Manifesto PSOL sem patrões!

Classista e democrático!

Em defesa do projeto fundacional: PSOL radical, de esquerda e socialista!

Apresentação:

As últimas votações da Executiva Nacional são inaceitáveis. Decidiram sacramentar negociações com a chapa do ex-presidente Lula. Tal chapa inclui negociatas com Geraldo Alckmin, PMDB, DEM e PSD (com Ministérios no governo Bolsonaro!). Tal arco de “alianças” desmobiliza as ruas e torna-se obstáculo à luta contra a extrema direita. Não por acaso, Lula não compareceu ou convocou as passeatas do Fora Bolsonaro. Felizmente, o bloco de Glauber Braga se posicionou contrário e manteve a pré-candidatura.

A mesma reunião da Executiva deliberou sobre a federação com a REDE, prorrogando as negociações. Infelizmente, tal votação ocorreu por consenso, com votos da oposição, o que foi um erro. A REDE é um partido burguês, integrado por donos do banco Itaú, e nada temos a negociar com eles.

Temos de fortalecer a luta com a pré-candidatura de Glauber Braga. É preciso derrotar a proposta de federação com a REDE e a frente ampla com Lula/Alckmin e seu programa burguês. A classe trabalhadora e os socialistas precisam ter sindicatos, partidos e candidaturas para lutar contra os patrões, não para realizar conciliação nacional com eles. Devemos unir os psolistas que defendem um partido de luta – que estão nas greves e protestos populares –; classista – sem alianças com os banqueiros, empresários ou seus representantes –; e que querem resgatar o perfil radical das origens. Unificar os que defendem um PSOL militante e democrático. Os que defendem a Frente de Esquerda com PSOL, UP, PCB, PSTU e o Polo Socialista e Revolucionário.

Esse Manifesto “PSOL sem Patrões”, em defesa da independência política da classe trabalhadora, envolve a CST, militantes independentes e lutadores sociais. É um Manifesto para o debate nos diretórios nacionais, estaduais e municipais do PSOL, rumo à Conferência Eleitoral. Para o diálogo com as forças políticas do PSOL, com filiados e militantes. Trata-se de um instrumento para a luta, o combate e a ação militantes. Precisamos de você nessa trincheira socialista e revolucionária. Boa leitura!

Babá, fundador do PSOL, coordenador da CST. Foi dirigente da CUT e da FASUBRA; ex-deputado federal, expulso do PT em 2003 por não votar a Reforma da Previdência do governo Lula/Alencar.

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Quem somos?

Os que assinam o presente “Manifesto PSOL sem patrões” são parte do bloco das oposições que apresentaram a pré-candidatura de Glauber Braga no último Congresso do PSOL, obtendo 44% da votação. Tal bloco publicou o texto “PSOL independente e com candidatura própria, Não aceitamos a candidatura de Lula/Alckmin”, exigindo plenárias de base democráticas e eleição de delegados para a Conferência. Também integramos o documento “PSOL na encruzilhada” (https://www.facebook.com/cstpsol/posts/5232899826753048) que articula militantes e organizações indignados com os rumos do PSOL, juntamente com Plinio Jr e Marinalva Oliveira.

Estamos batalhando por pré-candidaturas da esquerda do PSOL nos estados. Agora com a pré-candidatura de Babá ao senado no Rio de Janeiro, para recuperar o programa classista e fundacional do PSOL (Leia o manifesto ao senado no PSOL-RJ http://cstpsol.com/home/index.php/2022/02/09/psol-de-cara-propria-no-rj-sem-coligacao-com-banqueiros-e-representantes-dos-patroes/). Estamos com as pré-candidaturas de Milton Temer a governador do RJ e batalhamos pela candidatura própria no PA, MG, SP e RS.

Continuamos a batalha do 7° Congresso, cuja tese “Construir uma alternativa política de esquerda sem patrões e partidos de direita” a maior parte de nós assinou (Ver cstpsol.com/home/index.php/2021/05/26/por-um-psol-das-lutas-por-vacina-emprego-e-direitos-construir-uma-alternativa-politica-de-esquerda-sem-patroes-e-sem-partidos-da-direita/). Integramos os movimentos contra a federação com a REDE juntamente com Glauber Braga. Construímos a Articulação Povo na Rua e o Polo Socialista e Revolucionário e defendemos uma frente de esquerda socialista nacional e nos estados para unir a esquerda do PSOL, PCB, UP e PSTU.

