8M: Mulheres nas ruas contra Bolsonaro! Não à Reforma da Previdência!

As mulheres têm sido protagonistas das principais lutas nos últimos tempos. Em todo mundo, temos nos levantado contra os ataques neoliberais, machistas e racistas dos governos. Na Argentina, fizemos uma onda verde inundar o país pela legalização do aborto. Por aqui, protagonizamos o maior movimento dos últimos tempos com a #EleNão, levando milhares às ruas em todo o Brasil, numa campanha contra o candidato de ultradireita e machista Jair Bolsonaro. Agora é hora de retomarmos essa mobilização! Os atos do 8 de Março têm o potencial de aglutinar milhares de pessoas e pode se tornar o pontapé inicial para grandes marchas contra as medidas de ajuste do Governo Bolsonaro!

Basta de feminicídios!

A situação das mulheres é cada vez mais alarmante. Somos o 5º país com maior número de feminicídios, sendo 71% das mulheres que morrem negras. Estamos em 1º lugar entre os países que mais matam mulheres trans e travestis. Além disso, somos grande parte da massa de desempregados do país, recebemos salários inferiores e cumprimos duplas ou triplas jornadas de trabalho. Esses dados refletem o descaso dos governos com as nossas vidas. Faltam políticas públicas de combate à violência machista, como o desenvolvimento de uma educação não-sexista nas escolas.

A Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, não comentou o aumento dos casos de feminicídio, mas coleciona declarações conservadoras, machistas, racistas e LGBTfóbicas. Agora ela segue seus ataques ao defender o Escola sem Partido, e tenta aprovar o ensino domiciliar, que aumenta a precarização da Educação. Todas essas políticas devem ser derrotadas!

Como se não bastasse, Bolsonaro autorizou a posse de armas, uma falsa medida de combate à violência e que pode fazer com que aumentem os casos de feminicídio por arma de fogo. Em meio a tudo isso, o governo confirma que o discurso anticorrupção foi só conversa de campanha! O pacote anti-crime de Sérgio Moro deixou de fora o caixa 2, que envolve Ministros como Onyx Lorenzoni. Já o Deputado Flávio Bolsonaro, está envolvido em movimentações financeiras suspeitas, com o motorista Fabrício Queiroz, que mantinha relações com milicianos suspeitos de terem assassinado a companheira Marielle Franco. Nas últimas semanas foi descoberto outro esquema: candidaturas de mulheres laranjas pelo PSL, o que causou a exoneração de Gustavo Bebianno do cargo de Secretário-Geral da Presidência da República.

Unificar a luta das mulheres e de todos os trabalhadores para derrotar a política de Bolsonaro!

O 8 de março, historicamente, é o dia de luta das mulheres trabalhadoras. Porém, alguns setores do movimento feminista defendem que a pauta pelo “Lula Livre” deve entrar entre os eixos de nossa mobilização, uma política que divide o movimento de mulheres! Essa pauta só encontra eco nos setores lulistas e tem como efeito dividir e isolar as manifestações. O exemplo do ato da #EleNão em 29 de setembro deve ser lembrado! A luta contra Bolsonaro unificou milhões de ativistas em todo o país! Fica claro que a luta contra Bolsonaro nos une e que, neste momento, devemos ter uma ampla unidade em prol dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores!

É necessário que o conjunto da esquerda, movimentos populares, estudantes e trabalhadoras/trabalhadores ocupem novamente as ruas e atendam ao chamado da Greve Internacional de Mulheres! É preciso dar seguimento ao calendário de lutas no dia 14, data em que se completa 1 ano do assassinato de Marielle e Anderson, e no dia 28, dia de lutas do movimento estudantil! Precisamos retomar nossa luta e voltar às ruas contra os ataques de Bolsonaro, Guedes e Damares. Contra a Reforma da Previdência. Exigimos o fim dos feminicídios, com políticas públicas que combatam a violência e por uma educação não-sexista. Exigimos justiça para Marielle e Anderson! Que os mandantes e os executores sejam identificados e punidos!

Ocupar as ruas por Justiça para Marielle e Anderson!
Marielle era mulher negra, mãe, lésbica e militante do PSOL. Carregava as bandeiras da causa LGBT, feminista, da negritude, além de participar da CPI das milícias no RJ. Enquanto vereadora, integrava a comissão que fiscalizava a Intervenção Federal no Rio. Marielle foi brutalmente assassinada com 8 tiros à queima roupa, junto a Anderson, seu motorista. Lutar por justiça para Marielle é lutar por dignidade nas favelas e periferias que são massacradas pelas forças policiais todos os dias, reivindicar o fim da violência que nos faz contar corpos de policiais e moradores das comunidades, é pelas vidas faveladas, pela vida das mulheres.

Lutar contra a Reforma da Previdência é nossa principal tarefa!
O Presidente Jair Bolsonaro acaba de apresentar a nefasta proposta de Reforma da Previdência na Câmara! É um escândalo! No momento em que os trabalhadores informais somam quase 40 milhões de pessoas, o Governo quer aumentar o tempo de contribuição de 15 para 20 anos, sendo que a idade mínima para nós mulheres será de 62 anos e dos homens passa a 65 anos, já o benefício inicial a idosos pobres cai para R$400! Longe de atacar privilégios, a Reforma de Guedes/Bolsonaro só atinge os mais necessitados e visa garantir que o lucro dos banqueiros seguirá aumentando! Nós mulheres seremos as mais afetadas porque além do tempo de contribuição ainda somos submetidas as duplas e triplas jornadas! É necessário que as Centrais Sindicais, os movimentos populares, os partidos e a juventude impulsionem as lutas contra a Reforma da Previdência em todas as fábricas, postos de trabalho, universidades, escolas e bairros! Não trabalharemos até morrer! Abaixo a Reforma da Previdência!

Contatos:
RJ: Júlia – 21 99819 1559
Niterói: Ivana – 21 99390 1553
Volta Redonda: Isadora – 24 99931 5075
Belo Horizonte: Cindy – 31 7356 8989
Uberlândia: Natália – 34 9125 1896
Belém: Joice – 91 9371 0562
Porto Alegre: Bianca – 51 9778 8115
São Paulo: Rana – 31 99567 6553

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