Quarentena para todos os trabalhadores da UFPA já! Segurança total para os serviços essenciais! HUs devem ser acompanhados de perto pela Reitoria!

Combate sindical

Quarentena para todos os trabalhadores da UFPA já!

Segurançatotal para os serviços essenciais!

HUs devem ser acompanhados de perto pela Reitoria!

A pandemia global do coronavirus já chegou ao Brasil e em questão de poucos dias teremos colapso do sistema de saúde (público e privado) podendo ter milhares de trabalhadores e trabalhadoras mortas. As medidas do governo Bolsonaro/Guedes são irresponsáveis e vão nos levar a uma catástrofe. Para o governo federal e vários grandes empresários, o país não pode parar porque isso prejudica a economia, mesmo sendo a única medida capaz de conter o vírus e evitar mortes. As medidas dos governadores também são insuficientes porque não garantem o direito à quarentena à toda a classe trabalhadora e a segurança necessária para os que atuam nos serviços essenciais. Só parando toda a produção e circulação de pessoas, mantendo somente os serviços de fato essenciais podemos preservar as nossas vidas e as das nossas famílias. Assim defendem 73% do povo brasileiro (quarentena geral de 15 dias), como mostrou recente pesquisa do Datafolha.

Nesse contexto a Universidade Federal do Pará suspendeu as aulas e as atividades administrativas na última semana. No entanto, sabemos que ainda temos técnico-administrativos trabalhando em regime de escala na Reitoria, Pró-Reitorias e Protocolo em serviços não essenciais, que poderiam ser feitos de casa. Os terceirizados trabalharam normal na primeira semana, expostos aos riscos nos transportes coletivos, sem máscaras e itens de segurança, sendo tratados como membros de segunda classe na comunidade acadêmica. Na segunda-feira (23), após denúncias ao Ministério Público, a Reitoria e a empresa de limpeza acordaram que todos os trabalhadores devem ir às segundas, quartas e sextas, algo que nós discordamos, pois o vírus não deixa de circular e ser nocivo à saúde em nenhum dia da semana.

Sendo assim, nós da corrente Combate Sindical exigimos o imediato direito à quarentena para todos que seguem trabalhando. Os essenciais devem fazer trabalho remoto ou, se for extremamente necessário estar na universidade, que tenham Equipamentos de Proteção Individual, salas com apenas um indíviduo e todos os protocolos de segurança necessários para evitar sua contaminação. Os terceirizados e fundacionais devem ter os mesmos direitos à quarentena, com manutenção de empregos, dos salários, ticket-alimentação e todos os protocolos de segurança para terem suas vidas e de suas famílias preservadas. Avaliamos que o SINDTIFES-PA deve acompanhar e definir junto com os trabalhadores o que é essencial. Não podemos deixar ocorrer nas universidades demissões e nem cortes de salário como Bolsonaro e os patrões querem fazer, despejando ônus dessa crise na classe trabalhadora.

A UFPA deve afastar até das atividades essenciais todos os que estão nos grupos de risco e as mães ou pais que não tenham com quem deixar os filhos pequenos, liberados de escolas e creches, também com manutenção do salário, além de pensar em formas para garantir o transporte de todos os trabalhadores, independente do vínculo, que farão os serviços essenciais presenciais, pois as aglomerações no transporte público são espaço propício para contaminação.
Lembramos que estamos em uma pandemia e que em primeiro lugar deve estar a vida dos trabalhadores que fazem essa universidade funcionar em tempos normais. Então todos os cuidados devem ser tomados e todos os recursos investidos para garantir a vida da nossa classe. A UFPA não pode ter manchada em sua história mortes de seus trabalhadores.

NOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS

No Hospital Universitário João de Barros Barreto e Hospital Universitário Bettina Ferro de Sousa, a Reitoria deve cobrar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e governo federal, para garantir todos os EPIs e materiais necessários para segurar a vida dos servidores que vão estar na linha de frente do atendimento à população. A universidade tem que fiscalizar de perto todas as medidas que a EBSERH está tomando com a perspectiva de salvar a vida dos servidores que estão na linha de frente do combate à doença. Na Itália, no dia 20 de março 3.359 trabalhadores da saúde estavam entre os contaminados, totalizando 10% dos casos. Em Portugal, segundo a Ordem dos Médicos, 1 em cada 5 infectado é médico. Se não cuidarmos dos profissionais da saúde, podemos ter uma grande baixa em quem nos deveria auxiliar.
É necessário afastar já todas as servidoras e servidores do grupo de risco, sejam federais ou da EBSERH, e exigir do governo a contratação temporária de novos trabalhadores para fortalecer o SUS.
Infelizmente a política de privatização e sucateamente da saúde e da educação pública, feita pelos governos anteriores e intesificados no atual, vai nos fazer pagar um grande preço. Por isso defendemos a revogação da Emenda Constitucional do Teto dos Gastos, a suspensão imediata do pagamento da dívida pública e a taxação das grandes fortunas para garantir a vida do povo, os empregos, os salários e o combate a essa crise.

Por fim, reivindicamos que o SINDTIFES/PA e a Fasubra (Federação Nacional dos TAEs) também devem assumir o papel de fiscalizar e cobrar da Reitoria todas as medidas necessárias para salvaguardar a vida dos trabalhadores da UFPA e todas as universidades federais no Pará, controlando em conjunto com a categoria o que de fato é essencial. Mesmo não estando na direção do SINDTIFES-PA, nós da COMBATE SINDICAL nos colocamos à disposição para ajudar nessa tarefa. Ressaltamos, a vida dos servidores (independente do vínculo empregatício) deve estar em primeiro lugar.

Corrente Combate Sindical (Oposição à direção do SINDTIFES/PA) – 23/03/2020

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