Bolsonaro, Mourão e Salles incendeiam as florestas

Enquanto a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado seguem sendo destruídos e sofrendo com grandes incêndios, Bolsonaro discursa na abertura da assembleia da ONU mentindo. Primeiro, dizendo que somos o país com a mais avançada legislação ambiental do mundo, quando o código florestal anistiou empresas, latifundiários e desmatadores, favorecendo a grilagem, e o ministro Salles propôs “aproveitar a pandemia para passar a boiada”, para aprofundar a destruição com garimpo em terras indígenas, avançar na grilagem e desmatamento, facilitando a liberação de atividades de grandes impactos.

Bolsonaro repetiu que existe um complô internacional que propaga desinformação, criando um monstro invisível; disse que “a umidade da floresta não permite propagação do fogo”, além de responsabilizar indígenas e quilombolas pelos incêndios. A Amazônia também segue sendo destruída pela ação de fazendeiros, madeireiros e garimpeiros. Nos primeiros 15 dias de setembro, já tinham sido registrados 23.227 pontos de incêndio, mais do que em todo o mês no ano de 2019.

O vice, Mourão, atacou técnicos do INPE, dizendo que os servidores escondem os dados positivos porque “fazem oposição ao governo”. Mas a realidade contradiz o governo. Cidades da região Sul do país tiveram chuvas “escuras”, com a contaminação das partículas das queimadas no Pantanal. O próprio avião do presidente foi obrigado a arremeter ao tentar pouso em uma cidade no norte do Mato Grosso, por conta da falta de visibilidade causada pela fumaça.

No Pantanal, o fogo deixa um longo rastro de destruição. No dia 16/09, já tinham sido registrados 5.603 focos de incêndio no bioma, atingindo a maior marca de queimadas na série histórica para o mês de setembro. Os danos ao meio-ambiente são incalculáveis, com o fogo consumindo a biodiversidade e matando animais. Os índios guatós, habitantes mais antigos da região, já tiveram mais de 80% do seu território queimado e enfrentam as queimadas largados à própria sorte, sem nenhuma medida do governo Bolsonaro.

No dia 25 de setembro, na Jornada Mundial Contra a Catástrofe Climática, ocorrerão atos em mais de 3 mil cidades pelo mundo. É fundamental ocupar as ruas em defesa das florestas no Brasil. Precisamos construir um forte movimento neste dia 25, convocar manifestações, além de dar continuidade a essa luta junto com as Coalizões pelo Clima, a APIB, ONGs e movimentos ambientais. Esse é o caminho para deter a catástrofe causada pelos capitalistas e colocar para fora Bolsonaro, Mourão e Salles.

Corrente Socialista de Trabalhadoras e trabalhadores – Tendência Interna do PSOL

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