Dia 20/2 aprovar um dia nacional de paralisação! Não à reforma da Previdência!

Bolsonaro quer aplicar um brutal ataque contra aposentadoria!

Não à reforma da Previdência!

O governo apresentou uma série de propostas para a reforma da previdência que vão atacar o direito a aposentadoria dos trabalhadores e trabalhadoras. Essa proposta é pior que a do ex- presidente Michel Temer, pois além de restringir a aposentadoria vai atacar principalmente os trabalhadores de baixa renda. Por isso devemos combatê-la. Entre os pontos apresentados estão:

– O aumento da idade mínima para 65 anos para homens e 62 para mulheres (atualmente é de 60 para homens e 55 mulheres);

– Tempo de contribuição de 40 anos (hoje é 30 anos para mulher e 35 para homens);

– Implantação do regime de capitalização, onde cada trabalhador paga sua contribuição individual (hoje a previdência é pública e estatal, um direito social, mantendo-se pela solidariedade entre as gerações, garantindo que o governo e os patrões contribuam para a aposentadoria do trabalhador);

– Aumento do tempo mínimo de contribuição dos servidores para 25 anos, prevendo contribuição complementar.

Combinado com a reforma da previdência, a equipe de Guedes, pretende aprofundar a reforma trabalhista e acabar de vez com a CLT por meio da pressão para que trabalhadores renunciem ao 13° e as férias durante a contratação. Como bem afirma o material da CSP-CONLUTAS, nossa central: “O fato é que entra governo, sai governo e todos defendem que fazer a Reforma da Previdência é necessário para a saúde das contas públicas. Mentira! Dizem tudo isso para continuar beneficiando seus próprios interesses e os dos mais ricos, continuando a pagar a dívida pública para banqueiros e permitindo a sonegação das grandes empresas ao INSS. Foi assim com os governos de FHC, Lula, Dilma e Temer. Agora, Bolsonaro já coloca a pauta como prioritária no início da gestão”

A corrupção do PSL, partido do Bolsonaro, e os esquemas na campanha eleitoral!

Bolsonaro se elegeu prometendo muitas coisas. Uma delas foi combater as mamatas e a corrupção. Uma grande enganação. Atualmente o governo está envolvido em uma das maiores crises nesses primeiros dois meses. O Secretário Geral da Presidência Gustavo Bebianno, acaba de ser exonerado.  A acusação é da utilização de candidaturas laranjas de mulheres com o objetivo de receber fundo eleitoral. Além de Bebianno esse episódio envolve também o atual ministro do Turismo de Bolsonaro. Esse episódio abriu uma crise importante entre o ex- Secretário Geral – que a época da eleição era presidente do PSL- e Bolsonaro que publicamente chamou Bebiano de mentiroso. O fato é que mais uma vez o seu partido e ministros do seu governo estão envolvidos em denúncias de corrupção.

Esse mesmo governo que está junto a Rodrigo Maia (que sustentou o governo Michel Temer), não esclarece problemas de vários ministros e políticos, como o caixa 2 de Onyx, de seu próprio filho Flavio Bolsonaro e seu assessor Queiroz.

Enquanto isso Sergio Moro, nada faz sobre esses assuntos, na prática protegendo seus colegas de ministério e mostrando mais uma vez a sua seletividade. Esses políticos envolvidos em escândalos de corrupção não têm condições de atuar, muito menos de votar projetos que retirem nossos direitos. Devem ser afastados temporariamente de seus cargos enquanto durem as investigações. Não basta a exoneração de Bebianno, todos os demais ministros corruptos devem ser afastados e uma investigação profunda tem que ser feita no PSL, partido do presidente, e em todos os ministros envolvidos em corrupção. Chega de seletividade!

Dia 20 tem que aprovar um dia nacional de paralisação

A assembleia geral do dia 20/02 tem que organizar um movimento nacional de oposição da classe trabalhadora e dos setores populares, fortalecendo os atos de 8 e 14 de março, do movimento das mulheres e de justiça por Marielle. Além disso, deve aprovar uma data de paralisação rumo à greve geral, como foi feto entre março e maio de 2017 pela CUT, CTB, Força Sindical e demais centrais. Não podemos perder a oportunidade de aprovar a continuidade da luta para barrar a reforma da previdência. O que pode derrotar essa contrarreforma é a mobilização dos trabalhadores e uma forte greve geral. O PCdoB que dirige a CTB deve romper o pacto com Rodrigo Maia e fortalecer a luta nas ruas. Do mesmo modo a direção da CUT, comandada pelo PT, deve romper as ilusões nos diálogos com o General Mourão (ultrarreacionário defensor da Ditadura de 1964) e deve apostar nos atos de rua, unificando o conjunto da classe trabalhadora. Do contrário vão cair no mesmo erro de junho e dezembro de 2017 quando a luta foi abandonada em meio a linha do “grande acordo nacional”.

Por isso que é fundamental que assembleia do dia 20 aprove um calendário de lutas em março e uma paralisação nacional no mês de abril. O presidente da câmara afirma que vai colocar para votar a reforma até maio. A assembleia nacional da classe trabalhadora deve dizer que vai parar o país indicando greve geral para o mês de maio. Estamos com a CSP Conlutas fortalecendo a necessária unidade na luta contra o governo Bolsonaro e a reforma da Previdência.

-Não a reforma da Previdência!

-Construir um calendário de lutas, um dia de paralisação, rumo a greve geral!

-Pela investigação de todos os casos de corrupção, sem seletividade!

 

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