Temer segue o ajuste fiscal e conta com a cumplicidade das direções burocráticas! Dia 02/08 devemos tomar às ruas!

O país atravessa a pior crise econômica da história. Cresce a miséria, a violência e o desemprego que alcança a cifra recorde de quase 15 milhões de pessoas.  Enquanto isso, Temer anunciou novas medidas contra o povo, reajuste dos combustíveis, bloqueio de R$ 5,9 bilhões no Orçamento da União (o que significa cortes nas áreas sociais), e o Programa de Demissão Voluntária para trabalhadores dos Correios, do BNDES, da Petrobras, da CEF, do Banco do Brasil, e para servidores públicos federais. A recente aprovação da reforma trabalhista no senado, que retira direitos históricos dos trabalhadores, é parte desses ataques. Essas medidas só vão piorar ainda mais a vida da população trabalhadora, a exemplo da triste realidade dos servidores do Rio de Janeiro, que sem receber salários, enfrentam longas filas para conseguir uma cesta básica.

O objetivo do Temer é o mesmo de seus antecessores: promover o ajuste fiscal para seguir pagando bilhões ao sistema financeiro, enquanto a Dívida Pública (externa e interna) continua crescendo e já chegou aos R$ 3,35 trilhões.

A aprovação do parecer contrário à denúncia contra o governo na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) só foi possível pelo troca troca de deputados e a gastança de 134 milhões em emendas. Mas, a novela não acabou! Dia 02 de agosto os deputados devem votar o parecer contra Temer, e dependendo do resultado a crise nas alturas tende a se aprofundar.

Os políticos são cada vez mais odiados! Temer tem rejeição recorde de 94%, o corrupto Aécio Neves, apesar de ter não ter sido preso, tem 90% de rejeição; Marina Silva, que é a favor das reformas é rejeitada por 59%; o reacionário Jair Bolsonaro, que apoia as reformas, por 53% e os ex-presidentes Lula e Dilma foram reprovados por 80% e 86% respectivamente.

A reforma trabalhista e a traição das direções sindicais!  

As direções da CUT e CTB, que abandonaram o Fora Temer e a luta contra as reformas, não organizaram nenhum ato no dia da aprovação da reforma trabalhista. São cúmplices da aprovação desse ataque, junto a Força Sindical, CGT, UGT. Esses burocratas fizeram o jogo do governo Temer! Paulinho da FS realiza reuniões secretas com o governo para negociar seus privilégios. A CUT e a CTB, ao invés de organizar as mobilizações, só pensam em salvar  Lula, condenado por corrupção. Os atos em apoio ao ex-presidente foram minguados. Lula paga o preço por trair os trabalhadores. Por isso os operários do ABC paulista, que foi berço do lulismo, estão preocupados com os ataques aos seus direitos e não com a pele do ex-presidente. Lula acaba de atacar o PSOL, chamando de “frescura” o fato do PSOL não aceitar o jogo sujo da politicagem.

Muitos trabalhadores de base das centrais estão se rebelando contra essas direções burocráticas, que romperam a unidade construída desde março.

Faltou correlação de forças?

Muitos setores de esquerda se apressaram em dizer que a aprovação da reforma trabalhista ocorreu por ausência de uma correlação de forças favorável aos trabalhadores. Essa leitura nega a realidade do papel traidor das direções sindicais e políticas, que na nossa opinião tem sido decisivo. Desde março, os trabalhadores e a juventude não param de lutar, e em todos esses calendários não houve uma preparação efetiva das principais direções sindicais. Mesmo assim, os trabalhadores têm sido heroicos: dia 28/04, mais de 40 milhões de trabalhadores fizeram uma greve geral, dia 24/05, a marcha dos 150 mil em Brasília enfrentaram as forças repressivas. A disposição de luta continua forte, o grande e decisivo problema tem sido o papel das direções burocráticas. No entanto, em meio a uma conjuntura de lutas, se abre a possibilidade de superar essas direções degeneradas, apostando em rebeliões de base e na vanguarda sindical, que está se forjando nas lutas e enfrentamentos.

Dia 02 de agosto tomar às ruas pelo Fora Temer!

Dia 2 de agosto está marcada a data para a votação sobre a denúncia contra Temer na Câmara dos Deputados. Nesse dia é preciso que haja mobilizações em todos os estados. As maiores centrais sindicais fazem corpo mole e não confiamos  nesses deputados comprados. É preciso tomar as ruas, fazer atos, parar o país! A única forma de arrancar Temer da presidência é por meio da pressão das mobilizações.

Construir um polo combativo e de luta

Os trabalhadores seguem indignados e com disposição de luta! O FONASEFE (Fórum dos Servidores Públicos Federais) vai realizar nos próximos dias uma Plenária Nacional. Esta reunião tem a responsabilidade de construir uma poderosa greve geral de todo o serviço público contra os ajustes do Temer. A FENASPS (Federação Nacional dos Trabalhadores da Saúde) já marcou greve para o dia 16/08, data que deveria ser debatida para uma possível unificação de todo o funcionalismo. Nesse processo, é urgente construirmos um polo combativo, unificando o PSOL, PSTU, PCB, CONLUTAS, ANDES, FONASEFE, FENASP, FASUBRA, SEPE/RJ, metroviários de SP, junto aos trabalhadores da base da CUT, CTB, FS, UGT, CGT, que não concordam com as traições de suas direções. É necessário seguir lutando pelo Fora Temer, contra a reforma previdenciária e pela anulação da reforma trabalhista e da terceirização, e unificar com as campanhas salariais de diversas categorias. É urgente também a construção de uma Plenária ou Reunião Nacional, que debata um plano de luta e a construção de um plano econômico alternativo, que acabe de vez com a sangria de nosso país.

27/07/2017

Executivo Nacional da CST/PSOL

 

 

 

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