Todo apoio aos trabalhadores da Ford!

Por Barbara Sinedino, diretora do SEPE, e Adriano Dias, oposição Correios RJ

 

No início de janeiro, a Ford anunciou o fechamento das três unidades de montadoras no Brasil. Segundo o anúncio da empresa, as unidades de Taubaté (SP) e Camaçari (BA) terão o fechamento imediato. A unidade da Troller, que pertence à Ford, tem previsão para fechamento no final de 2021. O impacto deste fechamento será brutal para os trabalhadores e trabalhadoras. Além dos 5 mil postos diretos de trabalho nas fábricas que serão fechados, estima-se que o fechamento das unidades irá gerar 15 mil desempregos indiretos. Um cenário brutal para os trabalhadores e trabalhadoras do país, especialmente na crise e na pandemia que vivemos.

 

As montadoras da Ford contaram com isenções fiscais por parte dos diversos governos durante todo o período em que atuaram no Brasil. Contraditoriamente, anunciam o encerramento de suas unidades, demonstrando que o benefício do dinheiro público à empresa durante décadas só serviu para aumentar os lucros dos empresários, e não para garantir o interesse público, dos trabalhadores e sua estabilidade.

 

O governo Bolsonaro também é responsável por este fechamento. Diferente do que coloca em seu discurso, quando critica os subsídios que a Ford exigia para se manter no país, Bolsonaro concedeu R$ 300 bilhões em benefícios fiscais para diversas empresas em 2019. Em outubro de 2020, estendeu o prazo de garantia de incentivos fiscais para montadoras ou fabricantes de autopeças, e em dezembro de 2020, ampliou a concessão de isenções para empresas de tecnologia de informação e comunicação na Zona Franca de Manaus. Enquanto garante fortes isenções fiscais, Bolsonaro permite que as empresas atuem conforme seu interesse próprio e sequer cumprem as contrapartidas.

 

Ford de Taubaté está descumprindo o acordo coletivo que foi assinado durante a pandemia da covid-19, que previa estabilidade até o final de 2021 em troca da redução de jornada e salários. Não podemos admitir este ataque e alertamos sobre o erro das direções sindicais, que privilegiaram os acordos com os patrões em vez das lutas e enfrentamentos.

 

CUT e CTB deveriam chamar uma jornada de lutas em apoio aos trabalhadores da Ford

A CUT e a CTB, que dirigem os sindicatos de Taubaté e Camaçari, deveriam convocar uma jornada nacional de luta contra o fechamento da Ford, pela manutenção dos empregos e garantia de estabilidade. Nossa central, a CSP-Conlutas, vem fazendo um chamado nesse mesmo sentido, de que as centrais sindicais organizem uma luta unitária em defesa dos trabalhadores da Ford. A política dessas centrais, que apostam na negociação e em reuniões com prefeitos e governadores, não reverterá as demissões, ainda mais se não organizarem a luta buscando construir um grande movimento nacional que unifique as demais categorias. A estratégia de audiências públicas, sem apostar na mobilização e isolando os trabalhadores da Ford, vai apenas consumar uma derrota para a categoria.

 

Para garantir os empregos, é necessário que esse calendário de luta se estenda e intensifique. Desde já, declaramos todo nosso apoio aos trabalhadores da Ford, que podem e devem resistir ao fechamento das fábricas e às demissões e lutar pela estabilidade. Defendemos ainda, como saída de fundo, a proposta da CSP-CONLUTAS, de que essa luta esteja conectada a uma estratégia de estatização da empresa e à organização dos operários para realizarem o controle da produção.

 

(originalmente publicado no jornal Combate Socialista 121)


Ajude a divulgar a solidariedade aos operários da FORD:

Realizamos uma campanha de solidariedade aos metalúrgicos da FORD por meio de ações concretas juntos aos operários em Taubaté.

Na sexta-feira, dia (29/01), a militância do Combate esteve presente em Taubaté para fortalecer a caravana de luta contra as demissões e o fechamento da Ford.

 

Na segunda-feira (01/02) ocorreu mais uma assembleia da luta dos trabalhadores e das trabalhadoras da FORD em Taubaté/SP contra o fechamento da fábrica na cidade e as demissões dos operários.

Nossa militância marcou presença levando uma solidariedade ativa, através de uma delegação dos professores e professoras do COMBATE sindical que militam no Rio de Janeiro.

 Bárbara Sinedino da direção do SEPE-RJ e dirigente da CST esteve em Taubaté prestando apoio e solidariedade a essa importante luta. Confira a intervenção na assembleia do sindicato dos metalurgicos: https://pt-br.facebook.com/cstpsol/videos/230751695395660/?__tn__=-R

Além disso realizamos aprovações de moções nas reuniões de sindicatos, PSOL, e movimento estudantil. Durante as carreatas também levamos essa pauta em nossas falas e cartazes.

 

Confira alguns vídeos de apoio:

Val Ribeiro, servidora da UFRJ e diretora da FASUBRA

Adriano Dias, Oposição dos Correios e dirigente da CSP-Conlutas Rio de Janeiro

Pedro Rosa, Coordenador do SINTUFF-RJ 

Bernarda Thailania, Coordenadora do SINTUFF-RJ

Caio Dorsa e Lucas Madureira, metroviários de São Paulo e membros da CIPA Linha Verde

 

Confira algumas moções:

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