HONG KONG | Milhares nas ruas desafiam o governo chinês na vigília do aniversário do Massacre de Tiananmen

Por: Eduardo Ruarte, Publicado pela Unidade Internacional de Trabalhadores – Quarta Internacional (UIT-QI). Traduzido por: Pablo Andrada

Apesar da proibição de realizar o ato na vigília de um novo aniversário do que ficou conhecido como o Massacre de Tiananmen (04 de junho de 1989), quando a ditadura do burocrático PCCH (Partido Comunista Chinês) reprimiu massivos protestos e a ocupação da Praça Tiananmen. A medida repressiva, milhares foram mortos e feridos, e o objetivo era de avançar na restauração capitalista. Agora, novamente milhares de honcongueses se mobilizaram em direção à icônica praça, atravessando as cercas de segurança da polícia.

Dias antes, tinham sido aprovadas duas leis promovidas pelo PCCH, a Lei da Segurança Nacional e a Lei que pune quem desrespeitar o hino nacional chinês. Porém, no meio de uma flexibilização da quarentena, a questão reacendeu grandes mobilizações para enfrentar essas leis que só buscam criminalizar e perseguir as vozes críticas de denúncia e luta contra a ditadura chinesa.

Enquanto o governo honconguês de Carrie Lam e sua polícia proibiram os atos do aniversário usando como argumento a prevenção da disseminação do Covid19, milhares desafiaram o governo numa convocação espontânea na própria Praça Tiananmen na tarde / noite de 03 de junho e em outros lugares da cidade, sem terem tido nenhuma organização prévia como usualmente ocorria.

As pessoas improvisaram um ato para comemorar a data trágica com o propósito de continuar denunciando a ditadura do PCCH e exigindo a defesa das mais amplas liberdades democráticas. No final do ato, a polícia reprimiu brutalmente com gás lacrimogêneo centenas de jovens que tentavam bloquear as ruas.

Diante de um novo aniversário do Massacre de Tiananmen e de outro ataque repressivo, repudiamos a ação da polícia de Hong Kong e nos opomos com firmeza às leis disciplinares impostas pelo presidente da China Xi Jinping e a primeira ministra de Hong Kong Carrie Lam. Solidarizamo-nos com os milhares de trabalhadores e jovens honcongueses que continuam na luta contra os ataques da ditadura chinesa.

 

Original publicado em: http://uit-ci.org/index.php/noticias-y-documentos/noticias-internacionales/2601-2020-06-06-20-01-04

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