#BoletimEletrônico | Estamos sendo roubados pelos bancos: A PEC do orçamento de Guerra é um assalto aos cofres públicos!

Editorial do Boletim Eletrônico do jornal Combate Socialista

Bolsonaro, Guedes e Rodrigo Maia entregam o ouro aos abutres do sistema financeiro

Nos últimos dias a Auditoria Cidadã da Dívida vem divulgando os absurdos da PEC 10, chamada pela imprensa de orçamento de guerra. De fato, é uma guerra contra o povo trabalhador e contra as áreas sociais. O presidente Bolsonaro, o Ministro Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia estão salvando o lucro dos bancos enquanto o povo trabalhador amarga reduções de salários, de direitos e cresce a fome e desemprego no país.

De acordo com as notas técnicas da Auditoria Cidadã da Dívida, a Emenda Constitucional pretende legalizar a estatização das dívidas dos bancos, para que eles não tenham nenhum prejuízo e mantenham seus lucros trilhonários. Isso ocorreria através da compra de títulos podres, os papéis que os bancos possuem e que já não valem nada. O governo federal, através do Banco Central, vai comprar esse papéis podres, sem valor, por meio de novos títulos da dívida pública e quem pagar a conta dos magnatas são os trabalhadores e o povo. Haverá mais cortes de verbas nas áreas sociais, mais privatizações, mais contrarreformas q retiram direitos. Nos cálculos da Auditoria Cidadã da Dívida, estima-se que esse papéis podres esteja na ordem de mais de um trilhão de reais. Isso, R $ 1 trilhão.

Os trabalhadores não podem pagar a conta dos banqueiros milionários

Aos trabalhadores se propõe a suspensão de contratos de trabalho via MP (Medida Provisória), aos servidores federais e trabalhadores das estatais querem impor a redução salarial, aos trabalhadores desempregados e precarizados se promete os 600 reais (q poucos conseguem acessar). Mas para os banqueiros e o sistema financeiro, no início da pandemia foram liberados pelo Banco Central cerca de 1 trilhão de reais. (Atenção, os banqueiros já receberam esse ano estímulos de R$ 1 trilhão de reais). É verdadeiramente um mundo bizarro, onde tudo está de cabeça pra baixo e invertido. A maior mamata das últimas décadas.

Sim, enquanto o povo trabalhador é esfolado e amarga os piores dramas os banqueiros recebem trilhões. Essa balbúrdia é comandada pelo Ministro da Economia e o presidente do Banco Central, são banqueiros, ligados aos bancos Pactual e Santander. Ou seja, não são trabalhadores como nós, são parasitas do sistema financeiro, que vivem da especulação, sugando o sangue do povo trabalhador. Os bancos e o sistema financeiro são piratas que assaltam os cofres públicos (roubando a riqueza que os trabalhadores produzem e é armazenada no fundo público estatal).

Mais absurdo é que estamos sem hospitais, leitos com ventilação mecânica e UTIs suficientes. Por outro lado não se garantem testes em escalas massivas na população ou nem mesmo nós trabalhadores que não estão em quarentena ou nas favelas. O holocausto capitalista, ocasionado pelo covid-19 e o aprofundamento da crise social, é visto na Itália, em Nova York e Guaiaquil mostra que os banqueiros e multinacionais não estão preocupados com a classe trabalhadora. Imaginem se aplicassemos uma fração do q se destinam aos bancos para melhorar a saúde pública, quantas vidas seriam salvas?

É preciso lutar contra esse abuso e realizar um panelaço nacional!

Já Chega! É precisa salvar os trabalhadores e não os lucros dos bancos, a vida tem que estar acima de uma dívida que só beneficia o sistema financeiro. Temos realizar novos panelaços e protestar nas redes sociais, fortalecer as denúncias da auditoria cidadã da dívida contra a PEC de guerra. E fortalecer a luta contra o pagamento da dívida. É preciso que a CUT, CTB, Força Sindical, UGT organizem os trabalhadores para defender nossos direitos e enfrentar os banqueiros. Contra qualquer retirada de direitos, como defende a CSP- Conlutas.

É necessário um movimento unificado para derrotar os planos do governo Bolsonaro/Mourão, do congresso nacional de Rodrigo Maia, e dos banqueiros e empresários e contra a PEC do orçamento de Guerra. É preciso que a CUT concretize sua bandeira de Fora Bolsonaro, via panelaços e paralisação das categorias, e que essa seja uma pauta das oposições. É preciso que as centrais síndicais concretizem sua plataforma pela suspensão do pagamento da dívida. E que a UNE e os partidos de oposição (PT, PCdoB, PDT) e as Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular incorporem essa pauta em suas plataformas, incluindo esse tema na campanha sobre a taxação das grandes fortunas, combinando essas propostas.

