A Conferência Latino-Americana e dos EUA da FIT-Unidade foi um sucesso

por Gabriel Schwerdt
Tradução Lucas Schlabendorff


Finalmente, depois de ter sido necessário adiá-la pela chegada da pandemia da Covid-19 no nosso continente e com o início das quarentenas nos distintos países, pudemos realizar, virtualmente, a conferência que havíamos programado inicialmente para o dia 1º de maio.

E foi um sucesso. Pelo caráter inédito da convocatória, pelos debates que abordamos e pela participação de importantes lutadores e dirigentes da esquerda. As discussões foram realizadas com lugares de destaque, com três mesas de debate nos dias 30 (quinta-feira) e 31 (sexta-feira) de julho, sobre a crise capitalista mundial, o movimento operário e a situação latino-americana na atual conjuntura. Nesses debates já participaram com intervenções as organizações ou grupos que participaram como convidados. Outro aspecto que fez com que a conferência fosse muito positiva.

Participaram 39 organizações irmãs dos partidos da FIT – Unidade e mais 10 convidadas, totalizando 49. Como organizações convidadas participaram o PSR (Partido Socialista Revolucionário) e o PT (Partido dos Trabalhadores) da Bolívia; o LPS (Luta pelo Socialismo) e plataforma Contrapoder do Brasil; o Coletivo Juntos de Tacna do Peru; o Coletivo “Eloy Alfaro” do Equador; a LUS (Liga de Unidade Socialista) do México; e dos Estados Unidos participaram o Anti-War Committees in Solidarity with the Struggles (Comitês contra a Guerra e em Solidariedade com as Lutas), Speak Out Now (Fale Agora) e o Tempest Collective (Coletivo Tempestade). Essas organizações, que provêm de diferentes tradições da esquerda, foram muito importantes para o debate da conferência e demonstram que houve uma boa aceitação da convocatória que fizemos aos setores independentes das organizações organizadoras da FIT – Unidade. A participação das organizações estadunidenses despertou um interesse especial, já que se somaram ao debate protagonistas das lutas que estão ocorrendo no principal país imperialistas do mundo. Também o economista Plínio de Arruda Sampaio Jr., membro do Contrapoder do Brasil e destacado dirigente da esquerda do PSOL.

Tivemos que lamentar a ausência de outras organizações da esquerda latino-americana que teria sido importante que participassem. A direção da LIT-QI (Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional) enviou uma carta dois dias antes do começo da conferência, comunicando seu desejo de estar presente na conferência, mas com pretensões totalmente exageradas sobre sua localização nas mesas de debate e na plenária. Por fim, decidiram ficar de fora desse importante encontro.

O debate foi amplo, com pontos em comum e outros em que tivemos nuances ou diferenças entre as organizações participantes da conferência. Foi uma primeira experiência, inédita até o momento, muito positiva. Poderá melhorar no futuro.

A seguir transcrevemos as resoluções apresentadas em comum pelos convocadores da FIT – Unidade e que foram aprovadas por unanimidade:

• Realizar, no dia 27 de agosto, concentrações e atos nas embaixadas dos EUA de todos os países para apoiar a rebelião do povo norte-americano, rechaçar a ingerência imperialista na América Latina e defender o não pagamento das dívidas externas dos países da América Latina, do Caribe e de todos os povos oprimidos do mundo.

• Apoiar a luta dos trabalhadores e do povo chilenos pelo “Fora Piñera” e por uma assembleia constituinte verdadeiramente livre e soberana. Exigimos a liberdade de todos os presos e presas da rebelião.

• Apoiar e impulsionar as lutas do conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras contra as demissões, reduções salariais e demais ataques às suas condições de vida que estão sendo implementados pelos governos e pelas patronais.

• Participar e impulsionar as próximas mobilizações dos trabalhadores de entrega por aplicativos nos distintos países.

• Impulsionar as mobilizações do dia 28 de setembro pelo dia latino-americano e caribenho de luta pelo aborto legal, levantando também a consigna de “separação das igrejas do Estado”.

• Reafirmar nossa adesão aos 10 pontos programáticos contidos no documento “Um novo cenário na América Latina e a necessidade de uma saída socialista e revolucionária” de convocatória inicial da Conferência Latino-Americana presencial, acrescentando os pontos com relação à pandemia e ao levante nos Estados Unidos desenvolvidos nos documentos posteriores que deram base ao chamado para esta Conferência Virtual da América Latina e dos Estados Unidos.

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