Em todo o mundo, os trabalhadores da saúde lutam

Jornal El Socialista (Argentina), 24 de junho de 2020
Tradução Lucas Schlabendorff


Bolívia: “Nus diante da pandemia”

Médicos e trabalhadores do sistema de saúde pública denunciaram que durante a pandemia da Covid-19 receberam escassos EPIs e que lutam contra a doença com equipamentos doados “por caridade” e com equipamentos feitos com sacos de lixo por eles mesmos. Diante dessa situação, começaram os protestos e ameaçam com bloqueios.

Denunciaram que, pela falta de EPIs, crescem o número de contágios confirmados entre médicos e enfermeiras.

Tunísia: greve geral de trabalhadores da saúde

O governo da Tunísia (norte da África) anunciou no dia 15 de junho sua “vitória” diante da pandemia, já que não se registraram casos nos últimos dias. Mas os principais responsáveis por essa vitória, os trabalhadores da saúde, iniciaram uma greve em todo o país exigindo melhorias no sistema de saúde pública e nas suas condições de trabalho.

Estado espanhol: manifestações em 40 cidades pela saúde pública

Foram convocadas pela Coordenação Antiprivatização da Saúde para exigir que não se esqueça a situação vivida com o coronavírus e afirmar que é necessário “reforçar e blindar a saúde pública”. Exigem mais investimentos para enfrentar possíveis surtos, que não se fechem leitos e nem seja demitido pessoal, que a saúde pública seja mais financiada e que acabe a precariedade no trabalho. E denunciam a falta de funcionários da saúde, desde as unidades básicas até os hospitais.

França: greve da saúde pública e repúdio à repressão

O presidente Emmanuel Macron disse que todos os trabalhadores da saúde merecem uma medalha pelo risco e o trabalho que realizaram durante a pandemia da Covid-19. Esse anúncio provocou indignação entre os trabalhadores da saúde. Muitos ficaram doentes pela Covid-19. No momento de pico da pandemia faltavam máscaras e EPIs. Os trabalhadores da saúde tiveram que se vestir até com sacos de lixo para poder atender os pacientes.

No dia 15 de junho, milhares de manifestantes tentaram chegar à Assembleia Nacional, mas a polícia os reprimiu violentamente com gás e balas de borracha. A prisão de uma enfermeira de 55 anos que sofre de asma, que foi espancada no chão pela polícia, foi filmada e divulgada nas redes sociais, causando uma grande indignação popular.

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