Campinas: Vamos com Mariana Conti e sem apoio ao PT!

CST Campinas


A conjuntura atual da cidade de Campinas é grave, tanto do ponto de visto social, quanto político. A cidade já registrou mais de 35 mil casos de coronavírus, com 1279 mortes, desde o início da pandemia. A crise econômica e os ataques dos Governos não deram trégua ao povo Campineiro.

Quase 50 mil trabalhadores perderam o emprego entre Janeiro e Setembro de 2020, o que representa alta de 9,93%. Como consequência mais de 36 mil trabalhadores solicitaram seguro-desemprego entre março e setembro de 2020. O aumento dos pedidos de seguro-desemprego numa das cidades operárias mais importantes do país supera a média nacional, de 5,7%!

Ao mesmo tempo, o mandato de Jonas Donizette (PSB) está envolvido em diversos esquemas de corrupção, como o desvio de verbas da merenda escolar. O Tribunal de Justiça de São Paulo chegou inclusive a condenar Jonas à perda do mandato por criar um cabide de empregos na Prefeitura, decisão que ele se safou após negociatas com a Câmara.

Jonas também foi denunciado pelo Ministério Público por desvio de R$8,6 milhões da saúde, na Operação Ouro Verde e mais uma vez a maioria dos Vereadores da Câmara Municipal atuaram para blindá-lo.

Em meio a pandemia ele aproveitou para aprovar uma Reforma da Previdência na cidade e quer impor o retorno às aulas nas escolas municipais. Frente a esse cenário de crise e ataques a companheira Mariana Conti vem cumprindo um papel fundamental nas ruas e no parlamento, e por isso a CST-PSOL apoia sua candidatura.

  

Mandato a serviço das lutas!

Temos acompanhado desde o início o mandato combativo e atrelado às lutas da companheira Mariana Conti. Acreditamos que o papel que tem cumprido, de denunciar o Prefeito Jonas e seus esquemas e enfrentando a Câmara de Vereadores em meio a crise é fundamental.

Mariana tem estado em todos processos de mobilização na cidade, seja da juventude, como o Tsunami da Educação de 2019, seja ao lado dos trabalhadores em defesa dos professores ou dos Correios. A companheira também leva consigo a defesa das mulheres e do povo pobre e contra qualquer tipo de ataque à nossa classe, sendo vanguarda na luta contra o machismo e o feminicídio na cidade.

Desde o início da quarentena esse mandato tem denunciado as irresponsáveis flexibilizações de Dória e Jonas e contra o retorno das aulas presenciais. Em defesa da população, ela apresentou o projeto Renda Básica Campineira, e Leito para Todos, além disso também protocolou um pedido de impeachment de Bolsonaro junto à bancada Federal do PSOL.

O mandato a serviço das lutas e mobilizações da nossa classe deve seguir e por isso a reeleição de Mariana (única mulher na Câmara) é fundamental para avançarmos no fortalecimento das lutas do povo pobre e trabalhador.

O PT não é alternativa para o povo Campineiro!

Em Campinas a Direção do PSOL cometeu um erro grave! O Diretório Municipal aprovou, por votação dos membros da direção, ou seja, sem a possibilidade da base decidir, um chamado a coligação que incluía o PT e o PCdoB.Essa decisão foi tomada após 3 plenárias online com dezenas de militantes do Partido que se colocavam claramente contrários à coligação, sobretudo após o “anúncio” de que nessa conformação a cabeça de chapa seria dada ao candidato do PT, o que se confirmou com a escolha de Pedro Tourinho.

Nós da CST batalhamos, ao longo da história do partido, contra a concepção de que o PT seria um aliado estratégico. Em 2020 a justificativa para a unidade eleitoral das ditas “esquerdas” contra o fascismo é utilizado, também em Campinas. Não vemos que abrir mão de apresentar uma alternativa para apoiar o PT fortaleça a luta contra Bolsonaro. O fato é que a direção do Partido tenta pintar a cara do PT como algo diferente do que foi o partido ao longo dos últimos 20 anos.

Em Campinas, o PT esteve afrente do executivo em 4 mandatos e inclusive compôs o mandato do Dr. Hélio (PDT). Da última vez que governou, teve o mandato de Demétrio Vilagra cassado por desvio de verbas em contratos que somavam R$600 milhões. Além disso a CUT, dirigida pelo PT, tem cumprido há anos o papel de traidora das lutas, recentemente o papel que cumpriram na greve dos Correiosfoi de isolaro movimento e impedir a unidade com bancários e petroleiros falhando na luta nacional contra a extrema direita.

Onde governam, esses partidos reabrem tudo o que podem, inclusive escolas, como no Maranhão, com Flávio Dino (PCdoB), e no Ceará, com Camilo Santana (PT). Antes da pandemia, esses governadores apoiaram Reformas da Previdência nos seus estados, em termos muito parecidos com a aprovada nacionalmente por Bolsonaro. Frente a extrema-direita de Bolsonaro é necessário termos claro qual política queremos levar ao povo trabalhador.

É preciso uma política alternativa, fazendo com que os governos estaduais e municipais da oposição sejam um exemplo de outra política, voltada aos interesses dos trabalhadores, uma trincheira de organização das lutas contra Bolsonaro.

Por tudo isso não apoiamos a candidatura de Pedro Tourinho, porque o povo trabalhador necessita de uma verdadeira alternativa e esse papel o PT já provou inúmeras vezes que não vai cumprir. Mesmo onde governa hoje, o que prima para o PT são seus acordos com grandes empresários e banqueiros, não uma política de esquerda, voltada aos interesses dos trabalhadores e oprimidos.

Temos batalhado em todo país pela conformação de uma Frente de Esquerda Socialista, com os partidos que não estão nos governos estaduais junto com o PT e nem governaram o país ao lado de PT/PMDB. Esse chamado temos feito às direções do PCB, UP e o PSTU. Essa frente, tem condições de construir um programa com uma saída de fundo para o povo trabalhador. Na ausência dela, e apesar de muitas diferenças, em Campinas indicamos o voto crítico na companheira Laura Leal, do PSTU.

Acreditamos que a postura dos companheiros do partido dela, de não batalhar pela construção de Frentes com o PSOL, está equivocada. Felizmente temos exemplos de algumas cidades, como Mariana, MG, onde o PSTU está numa frente eleitoral com o PSOL. Num momento de tanta crise política, apresentar uma Frente Socialista nas eleições e nas ruas ajudaria a construir um pólo da esquerda consequente, política que impulsionaram em outras eleições, lado a lado com o PSOL e hoje infelizmente a direção do PSTU resiste a colocar em prática. Entretanto, é um fato que o PSTU nunca se aliou aos grandes empresários e, manteve sua independência política.

A CST é corrente fundadora do PSOL, do seu programa e do seu estatuto. Após sermos expulsos do próprio PT por não votarmos favoráveis a Reforma da Previdência, fundamos o PSOL para ser uma real alternativa para a classe trabalhadora. Mesmo sendo parte do PSOL, nosso compromisso estratégico é com a classe trabalhadora, e por isso chamamos o povo Campineiro a votar Mariana Conti 50100 para Vereadora e Laura Leal 16 para Prefeitura.

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