Sírio sofre ataque xenófobico da Máfia dos Ambulantes em Copacabana.

Toda Solidariedade a Mohamed Ali!

Desde a última terça-feira o refugiado Sírio que sofreu um ataque xenofóbico em Copacabana, teve um vídeo viralizado na Internet.

Mohamed Ali Abdelmoatty Ilenavvy, de 33 anos, formado no Egito é advogado e refugiado Sírio na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, onde vende salgados na rua.

Queremos registrar nossa total solidariedade a Mohamed Ali e nosso repúdio a ação criminosa dos ambulantes que o atacaram.

 Um vídeo, vários crimes.

O vídeo que teve milhares de acessos revelou um crime além dos mais gritantes que são: intolerância religiosa, racismo, xenofobia, injúria, difamação e calúnia. O que os agressores não esperavam é que ele servirá como prova contra uma máfia instalada no RJ que loteia as ruas e tenta privatizá-la vendendo a “vaga” na rua para que o ambulante possa trabalhar.

O jornal O Globo, divulgou hoje 6/08/2017 que Mohamed “Foi alvo de uma máfia formada por ambulantes que tentam privatizar o espaço público e teriam exigido R$10 mil para ele ocupar um espaço na calçada. Como Ali se recusou, foi hostilizado[…]”.

Exigimos a investigação e punição de todos os agressores, bem como prisão dos “cabeças” da máfia dos ambulantes e investigação da relação com essa máfia e a Prefeitura do Rio de Janeiro.

Som@s Tod@s Refugiad@s.

A bem da verdade no Brasil somos todos usurpadores de terras indígenas. Isso vem desde o Império Português até o Governo Temer (esse último entende bem de usurpação). Salvamos como exceção @s negr@s que vieram escravizad@s e @s que sofrem com o tráfico humano e são obrigadas a vir ao Brasil.

Somos descendentes de sírios, libaneses, portugueses, haitianos, venezuelanos, espanhóis, italianos, alemães, japoneses, colombianos, etc.

Acreditamos que é fundamental a organização e união d@s trabalhador@s do mundo inteiro contra esse sistema que nos obriga, na esperança de uma vida melhor, a fugir das nossas casas, muitas vezes apenas com a roupa do corpo.

Estamos contra as manifestações racistas ocorridas em SP contra a Lei da Migração em junho. O sentimento criminoso ganha fôlego com a crise econômica – a economia em alta e estável permite amortecer os problemas sociais e dar migalhas para acalmar os ânimos. Entretanto, quando a economia vai mal e os governos optam pelos ricos e não pela maioria da população reaparecem os “inimigos de sempre” os não brancos, os não cristãos, as mulheres, os pobres, os homossexuais.

A principal indignação deveria ser contra a resposta dos governos e dos ric@s para a crise, que obrigam @s trabalhadores e a juventude do mundo a pagar por uma crise que não é nossa. Fazemos parte dos que querem lutar para que nenhum ser humano tenha que fugir de onde deseja estar e para que a maioria governe.

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