EDITORIAL | Votar PSOL 50 em SP e Belém! Construir uma jornada nacional de lutas! | Combate Socialista nº 119

Bolsonaro sofreu uma derrota eleitoral nas eleições municipais. A extrema direita também amargou uma derrota eleitoral nos EUA e na Bolívia. Do ponto de vista do continente americano observamos lutas como o levante popular negro nos EUA e as fortes mobilizações contra Piñera a constituição reacionária do Chile.

No Brasil, que em meio à pandemia e às eleições não vive o mesmo nível de mobilização desses países, o resultado das eleições é altamente positivo. Destaca-se o fato do PSOL, com Guilherme Boulos, alcançar o segundo turno de São Paulo, a maior cidade da América Latina. Ademais de ter aumento suas bancadas de vereadores em diversas cidades, o PSOL, com Edmilson, também está no segundo turno de Belém. Logicamente que nas eleições, no terreno da burguesia, o sentimento de oposição a Bolsonaro foi capitalizado por setores da direita tradicional, como o DEM no Rio, PSD em BH e mantém de pé o PSDB em São Paulo. Um setor que precisa ser combatido.

Após as eleições devemos nos preparar para enfrentar os ataques, pois o ajuste fiscal que eles esconderam durante a eleição vai vir com força. Do mesmo modo que os dados subnotificados da pandemia começam a aparecer com mais força em algumas cidades. Os trabalhadores e jovens que ajudaram a derrotar Bolsonaro nas urnas agora precisam se organizar e lutar para derrotar Bolsonaro, Rodrigo Maia, governadores e prefeitos nas ruas. Barrar a reforma administrativa e lutar por vacina e tratamento efetivo contra a Covid-19. Do ponto de vista eleitoral, devemos nos somar num forte movimento de apoio ao PSOL no segundo turno de São Paulo e Belém.

Construir o 25/11 e fazer o “vira voto”

Uma tarefa imediata é construir os atos do dia 25/11 de forma efetiva com manifestações de rua, ao estilo do que foi aprovado na plenária de mulheres do Rio de Janeiro. As mandatas feministas do PSOL e demais parlamentares do partido, que acabam de se eleger, podem cumprir um papel importante na convocação desses protestos, ajudando a unificar nas ruas a oposição contra Bolsonaro e, assim, dar continuidade à luta em solidariedade à Mari Ferrer. A CUT, CTB, confederações como a CNTE e CONDSEF devem rearticular os Fóruns dos servidores para organizar a luta contra a reforma administrativa. E em SP e Belém organizar movimentos nas categorias e na juventude pelo “vira voto” com reuniões e atividades concretas.

Por um calendário nacional de lutas e um programa econômico alternativo

Após as eleições é fundamental canalizar o sentimento opositor anti-Bolsonaro e os votos à esquerda que vimos em figuras como Boulos numa jornada nacional de lutas. Um dia nacional unitário contra Bolsonaro e os governadores, em defesa da reposição das perdas salariais, por empregos e concursos públicos, contra o racismo e em defesa das pautas feministas. Uma jornada que luta por vacina e tratamento urgente para a Covid-19 e mais investimentos na saúde. Um movimento construído democraticamente com plenárias estaduais e assembleias e comitês de base.

Além disso, a CUT, CTB, UNE, UBES e MTST precisam construir uma plenária nacional sindical e popular de todas as centrais, sindicatos, entidades estudantis, negras e feministas. Um espaço para coordenar ações e construir um programa econômico e social alternativo. São necessárias medidas urgentes contra a fome, a miséria, o arrocho e em defesa dos serviços públicos. Defendemos auxílio emergencial de um salário mínimo. Por um plano de obras públicas para combater o desemprego, garantindo a estabilidade no emprego. Pelo congelamento e redução do preço dos alimentos e serviços básicos e pela reposição de todas as perdas salariais. Defendemos o não pagamento da dívida e a taxação das grandes fortunas, direcionando todos os recursos para saúde, educação e salários.


COMBATE SOCIALISTA
Sumário do Jornal Digital nº 119
Novembro/2020 Segunda Quinzena
(próprio para leitura em smartphones)

Sumário

Editorial | Votar PSOL 50 em SP e Belém! Construir uma jornada nacional de lutas! | pág. 2

 Primavera feminista nas urnas e nas ruas | pág. 3

Flavio fica em 2º e PSOL elege três vereadores em Niterói | pág. 4

Finalizamos a campanha, mas é um novo round de batalhas em BH | pág. 4

A candidatura do Babá foi um desafio político de organizar os explorados | pág. 5

Bolsonaro é o grande perdedor das eleições municipais de 2020 | pág. 6

PSOL faz sua melhor eleição na capital paulista | pág. 7

Novembro negro: seguir o exemplo de Palmares! | pág. 8

Peru: Uma nova explosão social | pág. 9

Donald Trump foi derrotado! | págs. 10 e 11

Votar Edmilson 50 e derrotar o bolsonarismo | pág. 12

 


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