Seguir o exemplo da greve da saúde e ocupar as ruas

Greve das trabalhadoras e trabalhadores da Saúde do RJ | Foto: Luiza Azevedo

Defender o SUS, o salário e a segunda parcela do 13º

A greve de profissionais da saúde municipal revela uma profunda crise nesse setor. Quase 23 mil trabalhadores e trabalhadoras estão sem receber salário desde outubro e, por isso, precisaram fazer uma greve. Porém, é ainda mais grave: faltam equipamentos, remédios e até materiais para realizar curativos. Uma situação de desmonte que também é visível em outras áreas. Agora, os trabalhadores da educação se mobilizam contra o atraso no pagamento da segunda parcela do 13° salário, uma pauta que pode unificar o conjunto dos servidores do município.

A Greve é culpa do Crivella e da privatização

A prefeitura desde 2018 reduziu equipes de saúde da família, chegando a demitir cerca de 2500 profissionais. Além disso, retirou R$ 400 milhões do orçamento da saúde em 2019. Ao mesmo tempo perdoou uma dívida dos cartórios de R$ 450 milhões. Como resultado as UPAs e os hospitais ficaram superlotados, chegando ao caos que assistimos agora todos os dias.

Esses ataques se explicam porque Crivella quis manter benefícios para meia dúzia de empresários, por meio da política de isenções fiscais. A prefeitura seguiu a lógica de inúmeras gestões que permitiram que setores econômicos, a exemplo das corruptas empresas de ônibus, fizessem farra com o dinheiro público. É necessário e urgente suspender os privilégios aos grandes empresários e canalizar esse dinheiro para as áreas sociais.

 

Porém, além da precarização dos serviços outra face do projeto que leva a essa crise é a privatização. Na cidade do Rio, o ex-prefeito Eduardo Paes aplicou a terceirização dos serviços de saúde municipal via OSS (Organizações Sociais de Saúde). Esse modelo corrupto drena uma parte do dinheiro para remunerar os administradores das empresas privadas. Dinheiro que falta para investir na saúde, educação, na COMLURB e pagar o 13° dos servidores.

A crise é resultado do projeto que privilegia os banqueiros

O escândalo que leva ao atraso de salários e impede que tenhamos uma saúde e educação de qualidade, é o privilégio do sistema financeiro que retira dinheiro de áreas sociais para transferir a credores bilionários. O governo federal no ano de 2018 pagou mais de R$ 1 trilhão (cerca de 40% do orçamento) de juros e amortização aos banqueiros e demais credores. Enquanto isso, para a saúde sobrou apenas 4,09%.

A prioridade dos governos Bolsonaro, Witzel e Crivella é o atendimento ao sistema financeiro, cortando gastos sociais para o pagamento da dívida pública. Os projetos anunciados pelo Ministro Guedes, do “Mais Brasil”, vão aprofundar essa prioridade aos banqueiros, desmontando os serviços públicos estatais federais, estaduais e municipais.

Unidade para enfrentar os ataques de Crivella contra a saúde e os servidores

O quadro de crise não vai se resolver sem que haja uma poderosa mobilização que obrigue os governos de Bolsonaro, Witzel e Crivella a investirem mais verbas na saúde e nas áreas sociais. Desde o início nosso mandato está apoiando a greve ativamente, nas passeatas, piquetes e assembleias. A luta desses profissionais além de justa é um exemplo de como se enfrentar os ataques dos governos patronais aos direitos dos trabalhadores.

Fortalecer e dar continuidade ao ato marcado para o dia 18.12

O anúncio de suspensão de pagamentos por parte da prefeitura está ameaçado o pagamento da segunda parcela do 13. Por isso é fundamental organizar manifestações unificadas como a convocada para o dia 18/12. Após o ato é importante que a CUT, CTB, sindicatos como SEPE, DCEs como a da UFRJ, organizem um calendário para apoiar a greve da saúde e unifiquem a indignação popular. Os servidores federais precisam ser parte ativa através das entidades do ANDES-SN, SINASEFE e FASUBRA. Propomos a construção de um Fórum de Lutas para coordenar os protestos na cidade. 

Unificar as lutas e as reivindicações

Pelo pagamento imediato dos salários atrasados e do 13º. Contra a privatização e por concursos públicos para suprir as vagas. Contra o aumento do preço da carne, do frango, do ovo, do arroz e demais alimentos. Contra o aumento do gás de cozinha, da gasolina e pela redução das passagens de ônibus e da energia elétrica. Em defesa do povo negro que amarga as chacinas da violência policial nas favelas. Em defesa das mulheres, as mais prejudiciais em momentos de ataques aos direitos sociais. Fim da política de isenção fiscal e que as grandes empresas devedoras do município sejam executadas a pagar. Pelo não pagamento da dívida aos banqueiros e canalização desses recursos para saúde e educação, salários e demais políticas sociais. Contra a Lei de Responsabilidade Fiscal que só garante recursos para o sistema financeiro, sangrando as áreas sociais e o atendimento à população. Contra o Mais Brasil e a carteira Verde Amarela de Bolsonaro e Guedes!


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