Somos lutadores sociais que combatem por direções democráticas, classistas e de luta nos sindicatos, movimentos de mulheres, negras e negros, entidades estudantis. Para varrer os pelegos da condução das nossas entidades. Lutamos para que o peso parlamentar do PSOL seja convertido em organização alternativa no interior do movimento operário e popular. Lutamos por uma mudança profunda, por um governo da classe trabalhadora, sem patrões, e por um Brasil Socialista.

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PSOL para as lutas, de combate e para a ação contra o governo Bolsonaro/Mourão!

Diante do aumento do brutal aumento do custo de vida, o tarifaço nos combustíveis, a fome, de desastres como o de Petrópolis, da miséria e da retirada de direitos por parte do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro e dos governadores, nós exigimos que a CUT, CTB, UNE, MTST e as Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular rompam com o imobilismo e convoquem a VI Plenária de Organização das Lutas Populares da campanha Fora Bolsonaro para voltar a convocar passeatas massivas de rua, como as que ocorreram no ano passado. Do mesmo modo, devemos exigir, em cada sindicato, que a CUT, CTB e demais centrais mudem o caráter do CONCLAT (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora). Ao invés de ser apenas um evento eleitoral, devemos exigir que, em cada sindicato, ocorra assembleias de base para eleger delegados ao CONCLAT, incluindo em sua pauta a deliberação de um plano de luta que garanta a unificação das campanhas salariais, paralisações e greves (como a que hora ocorre na educação de Minas Gerais, por exemplo); uma campanha contra o racismo e a xenofobia, com dias nacionais de mobilização. Lutamos por um plano econômico e social alternativo que defenda reposição das perdas salariais de forma automática para vencer a inflação; geração de empregos via planos de trabalhos públicos e redução da jornada de trabalho sem redução de salários; o não pagamento da dívida externa e interna aos banqueiros e a taxação dos bilionários e das multinacionais para investir pesado em saúde, educação, serviços públicos e estatais; estatizar o sistema financeiro e destinar recursos para realizar uma reforma agrária radical sob controle dos sem-terra, expulsar as multinacionais do campo e garantir preservação ambiental e demarcação das terras indígenas; recursos para o combate ao racismo, ao machismo e à LGBTfobia; pela revogação das contrarreformas da previdência, do teto de gastos, trabalhista e demais medidas que retiram direitos.

Lutar contra a frente ampla de Lula

Desde o final de 2021, as maiores lideranças da campanha Fora Bolsonaro decidiram não convocar protestos de rua e apostar somente na via institucional burguesa e nas eleições de 2022. Essa é a política do PT, PCdoB, da ala majoritária do PSOL, da cúpula da CUT, CTB, UNE, MST e MTST. Essa linha de frente ampla bloqueia as lutas nas ruas para não assustar os patrões, os banqueiros e seus representantes. A recente mobilização do 8M mostrou que é possível unificar a indignação contra Bolsonaro e a crise social nas ruas, em passeatas unificadas.

Lula, PT, PCdoB, PSB e as direções majoritárias da CUT, CTB, MST, MTST e UNE querem construir uma coligação com Geraldo Alckmin, Renan Calheiros, José Sarney, Eunício Oliveira e Kassab, do PSD, ou mesmo patrões, como Luiza Trajano. Querem reeditar a conciliação de classes, que, em 13 anos de mandatos Lula e Dilma, gerou governos com e para a burguesia, as multinacionais, os banqueiros e as oligarquias regionais. Basta ver que, agora mesmo, em pleno governo Bolsonaro/Mourão, os governos estaduais e municipais do PT, PCdoB e PSB reprimiram manifestações e nunca transformaram esses governos em verdadeiras trincheiras de oposição ao governo da extrema direita. Ou seja, essa estratégia de comunhão com os patrões e/ou seus representantes não serve. Ao invés de estarmos confraternizando com nossos inimigos, deveríamos seguir protestando e construir nossa alternativa.

