Fora Trump de Jerusalém! Chega de massacre do povo palestino!

O presidente dos EUA, Donald Trump, ícone mundial do conservadorismo reacionário e da xenofobia, está promovendo visita a Jerusalém para inauguração de uma embaixada americana no Estado de Israel. Jerusalém é a capital histórica da Palestina, ocupada militarmente pelo exército sionista, com apoio dos EUA. Diante de mais essa medida covarde, houve manifestações em protestos na Faixa de Gaza, que foram reprimidas de forma cruel e assassina pelo exército sionista, resultando em 58 mortes e 250 feridos entre os palestinos. Esse massacre ocorre quando se completam 70 anos do Nakba, catástrofe na qual pelo menos 711. 000 árabes palestinos, segundo dados da ONU, fugiram ou foram expulsos de seus lares pelo exército israelense, um brutal crime de guerra.

A grande mídia tenta descaracterizar o massacre contra o povo palestino denominando-o de “conflito palestino-israelense”. Dessa forma buscam mascarar a abissal disparidade militar, a total discrepância da quantidade de baixas dos dois lados e invisibilizam o fato do exército israelense e das milícias sionistas fascistas ocuparem militarmente quase todo território que antes era a Palestina, desrespeitando até mesmo as fronteiras estabelecidas pela ONU (Organizações das Nações Unidas).

Solidariedade a Milton Temer.

O ex-deputado federal, jornalista e dirigente do PSOL, Milton Temer foi intimado pela juíza Tula Correa de Mello, da 22ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, a retirar do Facebook um texto que escreveu criticando a vereadora Teresa Bergher (PSDB/RJ). A vereadora busca com essa ação calar as vozes dos que se posicionam contra o apartheid, o genocídio e a ocupação militar do Estado de Israel contra a população palestina.

A intimação trata-se de medida autoritária que visa impedir a liberdade de expressão e permitir que o Estado de Israel cometa crimes contra os direitos humanos impunemente, sem sofrer sanções ou críticas. Para justificar absurdas medidas como essa, os sionistas alegam que qualquer crítica ao Estado de Israel trata-se de “antissemitismo”. Assim utilizam todo histórico de repudiável opressão sofrida pelo povo judeu como escudo para promover semelhantes atos de agressão contra o povo palestino. Milton Temer discorre de forma contundente e inequívoca sobre este tema: “A denúncia da intervenção do exército de ocupação da Palestina é produto de indignação semelhante à que até hoje guardo quando leio sobre a ação dos exércitos nazistas contra resistentes à ocupação de seus territórios”.

Na tentativa de silenciar as críticas e justificar as atrocidades cometidas pelo estado de Israel, representantes do sionismo tais como a Federação Israelita do Rio de Janeiro, a vereadora Tereza Bergher e cientista político André Lajst vem promovendo ao longo dos últimos anos ataques sistemáticos ao PSOL e a lideranças do partido como Milton Temer, Babá e Israel Dutra. O mesmo ocorreu com Cyro Garcia e seu partido, o PSTU, em 2014. O movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) também sofrem acusações similares dos sionistas. Estes ataques tem o apoio da direita mais reacionária, expressa em figuras como Jair Bolsonaro e no Movimento Brasil Livre (MBL), conhecidos propagadores de notícias falsas, as chamadas “fakenews”.

Não silenciarão a causa palestina!

Nós da CST-PSOL estamos irrestritamente solidários a Milton Temer e repudiamos esta intimação e a ação da vereadora sionista Tereza Bergher que tem por objetivo calar as vozes de defesa do povo palestino e contrárias aos crimes cometidos pelo Estado de Israel. Em conjunto com a direção do PSOL e a assessoria jurídica do partido, Milton Temer entrará com recurso nos próximos dias para garantir sua liberdade de manifestação na solidariedade ao povo oprimido pelo terror do exército de ocupação sionista na Palestina. Em defesa da causa palestina, da liberdade de expressão e dos direitos humanos estamos juntos nessa luta.

Propomos a construção de ações unitárias do PSOL e do conjunto da esquerda em protesto contra Trump, em repúdio à tentativa de subjugar Jerusalém como capital israelense e em referência aos 70 anos do Nakba. Não nos calarão! Palestina livre!

14 de maio de 2018

CST/PSOL

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