Barrar os ataques de Bolsonaro e dos governadores!


Nas últimas semanas Bolsonaro, os governadores, Rodrigo Maia e o Judiciário se uniram para acelerar o ajuste fiscal e a abertura geral das cidades. Enquanto a pandemia cresce, dizimando vidas, eles colocam o povo trabalhador no matadouro. Enquanto cresce o desemprego e o arrocho salarial, eles querem retirar direitos e tentam restringir a renda básica. As maiores autoridades da república capitalista atuam para favorecer os empresários, banqueiros, multinacionais e os milionários. E por isso têm que atacar as condições de vida do povo trabalhador.

Este pacto pelo ajuste e a abertura dos setores econômicos implica a manutenção dos privilégios dos juízes e tenta um salvo-conduto para abafar as investigações na família Bolsonaro e suas relações com as milícias. Basta ver a impunidade que favorece Flávio Bolsonaro. Para um criminoso perigoso como Queiroz a justiça concede uma leve prisão domiciliar, enquanto o mesmo STJ negou habeas corpus para uma pessoa que roubou um xampu. Estamos diante de negociações de um grande acordo nacional, com o STF e com todos os podres poderes nacionais.

É esse cenário difícil que impõe que a classe trabalhadora e setores populares se mobilizem, como vimos no dia 1 de julho na paralisação nacional dos entregadores, o breque dos Apps. E anteriormente vimos nas torcidas e juventudes negras. Há ainda greves sanitárias e econômicas em algumas categorias, como o metrô de BH, rodoviários do RN e algumas unidades dos Correios, ou as lutas das merendeiras e porteiros terceirizados no Rio de Janeiro e dos concursados da educação de Maricá/RJ.

 

A oposição desmonta as lutas e pactua com os ataques

Infelizmente os maiores partidos de oposição, as maiores centrais e entidades estudantis atuam para pacificar o país. O PT de Lula e Haddad, o PCdoB de Flávio Dino e Orlando Silva, o PDT de Ciro Gomes, os pelegos que controlam a cúpula da CUT e CTB e a UNE atuaram para evitar a coordenação dos atos aos domingos que foram chamados pelas torcidas e pelas juventude negras, ao mesmo tempo não convocaram o dia 1 de julho da greve nacional do entregadores. E pior, a CTB e a CUT manobraram na enquete online dos metroviários de SP para suspender a greve e favorecer a vida do Doria. Por fim, publicaram em sites e redes sociais uma suposta data nacional do dia 10 de julho onde as maiores centrais, como a CUT, Federações como a FINDECT da CTB, e a UNE, não fizeram nenhuma ação real. Os partidos de oposição, com o PT à frente, querem canalizar a indignação para a frente ampla eleitoral, com uma política burguesa, ao estilo da votação contra os servidores públicos no Senado votada pelo PT, ou a MP 936, cujo relator foi Orlando Silva (PCdoB). Igual à linha dos governos estaduais da oposição, que aplicaram reformas da previdência, e como no Ceará, onde o governo do PT reprimiu as manifestações antifascistas e antirracistas.

Por isso que o PSOL, PCB, UP e MTST devem romper com a frente ampla e construir um caminho alternativo, uma frente de esquerda e socialista, sem conciliação de classes. Uma frente de esquerda e socialista que afirme um programa econômico alternativo, com as reivindicações operárias e populares: a defesa do salário e dos acordos coletivos, de quarentena geral com licença remunerada, atender as pautas dos entregadores e das juventudes negras. Lutar pela taxação das grandes fortunas e suspensão do pagamento da dívida pública para canalizar recursos emergenciais ao SUS e ao pagamento da renda básica emergencial para todos os que necessitarem.

Investigar e punir a máfia encastelada no Palácio do Planalto

É necessário que entidades democráticas (como a OAB e ABI) e representativas da classe trabalhadora e dos setores populares (como as centrais sindicais e movimentos sociais) constituam uma comissão independente para investigar os crimes da máfia que está instalada no Palácio do Planalto, seus esquemas de corrupção e suas relações com a milícia, exigindo que todos sejam julgados e punidos, sejam presos e tenham seus bens confiscados.

É preciso construir um calendário nacional de lutas

Para enfrentar a contaminação, mortes, desemprego, precarização e arrocho, teremos que lutar. Eles querem passar a boiada e desejam fazer isso em meio à pandemia. Teremos que voltar às ruas como fizeram as torcidas e as juventudes negras aos domingos. Teremos que fazer greves nacionais como os entregadores. Teremos que fazer protestos dos que recebem a renda básica, para manter seu pagamento e impedir sua restrição. Organizar atrasos, operação tartaruga, paralisações contra a Carteira Verde e Amarela e os planos de privatização. Uma nova data que pode ser utilizada para isso é o segundo breque dos Apps no dia 25/07. Nossa central, a CSP-CONLUTAS tem a responsabilidade de convocar essa data, batalhando pela unificação das lutas, lutando contra o imobilismo da burocracia sindical. É preciso exigir que a CUT, CTB, Força Sindical, o MTST, a UNE e a UBES convoquem essa data e somem esforços em defesa da vida, dos direitos e dos salários. É preciso unificar as campanhas salariais dos petroleiros, bancários e ecetistas e marcar uma jornada nacional efetiva com atos em todos os estados, construída com assembleias de base, pelo Fora Bolsonaro e Mourão e contra os ataques de Rodrigo Maia e dos governadores.

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