, com ocupações de Universidades Federais no ano passado, jornadas dos trabalhadores em Março e o ápice da grande Greve Geral do 28 de Abril. Em todas essas mobilizações, a burocracia da UNE, CUT e CTB estiveram acuadas diante de uma base radicalizada e participaram tanto quanto seria suficiente para dar uma resposta a essa base, sendo que a direção da UNE sequer fez um chamado à Greve Estudantil no 28A.

Na Unicamp, as lutas por cotas, contra as punições e pelo financiamento público para a Educação continuam, ligadas às pautas nacionais. Nossa chapa esteve à serviço dessas lutas debatendo as questões com os estudantes. A chapa Todas as Vozes, com um programa subjetivo e discussão abstrata, chegou a mencionar a luta por cotas, misturando com a “defesa da engenharia nacional” e o empreendedorismo, sem dizer Fora Temer ou reivindicar a Greve Geral, nem uma proposta de barrar as reformas. Claramente, estavam seguindo as mesmas linhas da CUT e da CTB: postergar as lutas e a próxima greve geral, mantendo o acordão de Lula e Renan Calheiros pela manutenção de Temer até 2018 — fato que o programa da OE denunciou com veemência.

Isso tudo não esteve desconectado dos processos de forte luta e greve estudantil de 2016, nos quais estiveram inseridos os coletivos e independentes que compõem tanto a chapa da OE quanto a gestão do DCE. Da mesma forma reflete também o desgaste da UJS, que geriu o DCE em 2015 e entregou as fontes de financiamento da entidade para a reitoria, perdendo a gestão de volta para a Esquerda no ano seguinte. Esses dois legados distintos demonstram concretamente os papéis desses dois setores da universidade, e a Oposição de Esquerda é fundamental para criar um pólo por fora dessas traições!

Oposição de Esquerda Unificada para derrotar a Pelegada!

Para nós, do Vamos à Luta, o papel que a Oposição de Esquerda cumpriu na Unicamp é o papel a cumprir em todo o país! Tanto nas outras universidades quanto no CONUNE, defendemos que chapas unitárias da Esquerda para derrotar a direção majoritária da UNE é fundamental. Somente com um programa claro temos independência e a oportunidade de nos diferenciarmos das falsas alternativas — tanto o necrogovernismo petista quanto a direita clássica — e fortalecer uma alternativa verdadeiramente de esquerda no país.

Na luta por nossos direitos e pela Educação Pública, contra o governo Temer, os setores da burocracia (UJS/PCdoB, Levante, setores do PT) há anos optaram pelo outro lado e não são nossos aliados. Na Unicamp se demonstrou que é possível: a unidade da Esquerda que não teme falar a verdade com os estudantes pode arrancar grandes vitórias! Avante a Oposição de Esquerda, unificada, por uma nova direção e uma UNE que volte a ser perigosa!

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