EDITORIAL | Chega de trégua e pacto com a extrema direita! | Combate Socialista Digital Nº 06

O país mergulha na maior crise sanitária e social de nossa história, sob a condução de um presidente da extrema direita. Os governadores da direita (DEM, PSDB, PSC, NOVO, MDB) se somam ao bolsonarismo na flexibilização do isolamento e na aplicação do ajuste de Guedes. O que faz muita falta é uma verdadeira oposição, que lute sem tréguas contra a extrema direita ultrarreacionária.

A dita oposição progressista, seja do PT, PCdoB ou PDT e PSB, faz discursos em lives e posta algumas críticas nas redes sociais. Porém, onde governa reabre todos os serviços não essenciais, sendo corresponsáveis pela gravidade da pandemia no país.

Além disso, esses setores não organizam uma efetiva oposição, combativa e radical, contra o governo de Bolsonaro e do general Mourão. A cúpula das centrais sindicais tem como eixo colaborar com os governos e com os patrões. Os parlamentares dos partidos que compõem a dita esquerda progressista também ajudam a implementar políticas de ajuste como quando votaram a MP 936.

A CNTE não organiza a luta dos profissionais da educação contra a reabertura das escolas. Os burocratas juvenis da UNE ajudam os reitores a aplicar o ensino remoto. São organizadores de derrotas. Na ausência de um forte polo combativo e radical no país, Bolsonaro ganha fôlego e se utiliza de mecanismos como a renda básica emergencial.

Até agora, a estratégia majoritária da oposição gerou resultados péssimos: não se unificam as lutas, não se concretizam os calendários que as próprias centrais e as frentes de oposição (Povo Sem Medo e Brasil Popular) convocam. Nesse cenário Bolsonaro cresceu nas pesquisas, obtendo 37% de aprovação.

Unir as lutas com passeatas e paralisações nacionais!

Os trabalhadores de base do Metrô de São Paulo, os metalúrgicos do Paraná, os entregadores nos dois Breques dos Apps com mobilizações nas ruas, as juventudes antirracista e antifascista, mostraram outro caminho: a luta e a mobilização.

Mostraram a ação direta das massas para se defender dos ataques e lutar para manter salários e direitos, para não morrer de fome e de vírus. Esse é o caminho para tentar enfrentar a atual situação. Junto com a CSPConlutas, lutamos por uma nova batalha efetiva, organizada democraticamente com assembleias, atrasos e paralisações nos locais de trabalho.

É preciso exigir que a CUT, CTB, UGT, Força Sindical unifiquem as campanhas salariais de bancários, petroleiros e correios, e as demais categorias numa jornada nacional de lutas unificada contra as demissões, a retirada de direitos e as privatizações.

Que a CNTE organize uma luta nacional para impedir a reabertura das escolas que está sendo impulsionada por governadores e prefeitos. Junto aos estudantes indignados que constroem um movimento nacional contra o Ensino Remoto Emergencial, exigimos que a UNE, UBES e ANPG realizem manifestações simbólicas nas reitorias contra os cortes de verbas e a precarização da educação.

Uma frente de esquerda e socialista

Além da luta unificada é necessário construir uma alternativa política para o país. Precisa ser de esquerda, socialista, contra as políticas capitalistas da direita e da extrema direita. Que apresente um programa emergencial para sair da crise começando pela suspensão do pagamento da dívida pública e a taxação das grandes fortunas. Que enfrente a política de conciliação de classe do PT e PCdoB.

O PSOL deveria rever sua posição e abandonar a política da frente ampla. O PCB e a UP deveriam construir uma alternativa por fora do PT e PCdoB. Os camaradas do PSTU deveriam refletir e batalhar junto à esquerda do PSOL e fortalecer essa batalha por uma frente de esquerda e socialista, que lute por um governo da classe trabalhadora e dos setores populares.


O Combate Socialista agora está em formato digital. Veja os temas da atual edição:


COMBATE SOCIALISTA
Jornal Digital – Nº 06
Agosto/2020 em Formato Especial
(próprio para leitura em smartphones)

Sumário

Editorial | Chega de trégua e pacto com a extrema direita | pág. 2

Entrevista | “Pensaram apenas no lucro dos empresários” | com Zila Camarão, trabalhadora do HUJBB | pág. 3

Barrar o genocídio e o ajuste de Bolsonaro e dos governadores | pág. 4

A necessidade de quarentena geral já, com salários e direitos | pág. 5

Por uma greve nacional da educação básica em defesa da vida e de direitos | pág. 6

Um real contra a perseguição | pág. 7

Plenária do Mandato do Babá ressaltou o papel das lutas no país | pág. 8

Entrevista | As armadilhas do ensino remoto nas universidades, por Vera Jacob | pág. 9

Reitorias e governo prometeram inclusão, mas vão entregar cortes de verba | pág. 10

Resoluções do DN do PSOL ignoram as lutas e aprovam frente ampla | pág. 11

Em Niterói uma Frente de Esquerda enfrenta o falso “progressismo” | pág. 12

Especial 80 anos da morte de Trotsky | A fundação da Quarta Internacional | pág. 13

Líbano | A rebelião popular derrubou o governo | pág. 14


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