A cúpula majoritária do PSOL, liderada por Guilherme Boulos, Edmilson Rodrigues (prefeito de Belém), o vereador carioca Tarcísio Motta, a deputada federal Talíria Petrone e Valério Arcary, está a reboque dessa linha de Lula e do PT. O campo majoritário argumenta que esse debate vai levar Lula mais à esquerda. Mas, na realidade, só vai consolidar o PSOL no projeto da frente ampla do PT. Achar que podem mudar o programa de Lula ou fazer o PT mudar de posição é algo utópico. Lula, desde muito tempo, tem um projeto explícito de um governo de colaboração de classes. Foi o que ele defendeu em décadas passadas e aplicou nos governos chamados de “democráticos populares”, do PT e PCdoB com MDB, PP, oligarquias, como os Barbalho e os Calheiros. Foi contra isso que se enfrentaram os chamados radicais do PT, parlamentares que foram expulsos em 2003 justamente por não compactuar com essa política. Em seguida, Heloísa Helena, Luciana Genro, Babá e João Fontes ajudaram a fundar o PSOL, junto com lutadores sociais que realizaram a greve contra a Reforma da Previdência. Esse projeto de conciliação com os patrões é exatamente o mesmo que Lula defende nos governos de estados do nordeste, do PT e PCdoB, onde os governadores ajudaram Paulo Guedes na Reforma da Previdência e depois aplicaram suas próprias contrarreformas. É, portanto, um governo de colaboração de classes que Lula propõe neste momento. Por isso, o PSOL deve se apresentar de cara própria, com seu programa e suas propostas. Como diz o recente manifesto do bloco de oposições, “com a chapa Lula e Alckmin não haverá revogação das contrarreformas… não haverá taxação das grandes fortunas e o não pagamento da famigerada dívida pública… porque toda essa política é construir uma frente amplíssima incluindo velho políticos corruptos e burgueses”. Atrelar-se ao projeto Lulista tem implicações concretas. Nos estados, visando obter o aval estadual da frente ampla de Lula, a direção majoritária do PSOL não tem candidaturas oficiais em SP, RJ e MG até agora. Outro erro é governar a cidade de Belém em acordo com o governo estadual capitalista do MDB, de Helder Barbalho, um dos ex-ministros do nefasto governo Michel Temer.

Os que assinam o presente Manifesto “PSOL sem patrões” rechaçam essa política e essa estratégia, reafirmando a necessidade da independência política da classe trabalhadora. Os trabalhadores e as esquerdas socialistas e comunistas devem atuar com independência política dos patrões. Toda vez que os partidos da classe trabalhadora, os socialistas e comunistas, unificaram-se com os patrões, governaram para os de cima, para os grandes empresários, latifundiários e banqueiros, rebaixando o nível de vida da classe trabalhadora e do povo. Assim produziram duras derrotas, desmoralização e desilusão na classe trabalhadora e setores populares, abrindo caminho para a direita e a extrema direita. É necessário desobedecer a política da direção majoritária, desacatando qualquer votação em apoio à frente ampla de Lula. Devemos seguir batalhando pela continuidade das jornadas nacionais de lutas unificadas para derrotar a política de Bolsonaro-Mourão. E, caso a majoritária imponha, através de uma maioria precária, o apoio à frente popular lulista, vamos realizar uma campanha eleitoral para uma candidatura à esquerda da frente ampla de Lula em nível nacional e em cada estado. Por isso, defendemos a proposta de construir uma Frente ou Bloco das esquerdas socialistas e comunistas, agrupando PSOL, UP, PCB e PSTU.

É necessário derrotar a proposta de federar com os burgueses da REDE!

Está em curso uma proposta da direção majoritária do PSOL de fazer uma federação com o partido da Rede Sustentabilidade (REDE). A federação partidária é a junção de partidos políticos já existentes, construindo um estatuto e um programa comum e obrigando uma atuação em bancada dos parlamentares da federação. Por isso, a federação partidária é muito mais profunda que uma coligação eleitoral, porque exige um vínculo orgânico de funcionamento em comum e que não se desfaz ao término das eleições, mas permanece na atuação comum no parlamento e nos governos conquistados por essa federação. Consideramos tal proposta um profundo erro. Chamamos as correntes de Oposição a seguirem a posição de Glauber Braga e rejeitarem essa federação com um partido burguês.

A REDE é um projeto burguês, sustentado por banqueiros, como a herdeira do Itaú, Maria Alice Setúbal. No auge da crise do governo Dilma, nas eleições de 2014, a REDE declarou apoio a Aécio Neves/PSDB. É o partido da Marina Silva e do senador Randolfe Rodrigues, que no Amapá tem relações estreitas com o DEM. Caso confirmada a federação, o PSOL caminhará a passos largos para ser mais um partido da ordem, um enorme prejuízo na construção de uma verdadeira alternativa política para a classe trabalhadora. Algo que devemos combater com medidas contundentes, pois não podemos aceitar uma federação com um partido de patrões, banqueiros e empresários. Trata-se de uma ruptura com a fronteira de classe que um partido socialista deve ter.

