CHILE | Campanha internacional de assinaturas pela libertação das presas e presos políticos e em rechaço às violações dos direitos humanos

Há um mês e meio, o Chile é abalado por mobilizações massivas contra a desigualdade social, as privatizações, a corrupção e o saque de direitos sociais. Milhões estão questionando, nas ruas, o modelo econômico e a constituição imposta na ditadura de Pinochet

Contra o clamor popular massivo, o governo impõe uma repressão violenta e sistemática. São vários assassinados, centenas de pessoas mutiladas que perderam um dos olhos com as balas disparadas pela polícia e milhares de baleados. Detenções ilegais, detentos torturados, abusos sexuais, estupros e uma feroz repressão diária contra um povo que não retrocede.

A política repressiva de Piñera tem o objetivo de criminalizar as mobilizações, encarcerando milhares de manifestantes. Segundo dados do Ministério Público do Chile, apresentados no dia 30 de novembro, 30.102 pessoas passaram por audiências de custódia,  20.217 destes tiveram denúncias formalizadas e 1957 ficaram em prisão preventiva. A cada dia de luta, se somam mais processados e detidos.

Denunciamos que estes detidos são a outra face da violação dos direitos humanos do povo Chileno. São, portanto, presos e presas políticos, sequestrados pelas forças repressivas dos Estado Chileno.

Exigimos imediata liberdade a eles, assim como o fim das montagens judiciais orquestradas pelo governo que só busca criminalizar e encarcerar aqueles que são as verdadeiras vítimas. Reparação imediata a todas as famílias afetadas, através de julgamento e punição aos policiais e militares violadores dos direitos humanos e indenização do Estado a todos os afetados.

Chamamos aos dirigentes sociais, estudantis, sindicais, políticos, feministas, ambientais e a todos e todas a assinar essa declaração e coordenar uma campanha mundial em apoio às presas e presos políticos no Chile, que rechace terminantemente a violação sistemática dos direitos humanos e a repressão imposta pelo governo.


Quem já assinou:

Argentina
Juan Carlos Giordano, deputado nacional da Frente de Izquierda y los Trabajadores (FIT) da Provincia de Buenos Aires, dirigente nacional do Izquierda Socialista
Rubén “Pollo” Sobrero, Secretario Geral da União Ferroviaria seção Oeste
Edgardo Reynoso dirigente ferroviário do Corpo de Delegados do Ramal TBA-Sarmiento
Mónica Schotthauer, trabalhadora ferroviária e deputada nacional do Izquierda Socialista/FIT
Angélica Lagunas, dirigente de ATEN Capital (Professores) e deputada por Neuquén de Izquierda Socialista/FIT
Liliana Olivero, ex deputada por Córdoba de Izquierda Socialista/FIT
Jorge Adaro (Secretario General comissão diretiva Ademys-Docentes da cidade de Buenos Aires)
Laura Marrone, dirigente docente e legisladora eleita de IS-FIT
Ezequiel Peressini, legislador por Córdoba, de Izquierda Socialista-FIT
Mercedes Trimarchi, dirigente do coletivo feminista Isadora, e legisladora eleita por Izquierda Socialista/FIT na Provincia de Buenos Aires
Bolívia
Humberto Balderrama, membro da direção nacional do Partido dos Trabalhadores
Eliseo Mamani, ex executivo da federação de professores rurais de La Paz
Brasil
João Batista Araujo “Babá”, vereador do Rio de Janeiro e dirigente da CST-PSOL
Pedro Rosa, dirigente do Sintuff e Fasubra
Adriano Dias, Coordenação da CST
Gerson Lima, Dirigente do SINTSEP-PA e CONDSEF
Val Ribeiro, Dirigente da FASUBRA
Diego Vitello, Diretor do Sindicato de Metroviários-SP
Bernarda Thailana, Coordenação do SINTUFF
Bruno da Rosa, Oposição Garis
Caio Sepulveda e Natalia Granato, Juventude Vamos a luta
Eduardo Protazio, diretor da UNE
Chile
Ranier Rios, dirigente MST (Movimiento Socialista de los Trabajadores)
Estado Espanhol
Josep Lluis del Alcázar, delegado sindical de enseñanza pública e militante de Lucha Internacionalista
Marga Olalla, Delegada sindical dos trabalhadroes municipais de Barcelona, Militante de LI
Miquel Blanch, Delegado sindical do professorado de escolas de adultos, membro da Corrente Sindical de CCOO de Girona, Militante de LI
M. Esther del Alcázar, Delegado sindical do ensino público, Militante de LI
Panamá
Priscilla Vásquez, dirigente nacional dos trabalhadores do Seguro Social de Panamá
Virgilio Arauz, dirigente do Propuesta Socialista
Perú
Jorge Corzo, coordenador distrital do Frente Amplio
Enrique Fernández Chacón, ex deputado nacional, dirigente de Unidos en la Lucha
México
Enrique Gómez e Francisco Retama, dirigentes do Movimiento al Socialismo (MAS)
Jesús Torres Nuño, presidente do Conselho de Administração de Trabajadores Democráticos de Occidente (Tradoc)
Turquia
Sedat Durel, Secretario Geral do Sindicato dos trabalhadores revolucionários de telecomunicação e centros de chamada
Atakan Çiftçi, delegado do Sindicato dos trabalhadores de educação e ciência
 Oktay Çelik, presidente do Partido da democracia Operaria
Venezuela
José Bodas, secretario geral da Federação Unitária dos Trabalhadores Petroleiros de Venezuela (Futpv)
Orlando Chirino, dirigente nacional de la Corrente Clasista, Unitaria, Revolucionaria y Autónoma (C-cura)
Armando Guerra, ex dirigente sindical de Hidrocapital
Miguel Ángel Hernández, secretario geral do Partido Socialismo y Libertad (PSL)
Miguel Sorans, dirigente da Unidad Internacional das Trabalhadores e Trabalhadores – Quarta Internacional (UIT-QI)

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