Correios: Chega de paralisia das federações! Lutar com força contra a privatização e o arrocho salarial!

 

Adriano e Edinho, Combate Correios

 

O PL 591/21, da privatização dos Correios, avançou no Senado e está prestes a ser votado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). Um projeto criminoso de Bolsonaro e Guedes, que querem entregar as estatais brasileiras para guardar mais algum dinheiro nos paraísos fiscais. Paralelo ao tema da privatização, seguimos sem reajuste salarial, apesar da alta dos preços e da carestia.

O julgamento do dissídio no TST foi adiado para o dia 22/11 após pedido de vista do ministro bolsonarista Ives Gandra, o mesmo que destruiu o nosso ACT em 2019. A privatização e o arrocho salarial são a marca do governo de Bolsonaro e Guedes. É preciso derrotar com mobilização esse projeto.

 

Direção das federações não mobilizam os trabalhadores

 

Mesmo nessa situação, a direção da FINDECT (PCdoB/CTB) e a maioria da FENTECT (ArtSind/PT/CUT) pouco fazem para mobilizar os trabalhadores dos Correios. Limitam-se a visitar há meses os gabinetes dos senadores e não organizam nenhuma atividade na base da categoria. Essa política está no marco do desmonte dos atos nacionais por parte das grandes centrais sindicais, que se reflete também nos Correios. Na votação do PL 591/21, na Câmara dos Deputados, nada fizeram e seguem na mesma política no Senado. A FENTECT aprovou um dia nacional de luta no dia 09/11 em Brasília e nos estados apenas para constar. Por outro lado, a FINDECT nem ato convoca, e ainda realiza uma live com o ex-presidente dos Correios, Guilherme Campos – o algoz do plano de saúde – , da gestão Temer.

 

Por um plano de luta rumo à greve da categoria

 

Exigimos que a CUT e a CTB, FINDECT e FENTECT saiam da paralisia e de atividades apenas legislativas e judiciais e construam ações na base. Nós, da corrente sindical Combate e da CST, defendemos uma jornada nacional de luta nos Correios, preparando a greve na categoria para barrar a privatização e o arrocho salarial. Uma mobilização organizada através de assembleias, reuniões com delegados sindicais, cipeiros e ativistas e também nas unidades. Dessa forma, poderemos ampliar na base a mobilização e derrotar o projeto de destruição dos Correios aplicado por Bolsonaro e Guedes.

 

 

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