UFRJ | Organizar um comando local de mobilização do SINTUFRJ

Os servidores públicos em geral, e os servidores públicos das universidades em particular, parecem ser os alvos preferenciais de ataques do governo fascista de Bolsonaro. Enquanto aprova a PEC 186 que, entre outras coisas, congela os salários dos servidores por 15 anos, e encaminha a reforma administrativa, os ataques às universidades se multiplicam.

Depois de descontar o vale transporte e os adicionais dos técnicos administrativos em diversas instituições de ensino superior (IFES), Bolsonaro e Guedes tentam implementar o controle eletrônico de frequência nas IFES que ainda não ainda não aderiram a este modelo, ferindo, uma vez mais, a autonomia universitária garantida pela Constituição Federal de 188.

A reitoria da UFRJ é parceira do governo Bolsonaro

Na UFRJ estas medidas têm sido recebidas de forma subserviente pela reitoria, o que enseja cada vez mais a mobilização de trabalhadoras e trabalhadores, especialmente técnicas e técnicos administrativos, seja no âmbito sindical em nossas assembleias e reuniões, seja no âmbito dos conselhos superiores da instituição, especialmente o Conselho Universitário.

Além de batalhar contra a implementação do controle eletrônico de frequência na UFRJ, posição histórica da categoria, trabalhadores a trabalhadoras devem exigir o imediato andamento dos processos de 30h, parados há mais de um ano na reitoria, ao mesmo tempo em que se mobilizam contra a Ebserh, se colocando, também, contra o VivaUFRJ, que pretende ceder o campus da Praia Vermelha a especulação imobiliária.

Em tempo, técnicas e técnicos administrativos devem exigir do SINTUFRJ uma nova assembleia, com amplo chamado e mobilização, na qual se deve deliberar por ações setoriais de base, onde trabalhadores a trabalhadoras poderão se organizar para fazer frente aos crescentes ataques do governo, especialmente a reforma administrativa. Defendemos de imediato a instalação de um comando de mobilização de local do SINTUFRJ com representantes eleitos nas principais unidade, assim organizar uma efetiva mobilização da categoria.

Coordenar a luta local com a nacional

Não é demais lembrar que os ataques sistemáticos perpetrados pelo governo Bolsonaro contra os servidores públicos, seja da UFRJ, seja de outras IFES, não estão descolados da conjuntura nacional atual, onde o governo tenta colocar na conta dos trabalhadores a trabalhadoras do serviço público a responsabilidade por tudo que vem acontecendo no país.

Por isso, além de organização interna, ou seja, no âmbito da UFRJ e das demais IFES, é preciso exigir que CUT, CTB, UNE, MST, MTST e FASUBRA organizem uma jornada nacional de lutas. É preciso, de uma vez por todas, frear o genocídio ao qual trabalhadores a trabalhadoras estão sendo submetidos, seja em função dos efeitos sanitários da pandemia, que continuam sendo ignorados pelo governo, seja em função dos efeitos econômicos e sociais da mesma, com a elevação da inflação e o crescimento do desemprego. É preciso barrar a PEC administrativa e a destruição dos serviços públicos.

É preciso medidas urgentes, começando pelo não pagamento da dívida externa e interna e taxação das grandes fortunas, para ter dinheiro para vacinação geral, garantindo salários e efetivando um lockdown pelos próximos 15 dias –, evitando o colapso dos hospitais. Um lockdown de verdade, com auxílio emergencial e licença remunerada. Propostas que só virão a partir da mobilização unificada.

Se organize e lute!

Para contribuir com a organização desse movimento, convidamos todos os companheiros e companheiras para uma reunião virtual do COMBATE (Corrente Sindical da CSP-CONLUTAS) na próxima quarta-feira, dia 17/03, às 14h. Para participar peça o acesso à sala virtual para a pessoa que envio esse boletim eletrônico para voçê.


((a imagem que está na capa deste exto está disponível na página eletrônica do sindicato da UFRJ https://sintufrj.org.br/))

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