Em Santa Maria, vote e lute com o PSOL 50


A vida está difícil para a classe trabalhadora e a juventude. Enfrentamos duas pandemias: a pandemia do coronavírus e a pandemia social. Uma mata o povo pelo vírus, outra mata pela fome. Enquanto isso, a burguesia segue lucrando. É assim que funciona no capitalismo. Para piorar, o Brasil tem um presidente de extrema direita, Bolsonaro, que negou a gravidade da pandemia e tem aproveitado a crise para destruir ainda mais o nível de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras, com redução do auxílio emergencial e projetos de ataque como a reforma administrativa.

O governador do RS, Eduardo Leite, e o prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom, ambos do PSDB, buscaram utilizar a crise do bolsonarismo para se diferenciar e posar de “sensatos”. Mas, na prática, possuem a mesma política do governo federal, e diversas vezes durante a pandemia desrespeitaram as recomendações de especialistas da saúde e jogaram os trabalhadores e as trabalhadoras para serem infectados e assim manter os lucros dos patrões.

É preciso dar um basta e unificar a classe trabalhadora, a juventude e os setores oprimidos para lutar contra a miséria capitalista e os ataques desses governos. Por isso, nós, da Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores (tendência interna do PSOL), viemos defendendo que as centrais sindicais como a CUT e a CTB, e entidades do movimento estudantil como a UNE e a UBES, precisam sair da paralisia e convocar manifestações unificadas contra a retirada de direitos. Por serem as grandes entidades que têm peso para “colocar o bloco na rua”, nós trabalhadores, trabalhadoras e estudantes precisamos exigir delas que cumpram com o seu dever. Somente com luta é que podemos derrotar a extrema direita.

Vote na preta e lute contra a retirada de direitos

Agora chegaram as eleições e a burguesia já tem os seus candidatos mentirosos de sempre. Mas nós, que estamos contra esse sistema, precisamos também ter os nossos candidatos para protestar contra Bolsonaro, governadores e prefeitos.

É por isso que, em Santa Maria, nossa militância está construindo a candidatura da companheira Alice Carvalho, do PSOL, à vereadora da cidade. Alice é mulher negra, psicóloga, militante do PSOL há anos e está comprometida com as lutas da nossa classe contra a retirada de direitos. Se eleita, seu mandato servirá de megafone das lutas e irá fortalecer outro projeto de sociedade: uma sociedade socialista.

Chamamos os lutadores e as lutadoras de Santa Maria para que venham conosco nessa campanha contra os ricos e poderosos, votando Alice Carvalho, número 50777.

Para a prefeitura, nenhuma das atuais candidaturas nos servem

Nós, da CST, batalhamos para que o PSOL apresentasse uma candidatura com independência de classe à prefeitura de Santa Maria para construirmos uma alternativa contra a extrema direita, a direita e a burguesia. Para essa batalha, também defendemos que o PSOL deveria estar aliado a outros camaradas da esquerda socialista, como o PCB e o PSTU, e ativistas e movimentos combativos da cidade, construindo uma Frente de Esquerda Socialista.

Essa candidatura poderia ser construída a partir dos nomes expressivos com que o PSOL conta na cidade. Infelizmente, essa proposta não conseguiu se efetivar.

Por outro lado, o PCB, que também está apoiando a candidatura da Alice Carvalho junto conosco, por não estar regularizado na cidade, não pôde lançar candidaturas. E o PSTU, infelizmente, se negou a conversar com o PSOL para fazer uma Frente de Esquerda e acabou optando por não participar do processo eleitoral.

A direita de Pozzobom, atual prefeito do PSDB, e Cechin (PP), atual vice que lançou candidatura em separado por brigas internas, certamente não merece nenhum voto da classe trabalhadora e deve ser repudiada. Mas, muitos lutadores e lutadoras honestos talvez possam se iludir e apoiar as chapas do PT de Luciano Guerra, por um lado, ou a chapa do PDT de Marcelo Bisogno, por outro lado, na tentativa de derrotar Pozzobom. Nós consideramos que isso é um erro. Esses partidos não representam uma alternativa para a classe trabalhadora e a juventude diante da grave crise em que vivemos. Sem nem entrar no balanço dos 13 anos de governo federal de Lula e Dilma, PT e PDT, assim como o PCdoB (que compõe a chapa do PDT), governam atualmente estados onde aplicam a mesma política do governo Bolsonaro. No início do ano, aplicaram reformas da previdência nos estados nos mesmos moldes da reforma da previdência de Bolsonaro que foi aprovada no ano passado.

Durante a pandemia, desrespeitando os especialistas da saúde, reabriram a economia dos estados e mandaram os trabalhadores para o coronavírus, contribuindo para a atual cifra de mortes, como no Maranhão de Flávio Dino (PCdoB). Chegaram ao ponto de reprimir protestos antifascistas e antirracistas, como no Ceará de Camilo Santana (PT).

No Congresso Nacional, esses partidos votaram a favor de projetos que retiram direitos dos trabalhadores, como a MP 936, que chegou a ter Orlando Silva (PCdoB) como relator! O PDT chegou a votar a favor do projeto que ficou conhecido como a privatização da água! Durante a pandemia, a vereadora Luci “Tia da Moto”, do PDT de Santa Maria, atacou servidores públicos, dizendo que eram “folgados” e responsáveis pela piora na qualidade dos serviços, se calando sobre o sucateamento que os serviços públicos vêm sofrendo há anos.

Em Santa Maria, Luciano Guerra do PT tem como vice o corrupto Marion Mortari, do PSD, partido fisiológico de direita, que inclusive apoia Bolsonaro. Não é à toa que a candidatura de Guerra não denuncia a extrema direita no governo federal e nem a retirada de direitos, apenas tenta se mostrar um candidato palatável para administrar os negócios da burguesia. O mesmo caminho é seguido pelo PDT de Bisogno, cujo vice, Fabiano Pereira (PSB), havia sido candidato a prefeito em 2016 representando o legado das gestões de Cezar Schirmer (MDB), ex-prefeito de Santa Maria que saiu fugido da cidade após seu mandato ser cassado, e então abrigou-se no governo do então governador do RS na época, José Ivo Sartori.

Mas o papel mais criminoso do PT e PCdoB se dá no terreno das lutas. Isso porque dirigem entidades como CUT, CTB, CNTE, UNE e UBES, que poderiam atualmente estar organizando a luta nacional contra a reforma administrativa, contra o ensino remoto, contra a reabertura das escolas, contra a retirada de direitos dos acordos coletivos e contra todos os ataques que o governo Bolsonaro, governadores e prefeitos vêm tentando implantar, aproveitando a situação da pandemia. É necessário exigir que essas direções organizem imediatamente a luta contra a reforma administrativa que pretende desmontar os serviços públicos e precarizar o funcionalismo público.

Chamamos os lutadores e as lutadoras de Santa Maria a não votarem em nenhuma dessas falsas alternativas que governam para a burguesia e atacam a classe trabalhadora. Chamamos a votar nas candidaturas do PSOL. Nós, da CST, apoiamos e votamos Alice do PSOL para vereadora (que também conta com o apoio dos e das camaradas do PCB), no caminho de construir nas urnas e nas ruas uma alternativa contra a extrema direita e fortalecer uma Frente de Esquerda Socialista como um polo de independência de classe entre aqueles que nunca se venderam.

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