28M: AÇÃO E LUTA PELA SAÚDE DAS MULHERES!

Comissão de Mulheres da CST

Dia 28 de maio, é a data internacional de luta pela saúde das mulheres. Em diversos países, apesar das medidas de contenção da pandemia, há ações marcadas em defesa da nossa saúde. Na Argentina, por exemplo, haverá um ato em frente ao parlamento. Esta data é fruto de diversas mobilizações ao longo dos anos, e no Brasil, este dia foi escolhido como Dia Nacional Pela Redução da Mortalidade Materna, também resultado de muita luta dos movimentos feministas e de saúde.
Embora estejamos no meio de uma pandemia, o governo negacionista de Bolsonaro, obviamente, não dá nenhum suporte à saúde das mulheres. Pelo contrário, aproveita o momento para justamente aplicar suas políticas conservadoras e de ataque às mulheres. No vídeo da reunião ministerial, a ministra Damares Alves, reconhecidamente uma inimiga das mulheres, foi enfática ao atacar o ministério da saúde e dizer que o mesmo estava “lotado de feministas que querem a liberação do aborto”, e atacou as mínimas políticas públicas que ainda existem.

Neste sentido o ataque é evidente. Não há política alguma para as mulheres e grávidas que contraíram e morreram pelo COVID-19 e sequer há um mapeamento disso, apesar do Ministério da Saúde ter incluído gestantes, puérperas e mães de recém-nascidos na lista do grupo de risco. Não há a mínima política voltada para proteger as mulheres trabalhadoras da saúde, que são 70% das equipes. Há sobrecarga e falta de EPI’s, condições de trabalho e salário dignos. Há atraso proposital do pagamento do auxílio emergencial e não há um decreto de quarentena para toda a população. E há a tentativa de atacar os casos de aborto legal e os demais direitos reprodutivos das mulheres, aproveitando-se da pandemia, como foi o caso do Rio de Janeiro, onde foi suspenso em 4 hospitais da rede pública, o procedimento de colocação de DIU, método contraceptivo considerado como mais eficaz. Lembrando também que a violência doméstica cresceu e não há nenhuma política de enfrentamento e apoio às mulheres vitimadas.

É um ataque frontal às todas nós. Se não nos matam de trabalhar, nos matam pelo negacionismo à pandemia, pela sobrecarga de trabalho, pela sobrecarga do SUS, por não ter políticas para nos apoiar contra a violência doméstica e por atacar os nossos direitos reprodutivos.

É preciso combater Bolsonaro e Damares e mais do que nunca exigir que seja feita quarentena geral, para proteger as que ainda não estão infectadas e as que necessitem abortar, para não sobrecarregar o SUS e as trabalhadoras da saúde. É preciso exigir uma política de acolhimento às mulheres que são agredidas e violentadas, com apoio psicológico e estrutural! Em todo país as trabalhadoras da saúde têm feito mobilizações e paralisações exigindo melhores condições de trabalho, e essas lutas precisam ser apoiadas ativamente para que se repliquem! É urgente suspender o pagamento da Dívida Pública e aumentar os recursos destinados à saúde pública, bem como a garantia de salário para toda população efetivar a quarentena e assim salvar as vidas das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros.

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