EDITORIAL | Organizar a luta contra a Reforma Administrativa de Bolsonaro e Maia | Combate Socialista Digital Nº 09

O governo Bolsonaro, juntamente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, acaba de anunciar um profundo ataque aos servidores públicos. A chamada Reforma Administrativa significa o fim dos serviços públicos tal qual o conhecemos atualmente. Hoje o presidente tem que se chocar com órgãos ambientais para defender os incêndios criminosos no Pantanal ou o desmatamento da Amazônia. Com a reforma, ele vai poder acabar com esse obstáculo com uma única canetada. Vão se generalizar as indicações políticas, com mamatas tipo a dos militares nos Correios ou dos guardiões do Crivella. Por isso, o FONASEFE e entidades dos servidores estaduais estão organizando plenárias e atividades contra essa reforma e realizam protestos em várias cidades no dia 30/9.

A burguesia se unifica contra a classe trabalhadora

O governo e o Congresso possuem um projeto de ataques econômicos estruturais e vão até o final caso não encontrem uma forte oposição. Os governadores e prefeitos têm a mesma política de austeridade. É o que pudemos observar na recente greve dos Correios. Para passar o ajuste e enfrentar uma longa e radicalizada greve dos trabalhadores dos Correios, se unificaram a presidência, o Congresso corrupto, os bandidos de toga do STF e do TST para retirar 50 cláusulas do acordo coletivo dos carteiros. Não por acaso Bolsonaro e Guedes acabam de cortar metade do valor do auxílio emergencial, argumentando limites orçamentários. E eles vão tentar fazer o mesmo com a Reforma Administrativa.

Os pelegos são organizadores de derrotas

No campo da classe trabalhadora não houve a unidade efetiva na luta dos Correios. Os pelegos da cúpula da CTB, que controlam os maiores sindicatos da categoria, foram cúmplices desse ataque, pois não organizaram uma efetiva greve que bloqueasse o caminho da extrema direita. Os sindicatos de SP e RJ não fizeram piquetes, passeatas regulares e ocupações. A cúpula da CTB foi contrária a essas ações e no final do movimento boicotaram a marcha nacional para Brasília, organizada pela FENTECT. 

Infelizmente a CUT, maior central sindical do país, isolou o movimento e se negou a convocar o dia nacional de luta proposta pelo sindicalismo combativo da CSP-Conlutas. As maiores direções sindicais do país não passaram na prova da luta direta contra o governo ultrarreacionário e seus ministros militares. E isso precisa mudar na batalha contra a Reforma Administrativa.

A única saída é confiar na força da classe trabalhadora e lutar de forma unificada

A única saída é lutar juntos, todos os explorados e oprimidos. Quando estão unificados, os trabalhadores e os setores populares são fortes e podem se defender desses ataques. Mas, para isso, deve existir unidade na luta: um movimento do conjunto do povo trabalhador.

O FONASEFE pode garantir uma forte mobilização unitária com paralisações e passeatas nas capitais contra a Reforma Administrativa. A CNTE, CUT, CTB, UGT, Força Sindical e seus sindicatos poderiam colocar de pé um movimento contra o arrocho, a privatização dos Correios, pela manutenção dos R$ 600 para o auxílio emergencial, em defesa dos serviços públicos e contra o retorno das aulas presenciais nas escolas. A UNE e UBES deveriam unificar com a classe trabalhadora a partir de suas pautas contra os reitores biônicos e os cortes de verbas. Mas até agora nada efetivo é feito. Os pelegos bloqueiam o caminho da luta direta e colocam nossos direitos a perder. Desperdiçam as energias que provêm de piquetes, marchas e ocupações radicalizadas como a da base dos carteiros. Desse modo, os pelegos dão fôlego perigoso à extrema direita. Queremos que as maiores centrais e confederações cumpram com seu dever e construam a luta unificada.

 O ANDES, FASUBRA, SINASEFE, que são dirigidos por setores da CSP-Conlutas, têm peso social para garantir um movimento de protesto efetivo e a unidade com a juventude. Poderia dar uma batalha pela unidade da nossa classe e lutar contra as manobras dos pelegos. É preciso organizar, unificar e agir. Temos que impedir que continuem retirando direitos e cortando salários enquanto os bancos e as multinacionais continuam lucrando. Basta de pagar a ilegítima dívida externa e interna que enche os bolsos dos banqueiros enquanto os trabalhadores não conseguem comprar arroz e feijão. Em nossas jornadas precisamos lutar pelo não pagamento da dívida e pela taxação das grandes fortunas e dos lucros das grandes empresas.

Como estamos em meio às eleições, além da luta unificada, temos de votar no PSOL 50. Dar o troco na extrema direita e na direita. Protestar também nas urnas, votando contra Bolsonaro, governadores, prefeitos e seus planos de fome, arrocho e desemprego.


O Combate Socialista agora está em formato digital. Veja os temas da atual edição:


COMBATE SOCIALISTA
Jornal Digital – Nº 09
Setembro/2020 em Formato Especial
(próprio para leitura em smartphones)

Sumário

Editorial 30/9 – Organizar a luta contra a Reforma Administrativa de Bolsonaro e Maia 2 | pág. 2

 Vote PSOL 50 e lute contra a retirada dos direitos! | pág. 3

Nosso perfil e política para a campanha | pág. 4

Greve dos Correios: fim da greve não pode encerrar a luta na categoria! | pág. 5

Organizar a luta contra a Reforma Administrativa de Bolsonaro e Guedes | pág. 6

28S: Por uma grande jornada internacionalista pelo aborto legal e pela saúde das mulheres | pág. 7

Babá, um militante da esquerda radical no parlamento | pág. 8

Vamos com Renata Souza prefeita PSOL 50 | pág. 9

A juventude Vamos à Luta nas eleições | págs. 10 e 11

Boulos avança nas pesquisas | pág. 13

Em Belém, vamos com Edmilson 50 contra os candidatos de Bolsonaro, Helder e Zenaldo | pág. 14

Governos genocidas querem iniciar as aulas em plena pandemia | pág. 14

Jornada de ação global pelo clima! Deter a catástrofe causada pelo capitalismo! | pág. 15


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