Bolsonaro e Guedes anunciam pacote de privatizações

Bolsonaro e Guedes anunciam pacote de privatizações

Desde maio o Ministro da Economia Paulo Guedes vem anunciando as estatais que estão na mira do governo. Sua meta é nos próximos dois anos entregar o máximo de patrimônio público do povo brasileiro para grandes empresários e banqueiros.

As principais empresas a serem vendidas são: Correios, Telebras, Eletrobras, SERPRO, CBTU e Trensurb. Bolsonaro ainda quer entregar “aos poucos” a Petrobras, como ficou claro na privatização da BR Distribuidora.

O atual governo quer entregar empresas estratégicas para a iniciativa privada, o que deve diminuir muito a qualidade do serviço prestado à população. No caso dos Correios, que tem o monopólio postal no país, há um grande risco de cidades menores começarem a serem desatendidas após a privatização. A lógica será: se não der lucro ir até lá, a empresa não vai. No caso dos metrôs de Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa, Natal e Porto Alegre, as passagens já estão subindo para facilitar a privatização. Hoje, o único metrô privado do país, do Rio de Janeiro, é o que tem a passagem mais cara (R$4,70).

Muito se diz que o governo quer privatizar porque as empresas “dão prejuízo”. Porém, nem esse argumento se sustenta. A SERPRO, por exemplo, registrou lucro líquido de R$460 milhões em 2018, segundo dados da revista Exame.

Além disso, se esse pacote “sair do papel”, é possível que tenhamos milhares de demitidos deixando famílias desamparadas, aumentando o desemprego e a miséria.

 

Privatização é toma-lá-dá-cá e corrupção

Os governantes leiloam o patrimônio público por um preço abaixo do investido pelo Estado e as empresas que “ganham” o leilão ficam devendo financiamento para o partido do governo.

Temos o exemplo do Metrô de São Paulo. A linha 5 foi concedida por R$550 milhões após um investimento estatal de R$10 bilhões. Em março desse ano, Dória entregou a linha 15 por R$160 milhões após investimento de R$5,2 bilhões. A empresa ganhadora dos leilões (CCR) é a principal financiadora do PSDB paulista e está envolvida em escândalos de corrupção. Agora o governo estadual quer entregar as linhas 8 e 9 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para a mesma CCR, que já “demonstrou interesse” em operar essas linhas.

As centrais sindicais devem construir um plano de lutas contra as privatizações

Enquanto Bolsonaro e Guedes deixam claras suas intenções, as cúpulas das maiores centrais sindicais (CUT, Força, CTB, UGT) seguem paralisadas. Exigimos que em conjunto com os sindicatos de cada estatal, as centrais rompam sua paralisia e façam uma ampla campanha nacional contra as privatizações, convocando um plano de lutas unificado e enfrentando de fato a política do governo Bolsonaro/Guedes e de governadores como João Dória.

Diego Vitelo, Coordenação da CST/PSOL e CIPA do Metro de São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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