Editorial | Exigir da CUT, CTB e UNE um dia nacional de lutas com paralisações e atos de rua | Jornal Combate Socialista Digital No. 03

O mês de julho começa com o Breque dos Apps no marco do aprofundamento da pandemia e da crise econômica. Um dos setores mais explorados e massacrados do proletariado decidiu paralisar suas atividades. Como afirma Paulo Galo, dos Entregadores Antifascistas, são trabalhadores que têm de “lutar pelos seus direitos”. A convocação tomou proporção nacional. Atualmente há setores da classe trabalhadora iniciando protestos e greves por categoria buscando barrar os ataques, defender salários, direitos e sua própria vida da contaminação pandêmica. A mobilização obteve ainda apoio popular. Foi um impulso de um novo movimento, novos ativistas, na esteira dos protestos antifascistas e antirracistas que gestou esse protesto nacional.

Na contramão desse movimento estão as cúpulas das maiores centrais sindicais e os partidos de oposição. Não convocaram o dia 1/7 dos entregadores. A CUT/PT não utilizou essa data para realizar um dia de protesto nacional. Em uma categoria estratégica como os metroviários de São Paulo, a CTB/PCdoB e a Resistência/PSOL atuaram para impedir a greve da categoria no dia 1°, isolando os entregadores de aplicativos e perdendo a oportunidade de fortalecer a luta unificada em defesa dos metroviários, que inicialmente tinham marcado greve para dia 1/7 também. A UGT, via o Sindmotos em SP, tentou ocupar o movimento, porém não são uma alternativa, basta ver a traição permanente às lutas dos garis do RJ.

O aumento da contaminação pela COVID19, o arrocho salarial e a tentativa de retirada de direitos está empurrando um setor da classe trabalhadora para a luta. É preciso unificar essas paralisações e greves num único movimento e construir jornadas nacionais como a dos trabalhadores de Apps. Reunificar os protestos de rua das torcidas e das juventudes negras. Unificar tudo e todos num dia nacional de manifestações, paralisações, ocupações e greves.

Unificar as lutas!

As direções da CUT, CTB, UGT, Força Sindical precisam unificar as campanhas salariais dos petroleiros, bancários e ecetistas, unificar as fábricas por PLR e outras exigências sanitárias, unificar as educadoras contras as ameaças de retorno das aulas presenciais. As centrais e partidos de oposição (PT, PCdoB) falam de muitas datas, a maioria para dispersar esforços e manter o ativismo em movimentos exclusivamente virtuais que são absolutamente insuficientes. Mas se eles publicaram várias datas nos sites deles, devemos exigir que eles passem das redes sociais à ação concreta. Exigir que eles concretizem o que estão falando entre 10 e 12/07. Dia 11 eles dizem que vai ocorrer uma plenária nacional popular, nela devemos exigir um plano de luta que unifique a classe trabalhadora, as juventudes negras, as torcidas e demais movimento sociais. Numa jornada única.

Para isso podemos nos apoiar no indicativo de greve dos metroviários de SP para o dia 8/07. Ou num novo Breque dos Apps que poderia ocorrer dia 12/07. Batalha que deve ser assumida pela nossa central, a CSP-CONLUTAS.

Nesse caminho, é fundamental politizar as atuais lutas da classe trabalhadora. Elas objetivamente se chocam diretamente com a política negacionista de Bolsonaro e a flexibilização do isolamento social dos governadores e prefeitos. As lutas enfrentam objetivamente o acordão do governo com os juízes do STF, com Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre (presidentes da Câmara e do Senado), para continuar passando os ataques aos direitos dos trabalhadores e livrar das investigações à família Bolsonaro. Por isso, ao mesmo tempo em que lutamos em defesa da vida, dos salários e dos direitos, devemos lutar por quarentena geral com licença remunerada e contra as privatizações. Lutar para colocar pra fora Bolsonaro e Mourão e derrotar governadores e prefeitos genocidas, batalhar pela formação de uma Frente de Esquerda e Socialista para construir um governo dos trabalhadores que possa aplicar um plano emergencial que comece pela taxação da grandes fortunas e suspensão da dívida pública, para que banqueiros e empresários paguem pela crise, canalizando esses recursos para EPIs, para o SUS, para salários e renda básica a todos os desempregados.


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