OCUPAR AS RUAS NOS DIAS 02 E 03 DE OUTUBRO CONTRA BOLSONARO!

Nas universidades, sofremos com a precarização das condições de ensino e o desmonte das políticas de permanência estudantil. Não há bolsas de permanência e quase 10 mil bolsas de pesquisa da CAPES foram cortadas; nos restaurantes universitários – quando existem – sofremos com filas gigantescas; não existem vagas nas moradias estudantis e em diversas universidades vários benefícios de assistência estudantil estão sendo cortados. Faltam materiais básicos, como papel higiênico nos banheiros, água nos bebedouros e elevadores que garantam acessibilidade.

Isso ocorre pela política do governo Bolsonaro/PSL e seu ministro Abraham Weintraub de cortes de verbas na educação.  Várias universidades federais correm o risco de fechar as portas por falta de verbas.

E ainda apresentam uma falsa solução para o problema que eles mesmos criaram: o programa “Future-se” por meio do qual Bolsonaro e Weintraub querem entregar a gestão e o financiamento das universidades ao setor privado. É um projeto de privatização, destruição da autonomia universitária, que avança na cobrança de mensalidades, destrói o tripé Ensino-Pesquisa-Extensão e retira direitos dos Técnicos-Administrativos e professores.  O Future-se foi rejeitado pelos Conselhos Universitários de mais de 25 instituições federais, mas só será definitivamente derrotado a partir de nossa mobilização. Por isso nos dias 02 e 03 de outubro é fundamental construir a greve geral da Educação por mais verbas públicas para a Educação, Ciência e Tecnologia e para derrotar o Future-se.

Mais verbas para Educação, não para a Dívida Pública.

O Ministério da Educação anunciou a liberação de 1,9 bilhões bloqueados no primeiro semestre. Não temos dúvida que se trata de uma vitória da luta dos estudantes e trabalhadores. No entanto é preciso denunciar que o bloqueio continua e que apenas metade das verbas contigenciadas foi liberada, além de que o orçamento inicial já era insuficiente para as demandas das universidades e da Educação como um todo. Exigimos o desbloqueio completo das verbas e, para resolver a fundo o problema da crise nas universidades, é urgente revogar a EC 95/16 que congelou investimentos em áreas sociais por 20 anos. Além disso, é preciso denunciar que mais da metade do orçamento federal é destinado ao pagamento de juros e amortizações da Dívida Pública, dinheiro público que poderia ser investido na educação em todos os seus níveis, mas que vai parar no bolso dos banqueiros e grandes empresários.

Unificar as lutas contra o autoritarismo e a retirada de direitos.

Os ataques à educação são parte de um projeto global de retirada de direitos que Bolsonaro quer aplicar no país.  Dele fazem parte a Reforma da Previdência que nos fará trabalhar até morrer, as privatizações de estatais como os Correios e a Eletrobrás, a destruição da Amazônia e o ataque aos direitos democráticos, dentre outros.

Nas universidades, o governo indica reitores biônicos; persegue professores e alunos atacando a autonomia do movimento estudantil e sindical. Da mesma forma como persegue jornalistas e impõe censura na ANCINE, além de atacar abertamente os povos indígenas e quilombolas, os direitos das mulheres, negros e LGBTs.

Para derrotar o projeto autoritário e ultraliberal de Bolsonaro é necessário unificar todas as lutas e convocar calendários unificados nas ruas. No entanto, desde a greve geral de 14 de Junho houve ausência de novas datas unificadas. As centrais sindicais deslocaram a luta contra a Reforma da Previdência das ruas para as fracassadas negociações no parlamento e jogaram peso para o 13 de agosto enfraquecendo o potencial das manifestações. Isso deu fôlego ao governo para avançar com seu pacote de ataques. Desde então há uma dispersão de calendários que precisa ser superada.

Foi muito importante a convocatória da greve geral da educação nos dias 2 e 3 de outubro, realizada por UNE, ANPG, ANDES e FASUBRA, mas que precisa ser efetivamente construída em cada Universidade, Instituto, CEFET, escola e cursinho. É fundamental organizarmos assembleias em nossos cursos, reuniões de mobilização, panfletagens nos portões e bandejões e demais ações que ajudem a engrossar o caldo da luta para estes dias e apontar a continuidade de nossa luta.

Para isso propomos que as entidades da educação convoquem uma Plenária Nacional da Educação, para organizar  uma grande campanha nacional e permanente em defesa da Educação. As centrais sindicais tem que sair da paralisa! É urgente unificar em novos calendários unificados a nível nacional, as campanhas salariais de trabalhadores, a luta pelo clima e em defesa da Amazônia, contra as privatizações, por justiça para Agatha fim da política de extermínio de Witzel /RJ, contra o autoritarismo e todos os ataques do governo Bolsonaro.

Juventude Vamos à Luta

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