Editorial Especial: 100 edições do Combate Socialista

Esta edição, com muito orgulho, marca os 100 números do Combate Socialista. Em 2003, começou a segunda etapa do Combate Socialista depois de um processo de debates que culminou com o congresso de refundação da CST. Após a campanha para eleger Lula presidente, era preciso preparar a classe para se defender dos ataques do novo governo do PT, marcado pelas alianças com o  PL e, posteriormente, PMDB, além dos acordos com o FMI. Com essa linha editorial, nosso jornal esteve presente na marcha dos servidores federais contra a reforma da previdência, nas revoltas das catracas, na fundação do PSOL, na frente de esquerda (PSOL, PSTU, PCB), nos congressos da Conlutas, na ocupação da UnB, nas greves dos bombeiros, construção civil, rodoviários, garis. Nosso jornal foi parte das jornadas de junho, da campanha do Fora Temer e da recente Greve Geral contra a Reforma da Previdência.

Um dos mais duradouros jornais da esquerda brasileira

Nossa aparição ocorreu em meio ao Fora Collor. Em outubro de 1992, surgiu o primeiro número do Combate Socialista. Um mês antes, foi publicada uma edição especial com nossa política frente ao impeachment de Fernando Collor. Nela, a CST defendia o chamado a um congresso das bases da CUT para discutir uma saída de classe para a crise do país, propondo um governo de Lula com as organizações do movimento de massas. Nessa primeira etapa, foram editados mais de 90 números do jornal contra Itamar e FHC. Estivemos na greve dos petroleiros, ocupações do MST e marcha dos 100 mil, fortalecendo a ala esquerda da CUT, o rompendo amarras na UNE e a ala esquerda do PT, até início dos anos 2000.

Um jornal internacionalista

Desde 1992, são quase 200 edições nas duas etapas do Combate Socialista. Nesse tempo, aconteceram fatos políticos de grande relevância internacional. Nos posicionamos contra as agressões imperialistas no Oriente Médio, contra a ditadura de Assad na Síria, fizemos campanhas contra a ocupação do sionismo no território palestino, contra a invasão ao Haiti e denunciando o triste papel do Brasil como agente do imperialismo nessa missão. Também manifestamos apoio à luta dos indígenas de Chiapas, em favor dos processos das revoluções do norte da África, e contra Bush, Obama e, mais recentemente, contra o governo ultrarreacionário de Trump. Na Venezuela, estivemos ao lado da esquerda classista e independente, batalhando contra o castro-chavismo e o falso socialismo do século XXI. Um jornal como parte da construção da UIT-QI, que defende o legado do dirigente trotskista Nahuel Moreno.

Centenas de novos Combates!

Nós da CST seguiremos utilizando o Combate Socialista como ferramenta para ajudar na organização das lutas dos trabalhadores, da juventude e dos setores oprimidos, lutando para derrotar o ajuste e o autoritarismo do governo Bolsonaro/Mourão, bem como pela construção de uma frente de esquerda e socialista. Também, seguiremos fortalecendo a CSP-CONLUTAS como polo sindical e classista alternativo. Pedimos apoio aos nossos leitores para manter de pé nosso jornal e esse projeto revolucionário que ele divulga por mais centenas de edições nos próximos anos.

Editorial do Jornal Combate Socialista N° 100 – Julho de 2019

 

 

 

 

 

 

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