PSOL – Congresso do Rio de Janeiro se posiciona contra fraude da US em Macapá-AP

A batalha em defesa da coerência do PSOL deu um importante passo no final de semana passado. O Congresso municipal do Rio de Janeiro, realizado nos dias 28 e 29 de outubro, tomou uma postura firme contra as fraudes promovidas pela Unidade Socialista (agrupamento majoritário do PSOL) em Macapá-AP. Além disso, exigiu que o PSOL rompa com a prefeitura de Macapá, composta pela Rede, DEM, e encabeçada pelo Prefeito Clécio Luis.


Publicamos abaixo na íntegra a resolução que foi aprovada por ampla maioria.

“RESOLUÇÃO SOBRE MACAPÁ

Defender o partido das fraudes cometidas em Macapá

 Considerando:

 

1)      O processo de plenárias de eleição de delegados ao congresso nacional do PSOL trouxe à tona problemas graves com os quais o partido convive há anos: a aliança política estreita com personalidades que deixaram o partido (Randolfe Rodrigues e Clécio Oliveira ) por divergências políticas fundamentais, a aliança do PSOL-AP com a prefeitura da REDE que possui o DEM como vice e a fraude registrada em vídeo na segunda plenaria de Macapa. A partir do registro das plenárias da capital do estado se constatou que em torno das irregularidades existe um processo organizado de distribuição de crachás onde pessoas votam por outras, votam várias vezes ou votam com dois ou três crachás, isso tudo em larga escala. Pela primeira vez no PSOL provas tão contundentes são apresentadas por registro audiovisual. A situação é muito grave.

 

2)      O processo ocorrido em Macapá já nos últimos congressos contribuiu para a distorção da correlação de forças no interior do PSOL, agora com as provas irrefutáveis além dessa distorção o mesmo pode servir para decompor a moral militante de nosso partido e institucionalizar a fraude. A resposta da APS – CC (corrente que integra a US) ao vídeo e ao recurso é absurda, tentam negar o inegável. É necessário articular a defesa democrática de nosso partido, sabemos que milhares de militantes, dirigentes e figuras públicas não concordam com essa prática, muito menos com a resposta que nega categoricamente o que foi provado com farto material.

 

O III Congresso do PSOL carioca resolve:

 

1)      Para proteger o partido e para que a frágil democracia partidária não seja ferida de morte exigimos a anulação da segunda plenária de Macapá cujas provas de fraude foram apresentadas em abundância nos últimos dias. Não é coerente publicamente bradar por democracia e internamente promover ou chancelar a fraude de Macapá.

 

2)      Que o PSOL rompa com a prefeitura de Macapá que é dirigida pelo REDE/DEM e se declare oposição de esquerda programática na cidade”

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