Contra a retirada de direitos e o autoritarismo de Bolsonaro: todos às ruas dia 05/12!

O governo Bolsonaro/Mourão apresentou através de 3 PECs (Projeto de Emenda Constitucional) um pacote de duros ataques – Chamado de “Plano Mais Brasil” – que ameaçam uma série de direitos da classe trabalhadora e a prestação de serviços básicos de saúde e educação.

Após a aprovação da Reforma da Previdência, o governo quer entregar mais dinheiro para os banqueiros e os grandes empresários e avançar nas privatizações. O pacotaço é apoiado pela grande mídia vendida aos patrões e os corruptos do congresso nacional.

A defesa do AI-5 pela família Bolsonaro e as recentes declarações de Paulo Guedes ameaçando uma ditadura caso o povo se mobilize nas ruas contra os ataques que ele planeja, mostram a face autoritária do atual governo.

Confira algumas das maldades de Bolsonaro e Guedes contra os trabalhadores inseridas nas PECs e na MP 905:

  • Fim dos gastos obrigatórios em saúde e educação
  • Congelamento do Salário Mínimo
  • Redução dos salários dos servidores em até 25%
  • Usa o dinheiro dos Fundos públicos para pagar a dívida aos banqueiros
  • FGTS de 2% para jovens trabalhadores de 18 a 29 anos
  • Taxação dos desempregados

 

As centrais sindicais devem convocar um plano de lutas contra o pacotaço

Após a pressão das bases e uma política correta da CSP-Conlutas, as maiores centrais finalmente chamaram uma semana de atos, panfletagens contra o pacote do governo. Um calendário ainda muito tímido, muito abaixo das necessidades de enfrentamento. Enquanto o governo aplica duras medidas contra os trabalhadores, centrais como CUT, Força e CTB se encontram praticamente paralisadas, vacilando sem convocar luta efetiva.

Assim como as centrais sindicais, Lula, Haddad, Ciro Gomes e os governadores de oposição devem chamar o povo às ruas contra Bolsonaro. Infelizmente até o momento eles não tem feito nada disso, centrando sua política nas eleições de 2020. Enquanto isso, Bolsonaro e Guedes seguem anunciando duríssimas medidas contra a classe trabalhadora. A hora de lutar é agora.

Seguir o exemplo dos educadores do Rio Grande do Sul

Após cinco anos sem reajuste, quatro anos de atrasos nos pagamentos dos salários e o anúncio de um pacotaço de retirada de direitos, os educadores do Rio Grande do Sul vem protagonizando uma fortíssima greve há mais de três semanas. As propostas absurdas do Governador Eduardo Leite (PSDB) incluem a aprovação do congelamento salarial por tempo indeterminado, ataques contra as aposentadorias, entre outras maldades.

Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Devemos cercar de toda a solidariedade essa poderosa greve porque coloca em xeque o pacote de ajuste do governador tucano, mostra que existe disposição da classe para lutar e aponta a mobilização como o único caminho para derrotar o ajuste de Bolsonaro e os governadores.

Por um plano econômico alternativo: pelo não pagamento da dívida pública aos banqueiros

Precisamos de outro plano econômico voltado às necessidades da maioria do povo. A primeira medida para isso seria parar de pagar a dívida pública aos banqueiros que consome 40% do orçamento da União. Com o não pagamento da dívida teríamos recursos para investimento em saúde, educação, aposentadoria e geração de empregos. Combinado com isso teríamos que taxar as grandes fortunas, estatizar o sistema financeiro, impedir a remessa de lucro das multinacionais para o exterior e acabar com desonerações e incentivos aos empresários.

Vamos à luta no dia 05.12

No dia 5 de dezembro vamos realizar assembleias, panfletagens, paralisações e protestos. Exigimos que as maiores centrais sindicais cumpram essa atividade unitária e realizem atividades de mobilização em suas bases. Contra o pacote de Bolsonaro e Guedes e a sua política autoritária nossa resposta deve ser a ocupação das ruas seguindo o exemplo do povo chileno. Nenhuma repressão vai intimidar a nossa mobilização.

Repudiamos a ação assassina da PM em Paraisópolis (SP) que matou 9 jovens

Moradores de Paraisópolis protestando no domingo (1) contra morte de jovens no Baile da 17 / Foto: Daniel Arroyo (PONTE)

Nove jovens morreram e outros doze ficaram feridos durante uma ação criminosa da PM (Polícia Militar), em um baile funk na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, neste domingo (1).

Relatos de moradores apontam que a polícia chegou ao local atirando com balas de borracha e jogando gás lacrimogêneo contra os jovens. Muitos correram, mas foram cercados pela PM em ruas nas imediações e acabaram sendo pisoteados e mortos.

Essa brutalidade ocasionou a morte de nove jovens que apenas estavam se divertindo. Não bastasse a chacina o governador de São Paulo, João Dória, ainda minimizou todo episódio e reafirmou a continuidade desse tipo de abordagem nos bailes da periferia.

É preciso exigir justiça. Todos às ruas!

Essa chacina é inaceitável! Exigimos que sejam punidos todos os dos envolvidos que o governador de São Paulo João Dória seja responsabilizado e o comandante da PM afastado. Devemos dar todo apoio aos familiares e a comunidade que sofreram esse brutal ataque. Chega de racismo e impunidade. Fim da PM e de suas chacinas.

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