Nota do Combate Sindical à Coordenação Nacional da CSP-Conlutas

11 e 12 de dezembro


Após as eleições, exigir da CUT, CTB, UNE e partidos de oposição um calendário de lutas unificado contra Bolsonaro e o Congresso Corrupto!

As eleições terminaram e expressaram uma derrota eleitoral dos candidatos apoiados pelo presidente Bolsonaro. Diferente de 2018, não houve um tsunami da extrema direita e hoje o presidente não possui mais fortes aliados nos maiores centros urbanos. Apesar de sair mais fraco do que entrou nessa disputa, Bolsonaro não está definitivamente derrotado: ele segue governando, ainda possui uma base social e não pode ser subestimando. A extrema direita precisa ser enfrentada por meio de um calendário unificado de lutas e essa é a principal tarefa para 2021.

Também vimos nas urnas um avanço da direita clássica (DEM, PSDB e MDB), que já governou o país com FHC e Michel Temer. Eles aparentam ser uma alternativa a setores dos trabalhadores e do povo diante das atrocidades cometidas por Bolsonaro. Mas se trata dos mesmos que seguem aplicando medidas contra a classe trabalhadora via Congresso Nacional, presidido por Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. Os deputados e senadores dessa direita, estarão junto com Bolsonaro para tentar aplicar a Reforma Administrativa, que avança na destruição dos serviços públicos do país.

Nos estados em que governam, como em SP com Doria, aplicam medidas contra o povo trabalhador. No caso de cidades como Rio de Janeiro, o futuro prefeito Eduardo Paes do DEM promete um plano de austeridade para o início da gestão. Ou seja, em meio ao avanço da contaminação da COVID-19 (cujos dados foram escondidos durante as eleições) e diante do avanço da pandemia de fome, arrocho e desemprego, essa direita clássica pretende seguir massacrando os trabalhadores e setores populares. Também são nossos inimigos e precisam ser enfrentados com centralidade em 2021.

Enfrentar os ataques de forma unificada

É uma tarefa da CUT, CTB, UNE, MTST, das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, e dos partidos de oposição construir um calendário de lutas para enfrentar esses ataques unificadamente e não perder nenhum direito. A CSP-Conlutas deve exigir dessas direções majoritárias do movimento um dia nacional unitário contra Bolsonaro, Rodrigo Maia e os governadores e prefeitos, em defesa da reposição das perdas salariais, por empregos e concursos públicos, contra o racismo e em defesa das pautas feministas. Contra as privatizações e em defesa das estatais. Uma jornada que luta por vacina e tratamento urgente para a COVID-19 e mais investimentos na saúde.

Em 2021, podemos confluir com os atos dos servidores públicos contra a Reforma Administrativa, tomando medidas sanitárias adequadas. Podemos nos somar ao movimento de mulheres ou ao movimento negro, no dia 8 de março ou 14 de março. Devemos enquanto central aproveitar janeiro e fevereiro para organizar pela base, com assembleias democráticas e reuniões por local de trabalho, estudo.

A CSP-Conlutas pode propor às maiores centrais sindicais, UNE, MTST construir uma plenária nacional sindical e popular envolvendo centrais, sindicatos, entidades estudantis, negras e feministas para coordenar ações e construir um programa econômico e social alternativo.

Divulgar amplamente o Programa Emergencial da CSP-Conlutas e defender a Vacina para todos!

A CSP-Conlutas construiu um programa emergencial para o enfrentamento da crise do país. Reivindicamos esse programa e acreditamos que é necessário divulgá-lo pelo país. Mais que nunca são necessárias medidas urgentes contra a fome, a miséria, o arrocho e em defesa dos serviços públicos. Defendemos a manutenção e ampliação do auxílio emergencial e um plano de obras públicas para combater o desemprego, garantindo a estabilidade no emprego. Pelo congelamento e redução do preço dos alimentos e serviços básicos e pela reposição de todas as perdas salariais. Defendemos o não pagamento da dívida e a taxação das grandes fortunas, direcionando mais verbas para saúde, educação e salários.

Somado à divulgação do Plano Emergencial, levantamos a defesa da vacina para toda população, já! Bolsonaro e Pazuello seguem na sua cruzada negacionista e genocida e pela via do Ministério da Saúde e da Anvisa fazem de tudo para atrasar a vacinação no país. Defender nas mobilizações a vacina é também uma necessidade desse momento.

O  PSOL e sua forte bancada parlamentar nas capitais, bem como lideranças como Boulos, que obteve 40% dos votos em São Paulo, e Edmilson, que se elegeu prefeito de Belém, podem cumprir um papel-chave na construção de uma forte oposição nas ruas e a construção desse programa alternativo com reivindicações econômicas e sociais.

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