Dia 10 de agosto: Basta de Retirada de Direitos e Corrupção! Fora Temer!

Temer e os governos do PT levaram o Brasil a atual situação. Hoje já temos 14 milhões de desempregados no país, e esse número segue aumentando. Os salários estão arrochados, crescem as terceirizações e privatizações. A violência urbana, responsabilidade da política econômica que vem sendo aplicada nos últimos anos, cresce assustadoramente. Combinado a esse cenário caótico, a corrupção segue desenfreada, com novos escândalos de roubo de dinheiro público acontecendo a cada dia.

Por outro lado, vimos que a luta é o caminho para derrotar essa política em curso como, por exemplo, as mobilizações que obrigaram o recuo do governo Temer e do congresso na aplicação da reforma da Previdência.

Devido à enorme indignação presente na classe trabalhadora com essa situação do país, as maiores centrais sindicais se viram obrigadas a chamar um dia nacional de lutas para o dia 10 de agosto. Acreditamos que pela base devemos tomar esse dia em nossas mãos, fazendo dele um grande dia de protestos e paralisações contra Temer e os corruptos do Congresso Nacional.

Revogar a reforma trabalhista e barrar a retirada de direitos.

Um ano após a aprovação da Reforma Trabalhista, as mentiras contadas pelo governo, pelos patrões e pela imprensa caíram por terra. O desemprego só aumentou de lá pra cá, os salários segue bastante baixos. Não há dúvidas que a revogação imediata dessa reforma é algo fundamental para ampliar os direitos da classe trabalhadora. Somente uma ampla mobilização nas ruas pode impor isso a esse congresso corrupto e comprometido com os interesses dos patrões.

Na contramão dessa reforma trabalhista, precisamos de uma política econômica comprometida com o fim do desemprego e com direitos para a classe trabalhadora. Para isso precisamos parar de pagar imediatamente a dívida pública, que drena metade de todas as riquezas que produzimos para o bolso dos banqueiros. Investir esse dinheiro em educação, saúde, em um grande plano de obras públicas, que utilize a mão de obra de 14 milhões dos desempregados, e na ampliação de direitos trabalhistas e sociais.

As centrais sindicais devem romper o pacto com Temer e com candidatos patronais!

As maiores centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB e UGT) seguem um vergonhoso pacto com o governo Temer. Se negaram a chamar fortes mobilizações e greves gerais que derrotassem nas ruas o governo Temer. Todo seu foco nos últimos dois anos foi preparar as eleições de 2018, para ver se conseguem uma “boquinha” no novo governo. O centro da política dessas centrais é o processo eleitoral que se avizinha. A CUT e a CTB tem como foco a liberdade de Lula, para poder garantir sua candidatura. A Força Sindical já está fechada com a candidatura de Alckmin e a maioria dos dirigentes da UGT também. Nenhum desses projetos nos servem. Lula aplicou a Reforma da Previdência em 2003 e o governo petista de Dilma retirou uma série de direitos trabalhistas como o acesso ao seguro-desemprego de milhões de pessoas. Alckmin quando governou São Paulo foi responsável pela destruição da educação pública e por privatizações. Seu partido foi responsável pelo roubo de milhões de reais que seriam destinados à merenda escolar.

Ou seja, as maiores centrais sindicais traem os interesses dos trabalhadores ao se alinharem com esses candidatos. E o pior de tudo, deixam o governo Temer, com menos de 4% de popularidade, sobreviver.

Unificar as lutas em curso

Unificar as campanhas salariais do segundo semestre é algo fundamental para que elas triunfem e consigam aumentos salariais. Até o momento as maiores centrais, sobretudo a CUT, não estão organizando pra valer o dia 10 de agosto, não convocam assembleias democráticas e nem constroem efetivas paralisações nas bases. Não unificam as campanhas salariais de bancários, ecetistas, metalúrgicos, químicos e outras importantes categorias de trabalhadores. Por isso devemos exigir pela base que as lutas sejam unificadas. Todas as categorias de trabalhadores têm sido atacadas pela política de Temer, governadores e prefeitos, não há motivos para não unificarmos os trabalhadores para darmos uma saída para a crise do país.

Exigimos:

Fora Temer e todos os corruptos!

Revogação da Reforma Trabalhista!

Unificação das lutas e campanhas salariais!

Aumento salarial acima da inflação para repor as perdas de todas as categorias!

Por um plano de obras públicas para garantir emprego aos 14 milhões de desempregados!

Basta de dinheiro pra banqueiro! Não ao pagamento da dívida pública!

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