O MES precisa rever sua posição!

Infelizmente, os companheiros do MES, que constroem o campo de oposição da pré-candidatura de Glauber Braga, até aqui se posicionam a favor dessa aliança. Os companheiros do MES não podem se somar à direção majoritária do partido, enfraquecendo o campo das oposições, votando a favor da REDE. A maioria da direção do PSOL utiliza esse expediente da federação para transformar definitivamente o PSOL num projeto eleitoreiro a serviço da conciliação de classes e amarrado aos capitalistas da REDE. Acabar com um programa e um estatuto de esquerda, para se diluir com as falsas alternativas do capitalismo verde de “rosto humano”.

Nós chamamos a militância a se rebelar contra esse acordo de cúpulas e fazemos um chamado especialmente ao MES, para que reveja sua política de apoiar a proposta de federação da majoritária do PSOL e, junto com Glauber, ajudem-nos no combate à essa degeneração que significa uma federação partidária com um partido burguês. Do mesmo modo, propomos aos camaradas da Resistência que se somem à luta contra a federação, numa unidade de ação por esse tema específico (enquanto seguimos debatendo nossas diferenças em relação à frente ampla de Lula). Propomos uma reunião nacional de todas as forças e dirigentes que não aceitam a proposta de federação com a REDE para organizarmos os psolistas e derrotarmos essa proposta da direção majoritária do partido. Desde já, devemos dizer que não nos submeteremos à federação com a REDE e desobedeceremos essa votação, caso se concretize. Defendemos a construção de uma federação dos partidos de esquerda, que não aceitam a conciliação de classes; defendemos que o PSOL deveria impulsionar uma federação com PCB, UP e PSTU.

Por uma Frente de Esquerda e Socialista Nacional e nos Estados, reunir a esquerda do PSOL, UP, PCB, PSTU, Povo na Rua e o Polo Socialista e Revolucionário

Nós integramos a pré-candidatura de Glauber Braga à Presidência, o Povo na Rua e o Polo Socialista e Revolucionário. Defendemos a unidade daqueles que são contra a frente ampla liderada por Lula e Alckmin. Propomos uma reunião nacional entre a Oposição do PSOL, liderada por Glauber Braga (hoje pré-candidato à Presidência), a UP, com a pré-candidatura de Leonardo Péricles, o PCB, com a pré-candidatura de Sofia Manzano, o PSTU (com a pré-candidatura de Vera Lúcia), e as organizações do Povo na Rua e do Polo Socialista e Revolucionário.

Defendemos a necessidade de uma frente ou bloco das esquerdas socialistas e comunistas, que paute um plano de luta e a intervenção nas eleições com candidaturas unificadas à Presidência e vice em nível nacional e governadores e senadores nos estados. Uma Frente de Esquerda e Socialista para apoiar as lutas e defender uma saída de fundo, com a taxação das grandes fortunas, o não pagamento da dívida, a estatização do sistema financeiro e a ruptura com o imperialismo. Seria uma Frente à esquerda da conciliação de classes e poderia abrir caminho para a batalha por um governo da classe trabalhadora e do povo, sem patrões, rumo a um Brasil socialista.

Combater o oportunismo sem princípios da direção majoritária

A direção majoritária do PSOL abandonou perspectivas básicas da esquerda. Nos rebelamos contra isso e reivindicamos a base fundacional do PSOL. Propomos a unidade das correntes do campo das oposições para realizar ações concretas e combativas. Queremos fortalecer uma ala classista, democrática, de luta e militante do PSOL. Defendemos o programa votado no I Encontro Nacional, que deu origem ao partido em 2004, e foi abandonado pela direção majoritária. Nesse programa do PSOL das origens se defendia: 1) Socialismo com democracia como princípio estratégico na superação da ordem capitalista; 2) Não há soberania, nem uma verdadeira independência nacional, sem romper com a dominação imperialista; 3) Rechaçar a conciliação de classes e apoiar as lutas dos trabalhadores; 4) Reivindicações para a luta imediata e bandeiras históricas para além da ordem; 5) defesa de um internacionalismo ativo. Então, quando falamos de perfil fundacional, estamos reivindicando esse programa que deveria ser retomado. Queremos manter de pé as bandeiras operárias, socialistas e internacionalistas, nadando contra a corrente majoritária do oportunismo. Combatemos o pragmatismo que atua como se não existisse luta de classes e tudo se resumisse a disputar uma eleição burguesa (já planejando a próxima). Os grupos majoritários buscam apenas manter cargos, assessores e deputados ao preço de rebaixar seu próprio programa e traírem as convicções que antes proclamavam, passando à defesa da ordem capitalista e do Estado burguês. Os reformistas falam como se não existisse espaço para rupturas, estimulando o conformismo. Reproduzem o discurso dos patrões e dizem que enfrentar o capitalismo é impossível, tratando de pedir migalhas para a burguesia. Nos sindicatos e movimentos, frequentemente esses reformistas se aliam aos pelegos da frente ampla lulista, da cúpula majoritária da CUT, CTB, UNE e MST.

