Seguir o exemplo dos petroleiros: barrar os ataques através de greves e mobilizações!

Por Combate – Sindical

Desde o dia 01 de fevereiro os petroleiros estão em greve. Uma greve contra o fechamento da fábrica de fertilizantes no Paraná, as demissões e a privatização da estatal.

Foto: Divulgação/Federação Única dos Petroleiros

Apesar dos ataques do governo Bolsonaro, da criminalização do TST e do boicote da grande imprensa, o movimento cresceu nos últimos dias e hoje temos uma forte greve nacional petroleira com mais de 100 unidades paralisadas em todo país.

Nesse momento de ataques do governo da extrema direita e do congresso nacional corrupto e patronal é fundamental seguir o exemplo dos petroleiros. Precisamos garantir solidariedade ativa, nos locais de trabalho, estudo e moradia, além de visitas aos piquetes, vigílias e assembleias. A luta dos petroleiros é de todos nós.

TST ataca o direito de greve

É inadmissível a postura do TST diante da greve A partir de uma liminar quer obrigar os petroleiros a manterem 90% do efetivo da empresa trabalhando. Um verdadeiro absurdo que não apenas ataca o direito de greve, mas mostra um Judiciário vendido que se colocou do lado do desmonte da principal empresa pública do país.
Unificar as greves e as lutas!

Além da greve petroleira, temos marcada para o início de março greve nos Correios e para o dia 18 de março um dia nacional de lutas, onde teremos educação e Serviço Público Federal paralisando. Há o indicativo de greves das universidades por parte do ANDES-SN. Recentemente os trabalhadores do Dataprev conseguiram barrar temporariamente as demissões. Ocorrem greves como as da educação de MG e dia 8 de março haverá atos em vários estados. Temos de batalhar para unificar greves, mobilizações, a luta das mulheres e as campanhas salariais contra o governo Bolsonaro/Mourão e o congresso nacional corrupto de Rodrigo Maia e Alcolumbre.

As Centrais e federações devem unificar as lutas

As centrais (CUT, CTB) as confederações (CNTE, CONDSEF, CONTRAF) as federações (FENTECT e FINDECT) e os sindicatos devem construir atividades unificadas, partindo do calendário dos Petroleiros e das greves estaduais como a de MG. Garantir a unidade de todos os estatais (bancários, Ecetistas, moedeiros, Eletrobras) numa única luta. Essa também tem que ser a tarefa das entidades dos servidores federais, via o FONASEFE, garantindo a unidade com a greve petroleira e a paralisação no dia 18, além de confirmar o indicativo de greve proposto pelo ANDES-SN.

Temos de evitar a dispersão atual de datas e calendários e o isolamento da greve petroleira e dos educadores de MG. Precisamos de passeatas e manifestações das categorias que estão paralisadas, pois todas têm algo em comum: enfrentam o ajuste fiscal de Bolsonaro, Guedes e do Congresso Nacional. A unificação é o caminho para fortalecer todas as lutas que estamos vivendo.

Por isso que diante desse quadro de greves a estratégia das maiores centrais sindicais (a cúpula nacional da CUT, CTB, UGT e Força Sindical) não pode ser apostar em negociações no parlamento para barrar os ataques do governo, pois essa política permitiu a aprovação da reforma da Previdência. Não há outra forma de derrotar os ataques de Bolsonaro, Guedes e do Congresso que não seja nas ruas.

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