EDITORIAL | Chega de esfriar o movimento! Exigimos da CUT, UNE e MST a construção do dia 07/09 com atos de rua, greves, ocupações e paralisações! | Combate Socialista nº 136

As pandemia econômica-social e da Covid-19 continua. E é tudo culpa do presidente e seu vice genocidas. Sob o comando de Bolsonaro, milhões amargam o desemprego, a fome, e novas cepas, como a Delta, alastram-se. O ajuste fiscal, com seus ataques, segue contra o povo trabalhador e é aprovado no Congresso Nacional. Além da privatização da Eletrobras e dos Correios, agora a Câmara dos Deputados aprovou a MP 1045/21 para impor redução de salários, vínculos de trabalho precários e suspender contratos de trabalho. A bola da vez é a ameaça da Reforma Administrativa (PEC 32) e de votação do PL que acaba com a demarcação das terras indígenas.

 A extrema direita Bolsonarista mantém seu projeto autoritário de pé, sem recuar em nenhuma de suas propostas autoritárias e ultrarreacionárias.

A cúpula da campanha Fora Bolsonaro quer recuar

Nos últimos dia 11 e dia 18 de agosto, o que vimos foi a convocação formal por parte da cúpula da CUT, UNE e MST. Utilizam o controle que possuem das maiores entidades sindicais, estudantis e sociais e sua representação política para bloquear os atos. Até aqui, a promessa de que vai ocorrer um novo “grande dia de mobilização nacional e unitário no dia 7 de setembro” (campanha Fora Bolsonaro, 30 julho) está no papel. As maiores lideranças querem recuar, pacificar as ruas e facilitar seu movimento em direção às eleições com a frente ampla eleitoral com representantes dos patrões. Uma estratégia que nós combatemos, porque ela nos leva a derrotas econômicas e sociais: é um erro se aliar aos partidos que representam empresários, o agronegócio e banqueiros, os mesmos que votaram a privatização dos Correios, Eletrobras, a MP da reforma trabalhista.  Politicamente, não podemos esquecer que essa atuação de frente ampla com patrões levou à suspensão dos atos de 2019/2020, apostando nas eleições municipais, e, longe de uma vitória da esquerda, o que vimos na maioria das prefeituras foi a vitória do PSDB, DEM e dos partidos do centrão.

Construir de verdade o 7 de setembro

Antes, o dia 18 de agosto era tratado como um esquenta para o grito dos excluídos, mas, agora, o “grande dia de mobilização nacional e unitário no dia 7” (anunciado no dia 30 de julho) está se transformando em “dia de mobilização e de diálogo com a população” (campanha Fora Bolsonaro, 12/08). Nós defendemos a luta unificada para enfrentar os ataques do governo Bolsonaro/Mourão e do Presidente da Câmara, Arthur Lira, sem fazer corpo mole. É preciso convocar, urgentemente, a VI Plenária de Organização das Lutas Populares da campanha Fora Bolsonaro para construir efetivamente o 7 de setembro com passeatas bem convocadas e, nesse dia, confirmar o “dia de paralisações” que a CUT, CTB e demais centrais votaram e não realizaram até agora. É necessário mobilizar apresentando um plano alternativo para superar a crise e os ataques aos direitos dos trabalhadores, da juventude, dos negros e negras e das mulheres. Um dia de protestos para colocar para Fora Bolsonaro, o vice, general do exército, Mourão, impedir a privatização dos Correios, a Reforma Administrativa e a MP da reforma trabalhista; para lutar pelo reajuste imediato dos salários e garantir reposição automática das perdas salariais, redução do preço dos alimentos, combustíveis e passagens dos transportes; pelo não pagamento da dívida pública e taxação das fortunas dos bilionários, para ter recursos para investir em auxílio emergencial de um salário mínimo, vacinação geral com quebra de patentes e um plano de geração de empregos. Do mesmo modo, além da luta nas ruas e de um programa emergencial, precisamos avançar na construção de uma Frente de Esquerda e Socialista nacional com PSOL, UP, PCB e PSTU.

Vem com a CST

Nessa batalha precisamos de seu apoio e sua atuação para chegar em mais e mais lugares. Queremos convidar você a se somar e ingressar na CST. Precisamos de sua ajuda para construir nossa organização revolucionária, que luta contra a extrema direita bolsonarista, a velha direita liberal e combate as direções pelegas. Convidamos você a participar das reuniões da CST e de nossas colunas nas manifestações, ajudando nossas campanhas financeiras e passando este jornal a seus amigos, colegas de trabalho, estudo ou vizinhos. Desse modo, fortalecer a Articulação Povo na Rua; fortalecer a juventude revolucionária no interior da UNE; as batalhas do movimento feminista; ajudar a construir o sindicalismo classista; construir um campo alternativo no PSOL ao redor da pré-candidatura do deputado Glauber Braga. Como uma saída profunda defendemos a auto-organização democrática do movimento de massas para construir um governo da classe trabalhadora e dos setores populares, um governo operário e popular sem patrões, que rompa com o imperialismo e o capitalismo, rumo a um Brasil socialista.

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