Defender o Banco do Brasil

 

Fabio Costa, delegado sindical da oposição bancária – PA

Em meio à crise pandêmica e econômica, o governo Bolsonaro impõe aos funcionários do Banco do Brasil e aos clientes mais carentes um brutal ataque com a ameaça de desativar 361 unidades, sendo 112 agências, sete escritórios e 242 postos de atendimentos (PA) e demissão de 5 mil funcionários. Essa medida também afeta com demissão os terceirizados da limpeza e segurança.

O Banco do Brasil é “enxugado” para privatização. Serão criados escritórios especializados para atender clientes de alta renda que detém o filé mignon do sistema bancário: seguridade (seguro, capitalização e previdência privada), crédito e tarifas. Essa parte altamente lucrativa será vendida ao mercado. A parte que é dos pobres: pagamentos de contas, recebimento de benefícios sociais e aposentadoria serão terceirizadas a correspondentes que funcionam em padarias, farmácias ou lojinhas, sem a menor estrutura para atendimento e muito menos segurança, pondo em risco a vida de funcionários e usuários.

No dia 29/01 foi convocada uma paralisação nacional. A adesão foi boa, pois o funcionamento que houve foi dos comissionados. Os que trabalham nos caixas ou no atendimento ao público, estes aderiram à paralisação e não foram trabalhar. Seguramente, a mobilização poderia ser melhor caso a direção da CONTRAF-CUT e dos sindicatos da categoria tivessem realizado uma construção mais efetiva na base da categoria. Infelizmente, a direção da CONTRAF/CUT se disse surpresa com a atitude do banco e apenas fez uma nota de repúdio e ofício pedindo informações.

É necessário que a CONTRAF/CUT de continuidade a essa paralisação com um plano de luta concreto, que unifique a luta da categoria com os setores do Serviço Público e assim fortalecer os bancários para construir uma greve a fim de impedir mais esse ataque aos direitos da categoria. Precisamos seguir a luta pelo não fechamento das agências e a garantia de todos os empregos! Lutar por concurso público e mais agências! Unificação das lutas do BB, da Caixa, dos Correios e da Petrobrás!

 

(originalmente publicado no jornal Combate Socialista 122)

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