EDITORIAL | Lutar pela construção efetiva do dia 07/08 e por uma Frente de Esquerda e Socialista | Combate Socialista Digital Nº 05

Estamos chegando a 100 mil mortes e milhões de contaminados em razão da negligência dos governos no combate à COVID-19. Isso significa um verdadeiro genocídio. Somada a essa situação, temos a aplicação de um brutal ajuste fiscal que ocasiona mais fome, arrocho salarial e desemprego. Por exemplo, nas campanhas salariais a política é reduzir salários e retirar direitos.

Diante dessa situação não temos dúvida em apontar que o governo Bolsonaro/Mourão, os presidentes da câmara e do senado e presidente do STF, os governadores como Doria do PSDB, Helder Barbalho (MDB), Zema (Novo) e Witzel (PSC) são os responsáveis por essa situação e infelizmente também os próprios governos de oposição (PT, PCdoB PSB etc..) que contribuíram com os casos quando flexibilizaram e abriram as cidades em meio à pandemia.

As centrais sindicais devem construir o dia 07/08

As centrais sindicais estão convocando o dia 7 de agosto como o Dia Nacional de Luta Contra Bolsonaro. Em sua resolução, a plenária da campanha Fora Bolsonaro propõe a realização de atos e plenárias para preparar o dia 7 e, nesse dia, 100 minutos de paralisação nos locais de trabalho. É muito importante a iniciativa, mas para que ela ocorra efetivamente as cúpulas das centrais sindicais devem construí-la no bojo da greve dos metalúrgicos da Renault, da luta das categorias que estão em campanha salarial, da preparação da greve dos correios e da luta das educadoras contra a reabertura das escolas, concretizando essa construção por meio de agitações, assembleias, reuniões com delegados sindicais e visitas nas bases. Não se pode repetir o que aconteceu no dia 10/07 quando as principais centrais sindicais (CUT, CTB, Força) não realizaram nenhum ato, paralisação ou outras atividades para transformar essa data em um verdadeiro Dia Nacional de Luta Contra o Governo Bolsonaro. Além disso, é fundamental pensar na continuidade das ações, propondo um novo dia de luta que esteja vinculado ao calendário de mobilização e greves das categorias.

Precisamos de uma frente de esquerda e socialista

Após 1 ano e 8 meses do governo da extrema direita, está claro que a oposição não foi consequente na luta contra Bolsonaro, chegando a pactuar com o governo votações contra os trabalhadores como a MP 936 e a PEC 10 que beneficiaram os patrões e os bancos. Diante dos ataques do governo Bolsonaro e dos patrões, da traição das direções do movimento sindical e partidos de oposição, é necessário avançar na construção de uma alternativa política para o país. Precisamos construir uma frente de esquerda e socialista com PSTU, PSOL, UP e PCB para defender as mobilizações e as lutas como a política principal para barrar os ataques dos governos e os patrões, colocar para fora Bolsonaro e Mourão e conquistar a suspensão do pagamento da dívida pública destinando o dinheiro para saúde, educação e garantindo direitos e salários. Uma frente de esquerda que reafirme a necessidade de construir um governo dos trabalhadores e do povo pobre e não de banqueiros e milionários.


O Combate Socialista agora está em formato digital. Veja os temas da atual edição:


COMBATE SOCIALISTA
Jornal Digital – Nº 05
Agosto/2020 em Formato Especial
(próprio para leitura em smartphones)

Sumário

Editorial | Lutar pela construção efetiva do dia 7/8 e por uma Frente de Esquerda e Socialista | pág. 2

Vitorioso ato pela retirada das punição ao gari Bruno da Rosa
| pág. 2

Entrevista – Sâmia Bomfim, deputada federal (PSOL-SP) | pág. 3

Por uma oposição combativa ao projeto da Extrema Direita | pág. 4

O exemplo dos metroviários de São Paulo | pág. 5

O sindicalismo combativo deve defender assembleias presenciais para decidir greves | pág. 6

A luta contra o ensino remoto, um debate com os coletivos de oposição da UNE | pág. 7

Coronavírus: os governos “progressistas” não passaram no teste | pág. 8

É preciso combater as direções pelegas da CUT, CTB, Força e UGT – Um debate com os companheiros do PSTU | pág. 9

A tática para a burocracia sindical é unidade-enfrentamento | pág. 10

De Belo Monte à Rotam | pág. 11

A situação das LGBTs na pandemia | pág. 12

Especial 80 anos da morte de Trotsky | A Frente Popular e a conciliação de classes | pág. 13

Especial Mulheres na Pandemia | A maternidade como fator de risco | pág. 14

A Conferência Internacional da FIT-Unidade e a crise capitalista mundial | pág. 15


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