MÉXICO | Susana Prieto foi libertada

Por Movimento ao Socialismo, seção mexicana da UIT-QI
Tradução Lucas Schlabendorff


Depois de uma forte campanha nacional e internacional pela libertação de Susana Prieto, advogada trabalhista e ativista das lutas operárias, ela foi libertada no dia 1 de julho. Ela havia sido presa e acusada de “motim e ameaças” pelas próprias autoridades trabalhistas do estado de Tamaulipas, buscando amedrontar e perseguir o conjunto da classe trabalhadora que luta.

Em uma detenção cheia de irregularidades e violações de direitos que protegem a advogada, depois de quase um mês se conquistou sua liberdade. As pressões pela sua libertação chegaram até o parlamento norte-americano, onde congressistas dos partidos patronais pressionaram por sua libertação como condição para levar adiante o acordo de livre comércio entre México, Estados Unidos e Canadá.

Susana é reconhecida por seu trabalho incondicional na luta pelos direitos das e dos trabalhadores. Sobretudo na luta que levam adiante as e os trabalhadores das empresas maquiladoras da cidade de Matamoros, no estado de Tamaulipas, no norte do México. É aqui que, junto ao Sindicato Nacional independente de Trabalhadores de Indústrias e Serviços (SNITIS), Susana convocou um protesto para exigir a paralisação das tarefas nas fábricas por causa da propagação do coronavírus, em defesa das e dos trabalhadores, além de pedir o pagamento integral de salários para aqueles que foram suspensos.

Comemoramos a libertação da ativista, que marca o triunfo da campanha internacional de solidariedade. Exigimos o fim da perseguição dos e das que lutam, das trabalhadoras e trabalhadores que se mobilizam em defesa de seus direitos. Exigimos também plena proteção dos postos de trabalho, a segurança dos trabalhadores, e o pagamento integral de salários daqueles que foram suspensos. Responsabilizamos o governo de Tamaulipas e do México pela integridade tanto de Susana Prieto, como das trabalhadoras e trabalhadores que são obrigador a ir trabalhar em meio à pandemia.

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