Precisamos de uma Frente de Esquerda e Socialista

Os partidos de esquerda (PSOL, PCB, UP, PSTU) precisam realizar uma reunião unificada de suas direções para traçar um plano de enfrentamento a pandemia e a crise, superando a conciliação de classes e a estratégia de unidade nacional que é aplicado pelos Lulistas com figuras burguesas como Maia e Dória (ver editorial de nossa última edição). Isso é necessário por que o diretório nacional do PT, contrariando a própria resolução da CUT e a bandeira dos panelaços nacionais, se negou a chamar o Fora Bolsonaro. Além disso Lula aposta numa boa relação com Dória e Flávio Dino elogia o vice presidente general Mourão.

O polo do impeachment, que defende o Fora Bolsonaro, precisa aprofundar o rumo tomando na semana passada. Seguir a ligação com a classe trabalhadora, tal como buscou no vínculo com os trabalhadores da saúde e o panelaços com o sindicato da saúde do RS. Parlamentares, como a deputada Fernanda Melchionna, que batalhou contra a PEC de guerra na câmara, poderia ajudar a coordenar um panelaço nacional contra os banqueiros. Realizar tuitaços, compartilhaços e lives com os intelectuais contra o salvamento dos bancos e o pagamento da dívida, além de shows pelo fora Bolsonaro e em defesa de quarentena para todos os trabalhadores com os artistas q assinam a petição do impeachment.

Um plano econômico e social alternativo favorecendo a saúde pública e as áreas sociais

A CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores – do bloco radical do Psol) defende um plano econômico e social alternativo, com propostas emergenciais para conter a pandemia, contra a fome, a miséria e o desemprego. Ao invés de salvar os bancos e estatizar papéis podres, garantindo lucros fraudulentos dos magnatas do sistema financeiros precisamos defender os salários, os direitos dos trabalhadores e investir no SUS e nos trabalhadores da saúde.

– Por licença remunerada e estabilidade no emprego para todas as categorias. Reversão imediata das atuais demissões, reduções de salários e direitos em setores como rodoviários, bares, restaurantes, aviação, setores da educação nos municípios, etc. Suspender propostas de corte de direitos nos Correios e Petrobras. Garantia de EPIs, condições higiênicas e demais reivindicações dos trabalhadores da saúde e das categorias dos serviços essenciais. Que as assembleias das categorias dos serviços essenciais organizem o funcionamento dos serviços com condições adequadas. Que sejam suspensas as cobranças de água, luz, internet e telefone. Pelo controle dos preços de gás combustíveis, gêneros alimentícios e de higiene.

– Pela suspensão do pagamento da dívida aos banqueiros e destinar todos os recursos do tesouro nacional para garantir investimentos robustos em saúde pública, novos leitos com ventilação mecânica, novas UTIs, construir novos hospitais, equipes de saúde da família, e implementar testes massivos nas categorias que seguem trabalhando e nas periferias, e em especial nos serviços essenciais (saúde, transporte, abastecimento), bem como garantir renda básica – de um salário mínimo por pessoa – para todos os desempregados, trabalhadores informais e precarizados, realizar a reconstrução dos serviços públicos, investir em educação, em pesquisas para obtenção de vacinas de remédios ao COVID-19, distribuição de álcool gel, sabão, água e cestas basicas nas favelas. Através do não pagamento da dívida podemos investir pesado na saúde pública e nas áreas sociais.

-É preciso fortalecer o setor público e acabar com a especulação e a ganância dos negócios capitalistas. É preciso estatizar os hospitais privados (para combater a pandemia, fazendo valer o Sistema Único de Saúde), os grandes hotéis e imóveis dos especuladores (para abrigar os que necessitarem), estatizar o agronegócio e a indústria dos alimentos (para produção e distribuição de cestas básicas a pessoas necessitadas) a indústria farmacêutica e grandes redes de laboratórios (para utilizar seus recursos e estrutura a serviço de fortalecer institutos de pesquisa públicos para testar e buscar medicamentos e vacinas efetivas) as indústrias automobilísticas que reduziram direitos para canalizar a produção no sentido do combate à epidemia (produzindo com as universidades aparelhos para hospitais), estatizar as multinacionais de bebidas (para elevar a produção e distribuição massiva de álcool gel para os trabalhadores e para as periferias e favelas). Defendemos a estatização do sistema financeiro, o controle do câmbio, o fim da agiotagem dentro do Banco Central, o fim das remessas das multinacionais ao exterior e a taxação das grandes fortunas, concessão de crédito sem agiotagem aos pequenos empreendedores. Defendemos um plano único do governo federal e estaduais para utilização de força de trabalho atualmente desempregada, como parte de uma nova política econômica, alternativa ao modelo atual, e que esteja a serviço da classe trabalhadora e dos setores populares.


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