Ocupar as ruas em todo o país por um novo tsunami contra o governo Bolsonaro!

Nossas universidades estão ameaçadas. Não bastasse a somatória de mais de R$ 6 bilhões em anúncios de cortes de verbas, o ministro Abraham Weintraub e o governo de Bolsonaro/PSL, apresentam um projeto de privatização das instituições federais de ensino, por meio da plataforma “Future-se”, que na verdade, é um verdadeiro passo para o atraso (ver entrevista na pág. 5). É urgente construir a luta contra o Future-se em cada universidades, com assembleias comunitárias e se apoiando em decisões importantes como as dos conselhos universitários da UFAM, UFF e UFRJ que já votaram repúdio ao projeto. 

Apesar de ser uma data convocada por entidades ligadas à educação, o 13A tem por obrigação vincular a luta contra a reforma da Previdência como um de seus eixos centrais. Isso porque, em nossa avaliação, a queda de braços da classe trabalhadora e da juventude pobre contra o governo, Paulo Guedes (min. da economia) Rodrigo Maia/DEM e companhia, ainda não acabou. Mais de 3 bilhões de reais foram liberados por Bolsonaro para comprar os deputados vendidos com emendas parlamentares, para votarem a favor da reforma, contrapondo-se aos milhões de trabalhadores/as e jovens que são veementemente contrários a esta brutal retirada de direitos.

Seguir o exemplo da organização de maio para construir calendários de luta.

No mês de maio deste ano, incontáveis entidades estudantis se engajaram na construção e mobilização dos atos dos dias 15 e 30. Fomos milhares de estudantes que convocamos assembleias, passamos nas salas de aula e organizamos comitês de mobilização para fortalecer ainda mais o chamado das manifestações em cada cidade.
As convocatórias da UNE e demais entidades do movimento estudantil foram importantes nesse processo de unidade contra os ataques de Bolsonaro ao nosso futuro. Infelizmente, os setores que dirigem as maiores entidades não foram consequentes nesse processo de mobilização. Sobretudo na construção da Greve Geral de 14 de junho, pois puxaram o freio de mão e confundiram as bases estudantis ao não combinar as reivindicações do setor da educação com a luta contra o desmonte da previdência social, unificada com a classe trabalhadora. País afora, A UJS/PCdoB e as distintas juventudes do PT deveriam ter convocando assembleias nas universidades, institutos federais e escolas para garantir a permanência da juventude nas ruas. Nós defendemos unificar as pautas, fortalecer a unidade dos trabalhadores e da juventude, para derrotar todo o pacote de ajuste fiscal de Bolsonaro. É necessário que após o dia 13, a UNE, UBES e as centrais sindicais convoquem novos calendários de luta para dar continuidade às lutas, que sejam construídas em assembleias nas bases, formando comitês permanentes de mobilização, para apontar a data de uma nova Greve Geral.

A Oposição de Esquerda da UNE precisa assumir o protagonismo nas lutas para construir uma nova direção ao movimento estudantil!

Após o 57º Congresso da UNE, é tarefa do campo político de Oposição de Esquerda se fortalecer a partir das lutas em todo o país. A unidade  é fundamental para fortalecer as lutas contra o governo e suas maldades. Porém, há que se construir estrategicamente a formação de um campo político que se diferencie do atual setor majoritário, com um programa que parta por defender a Universidade pública, nosso futuro digno e sem conchavos com os os nossos inimigos. A UJS demonstrou ser incapaz de conduzir uma entidade estudantil do porte da UNE com independência de classe, já que seu partido, o PCdoB, apoiou e votou em Rodrigo Maia para presidir a Câmara dos Deputados.
Portanto, cabe aos principais setores da chapa de oposição que se conformou no último CONUNE (Correnteza, Juntos, Juventude Sem Medo, UJC) e todas as forças políticas minoritárias, construirmos ações concretas no dia-a-dia da educação para nos forjarmos enquanto setor político combativo e consequente, que passe em sala conjuntamente, convoque assembleias conjuntas nas instituições de ensino, organize espaços de debate, estimule a construção de comitês de mobilização, e batalhe por manter permanentemente mobilizada a juventude brasileira.

FERNANDO SANTA CRUZ, PRESENTE!

Bolsonaro atacou o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. Bolsonaro declarou que sabe como o pai de Felipe desapareceu durante o regime militar.
O pai de Felipe, Fernando Santa Cruz, estudante da UFF que foi sequestrado, torturado e morto pela ditadura militar. Seu corpo nunca foi encontrado, e sua família nunca pode fazer seu enterro. É uma declaração criminosa, que debocha da dor de famílias que tiveram parentes assassinados pela ditadura. Repudiamos essa fala e prestamos total solidariedade a Felipe Santa Cruz e sua família. Bolsonaro tem que ser julgado e condenado por essa frase e por suas posições pró tortura e ditadura. Seguimos na luta pela punição dos torturadores e abertura irrestrita dos arquivos da ditadura. A UNE que foi perseguida durante a ditadura militar tem que organizar uma campanha contra o autoritarismo do governo Bolsonaro.  (ver texto completo em: Facebook – Vamos à Luta)

Por Eduardo Protazio (Diretor da UNE – Oposição de Esquerda)

Caio Sepúlveda (Estudante da UFF e Juventude Vamos à Luta )

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *