14 de junho Greve Geral – contra a reforma da Previdência e em defesa da educação!

Bolsonaro/Mourão e o Congresso corrupto querem destruir a aposentadoria de milhões de brasileiros. Querem entregar o nosso futuro nas mãos dos banqueiros, acabando com a previdência social através da proposta de capitalização. É por isso que os banqueiros, grandes empresários, e todos os milionários do país apoiam a reforma da Previdência.

Na educação esse governo já mostrou que é um desastre. O corte de 30% das verbas ameaça paralisar o ensino superior em todo país e destruir ainda mais o ensino básico.

A corrupção segue correndo solta, e o filho do presidente, Flávio Bolsonaro, tenta de todas as formas barrar a investigação judicial que pode levar a sua prisão por lavagem de dinheiro.

Contra todos esses absurdos, diversas categorias já estão realizando assembleias e se somando à Greve Geral. Metalúrgicos, rodoviários, químicos, metroviários, ferroviários, professores, servidores públicos municipais, estaduais e federais, técnicos das universidades e diversas outras categorias estão realizando assembleias e votando paralisar suas atividades no dia 14 de junho.

O Tsunami da educação apontou o caminho para derrotarmos os ajustes e o autoritarismo de Bolsonaro

Maio de 2019 foi um mês histórico. Nos dias 15 e 30 ocorreram imensas mobilizações em centenas de cidades pelo país. Milhões de jovens e trabalhadores foram às ruas após Bolsonaro e o Ministro da Educação anunciarem os cortes de verbas na educação. Professores e funcionários de escolas e universidades paralisaram contra os ataques do governo. Isso se somou à indignação contra a reforma da previdência, lotando as ruas do país e aumentando o desgaste de Bolsonaro.

As centrais sindicais e direções dos sindicatos devem construir assembleias democráticas em todas as categorias!

As maiores centrais sindicais passaram meses vacilando em chamar a greve geral. Agora que chamaram, CUT, Força Sindical, CTB, pouco fazem para construí-la pela base. Mesmo assim, o clima nas ruas do país, expresso no aumento da impopularidade do governo e nos massivos atos de maio, vai criando o clima pra Greve Geral. É fundamental exigirmos que as centrais sindicais e as direções de cada sindicato chamem assembleias de base nas categorias para que os trabalhadores construam democraticamente a greve geral.

Nesse sentido, as centrais sindicais devem chamar uma nova Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, assim como fóruns estaduais que coordenem a construção da Greve Geral. Além disso, temos que ter atividades amplas, com participação forte dos trabalhadores, para exigir que as centrais já marquem um plano de lutas e uma nova Greve Geral para julho, para dar continuidade à luta contra as medidas do governo.

Os governadores do PT devem romper o pacto com Bolsonaro e colocar seus mandatos à serviço da Greve Geral!

Infelizmente os governadores do PT não tem cumprido o papel de apontar um caminho alternativo ao governo Bolsonaro. Além de pactuarem com o governo e não denunciarem suas medidas atacam trabalhadores em greve, como fez recentemente Rui Costa (BA) cortando o ponto de professores grevistas. Camilo Santana, governador petista do CE, entrou com ação no STF para cortar salário de servidores. Haddad, candidato petista nas últimas eleições, tem se limitado a declarações em redes sociais sobre a política do governo Bolsonaro. Dizemos desde já que é preciso que Haddad e os governadores petistas coloquem seus esforços a serviço da Greve Geral e que se coloquem de fato como oposição nas ruas ao governo Bolsonaro e seu projeto de destruição da aposentadoria e da educação.

Por um Plano Econômico Alternativo! Dinheiro para aposentadoria e educação!

Dinheiro tem! Os políticos, mega empresários, banqueiros e a cúpula do exército seguem com o bolso cheio de grana. Os 1% mais ricos da população brasileira detém mais de 50% da riqueza e estão cada vez mais ricos. Para resolver a crise do país, é preciso cortar deles e não das aposentadorias e da educação como quer fazer Bolsonaro. Defendemos que os mais ricos sejam fortemente taxados, que o salário dos políticos seja decidido pela população e vinculado ao salário mínimo, e que acabem os privilégios e regalias dos militares. Para concretizar isso, é preciso parar de pagar a dívida pública com os banqueiros, que leva hoje quase metade do orçamento do país e só tira dinheiro de onde realmente precisa. Com isso teremos dinheiro para investir em educação, garantir aposentadorias dignas e formular um grande plano de geração de empregos onde possamos colocar no mercado de trabalho os milhões que hoje precisam trabalhar.

Chega de corrupção! Prisão para Flávio Bolsonaro, Queiroz e todos os corruptos!

As provas vão se ampliando a cada dia e o esquema operado por Queiroz no gabinete de Flávio Bolsonaro envolvia um forte esquema de lavagem de dinheiro. A “mamata” no gabinete do filho do presidente explica o enriquecimento de Flávio nos últimos anos, onde ele acumulou uma fortuna de milhões. Exigimos a prisão de Flávio e a investigação da família do presidente e de todo o “laranjal” do PSL. Pelo afastamento imediato do ministro do Turismo.

CST/PSOL

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