Pezão: Cai mais uma peça de um sistema mega corrupto 

Hoje, quinta-feira, 29 de novembro, bem cedo, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão foi preso em mais uma operação da “lava-a-jato”.

Pezão é acusado de chefiar uma quadrilha que desviava verba pública a partir do superfaturamento de obras. O governador recebeu, em valores atualizados, o equivalente a R$ 39 milhões de propina entre 2007 e 2015.

Pezão foi delatado pelo economista Carlos Miranda, o operador de propina do outro ex-governador, também presidiário, Sergio Cabral. Segundo seu delator, além das mesadas, o governador recebeu “prêmios” em alguns finais de ano, como, por exemplo, R$ 1 milhão do esquema de Cabral em 2008.

A Procuradoria Geral da República aponta que Pezão assumiu a chefia da quadrilha após a prisão de Cabral dando continuidade e sofisticando os esquemas para lavagem de dinheiro.

O processo que levou a prisão tem vasta comprovação: provas materiais e testemunhas. A prisão foi necessária para suspender a lavagem de dinheiro que dificultaria a reunião de novas provas dos crimes.

Pezão vai tarde!

 Ninguém duvidava que o homem designado por Cabral para ser seu sucessor, estava envolvido em corrupção. Com Pezão, todos os quatro últimos governadores eleitos no Rio de Janeiro estão processados e passaram pela cadeia. Um verdadeiro escândalo! Mais absurdo ainda é que tenha governado durante tanto tempo, mesmo com o TRE-RJ tendo decidido pela cassação de sua chapa.

O segundo maior estado da União, o maior produtor de petróleo do Brasil, foi tomado por uma verdadeira máfia. Enquanto sucateavam os serviços públicos como educação e saúde e maltratavam os servidores com salários atrasados ou pagando em conta gotas os governantes faziam a festa e embolsavam milhões mediante esquemas de corrupção.

Além de corrupto, o projeto do MDB, que durante anos foi apoiado pelo PT, foi arquitetado para favorecer as grandes empresas. Só com isenções e benefícios fiscais o Rio de Janeiro deixou de arrecadar mais R$ 218 BI em apenas 10 anos, dinheiro que faltava na saúde, na educação, na construção de moradia popular e nos salários aviltados.

Pior ainda, depois de quebrar o estado e no auge da crise, Pezão e sua quadrilha, encaminharam a privatização da CEDAE e a reforma da previdência, tentando fazer com que a crise gerada por eles seja paga pela  população pobre e trabalhadora e usando a força da repressão contra os movimentos sociais que protestavam. Desde já temos que exigir a revogação dessas medidas, aprovada pela quadrilha chefiada por Picciani que atuava na ALERJ e era uma peça fundamental desse grande esquema de corrupção.

É necessário outro Projeto!

Para começar a reverter a crise que passa o Rio de Janeiro e tirar a máfia que governou durante todos estes anos, é preciso continuar as investigações contra o crime organizado; expropriar as empresas envolvidas com corrupção para recuperar o dinheiro roubado além de cassar o mandato dos políticos envolvidos nos escândalos e confiscar seus bens até cobrir os danos causados.

Com esse dinheiro é possível planejar um grande plano de obras públicas que contemple a construção de hospitais, escolas e moradias populares para enfrentar os altíssimos índices de desemprego; por sua vez, é necessário acabar com as farras de benefícios fiscais para as empresas; estatizar barcas e metrô colocando o transporte a serviço da população.

Os governos de Witzel e Bolsonaro não irão mudar esse quadro, justamente porque seus planos econômicos são iguais ou até piores que os de Cabral, Pezão e Temer. Não à toa Bolsonaro apoiou a eleição de Pezão apadrinhado por Cabral e Witzel tentou pedir apoio de Cabral antes do ex-governador ser preso.

É necessária a máxima unidade para enfrentar os próximos governos batalhando por um projeto alternativo para que os ricos e os mega-empresários paguem pela crise que eles criaram.

29/11/2018

CST/PSOL

 

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