EDITORIAL | Construir um dia nacional de luta com fortes passeatas, paralisações e greves | Combate Socialista nº 133

Construir um dia nacional de luta com fortes passeatas, paralisações e greves

No dia 3 de julho milhares de pessoas ocuparam as ruas contra o governo Bolsonaro/Mourão, a corrupção, o genocídio e a crise social. De acordo com as coordenações das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo 800 mil pessoas participaram dos protestos em 312 cidades e 35 do exterior. A terceira jornada de manifestações de rua, convocada pela campanha Fora Bolsonaro, mostrou a força dos manifestantes tal qual no dia 29M e 19J.

Ampliar a unidade de ação contra o governo Bolsonaro e a extrema direita

A força das ruas e a grande insatisfação social produziram fissuras na classe dominante, nos partidos patronais. Ampliou-se a crise política e políticos da direita estão realizando denúncias na CPI, assinando o impeachment ou participando das passeatas. Defendemos uma ampla unidade de ação contra a extrema direita, com a presença de tudo e todos nas manifestações de rua. Devemos utilizar as novas denúncias de corrupção contra Bolsonaro e protocolos de impeachment ou outras iniciativas jurídicas e parlamentares para fortalecer a luta nas ruas. Dentro desse movimento amplo nas passeatas é necessário fortalecer as organizações operárias e populares e batalhar para ampliar as ações da classe trabalhadora.

Nas ruas, conquistar nossas reivindicações e enfrentar o governo Bolsonaro

É preciso seguir nas ruas de forma unificada contra o governo Bolsonaro/Mourão. Ao lado das passeatas devemos garantir que a classe trabalhadora se incorpore através de seus sindicatos, federações e confederações, realizando greves e paralisações. Na luta, arrancar as reivindicações mais sentidas pela classe trabalhadora e setores populares: o reajuste do salário, o fim dos despejos, a redução dos preços dos alimentos, tarifas de transporte, do preço do gás, da luz e agua. Lutar para garantir verbas para as universidades e a educação, recursos para os hospitais e não para o pagamento da dívida externa e interna. Taxar as grandes fortunas e garantir o auxílio emergencial de um salário mínimo, novos empregos e a vacinação geral imediata. Pelo fim da violência policial nas favelas e periferias e demarcação das terras indígenas. Em defesa das pautas LGBTs e ambientais. Para conquistar essas pautas teremos de enfrentar o governo Bolsonaro e Mourão e o poder econômico que o sustenta, bem como seus cumplices no Congresso Nacional. Uma batalha que fazemos a partir da Articulação Povo na Rua para construir um governo que seja representante dos interesses do povo trabalhador.

Ocupar as ruas e realizar greves

No dia 13/07 as federações dos trabalhadores dos Correios (FENTECT/CUT e FINDECT/CTB) que estão em campanha salarial, juntamente com a FASUBRA e movimentos do campo e da cidade (FNL), vão realizar manifestações nos locais de trabalho e nos estados, as principais delas em Brasília. Somos parte dessa construção para que a classe trabalhadora entre em cena. Será um passo na construção efetiva do dia 24/07, data de uma nova manifestação de rua com passeatas em todo país. Manifestação que precisa ser construída com assembleias de base dos sindicatos, DCE’s, associações, construindo comitês de luta nos locais de trabalho e nos bairros. Uma batalha que vamos dar junto à CSP-CONLUTAS e junto aos coletivos de esquerda do movimento estudantil. Devemos também aproveitar o congresso do PSOL para organizar os filiados do partido para construção do dia 24/07.

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