Os que se agrupam aqui nesse Manifesto renegam o caminho da passividade. Não oferecemos cargos, privilégios, vantagens ou nomeações. Nos une uma batalha militante comum, bandeiras de luta e a dignidade dos que não se vendem ou se entregam. Não escolhemos o lado fácil da história e insistimos na independência de classe. Apostamos na indignação legitima do oprimido, na fúria de classe do explorado, nas experiências de lutas dos mais velhos, na ousadia combativa e audácia radical das jovens gerações. Em cada luta parcial, não perdemos nenhuma oportunidade de arrancar nossas reivindicações ou nos defender contra os ataques. Sabemos que a decomposição do capitalismo, seu regime político e seus governos não deixam margens para melhorias da situação da classe trabalhadora e setores populares. Por isso, afirmamos que nossa tarefa é a luta contra a burguesia e as multinacionais imperialistas, para que governem os trabalhadores e setores populares, rumo a um Brasil socialista.

Nossa proposta às demais tendências do PSOL, aos demais partidos de esquerda, dirigentes e ativistas é confluir unitariamente com um programa de luta comum e contra toda aliança com políticos ou partidos patronais. Apesar das diferenças que existem entre nós em vários aspectos, propomos avançar numa convergência ao redor de pontos fundamentais:

a) Só a luta conquista: Apenas através da luta e organização coletiva é possível avançar em nossas reivindicações. A ação direta das massas é o fator central e estratégico de qualquer projeto de esquerda. Os parlamentares socialistas e as ações institucionais devem ser pontos de apoio para as lutas e mobilizações. Não por acaso, sempre resgatamos a consigna da campanha do PSOL RJ em 2014: “Só a luta muda vida”. Para organizar essa luta, os trabalhadores e setores populares precisam de organizações democráticas, onde a base possa decidir sobre os rumos dos movimentos, suas reivindicações, através da democracia operária. Por isso, defendemos que os sindicatos, federações, centrais sindicais, DCEs e movimentos sociais sejam radicalmente democráticos, definindo as questões centrais em assembleias de base onde todas as posições possam se expressar. E nisso reside nossa luta intransigente contra os pelegos da direção majoritária da CUT, CTB, UNE, UBES, contra todos os burocratas vendidos aos patrões e aos governos que atuam em nosso meio.

b) Independência política da classe trabalhadora: Os patrões, seus partidos e representantes políticos não são nossos aliados. São nossos inimigos de classe e temos de derrotá-los para acabar com a exploração capitalista. Não queremos construir uma esquerda que concilie com os patrões. Nas eleições, não podemos nos coligar com nenhum partido, líder burguês ou seu representante; devemos nos unir numa Frente de Esquerda e Socialista. Isso é fundamental para lutar contra o sistema capitalista-Imperialista. Por isso, devemos lutar contra todos os partidos e lideranças que propõem as frentes amplas com os burgueses. E rechaçamos as propostas de reformas do sistema capitalista. Somos contra a escravidão assalariada e defendemos um programa socialista e internacionalista, juntamente com um governo de trabalhadoras e trabalhadores, sem patrões, para construir Brasil Socialista.

Temos a necessidade de manter de pé essas propostas fundamentais, que foram abandonados pela maioria dos que se dizem de esquerda, como é o caso da direção majoritária do PSOL. Fortalecer essa plataforma é fundamental para combater a conciliação de classes e a acomodação às estruturas do Estado burguês com seus parlamentos e prefeituras dessa república dos bilionários; combater a burocratização oriunda do afastamento das lutas, dos locais de trabalho, dos bairros populares e do encastelamento na cúpula burocrática das centrais, federações e sindicatos. Por isso, lutamos em defesa de uma política classista e socialista e necessitamos que mais trabalhadores e jovens participem dessa construção.

Militantes, filiados do PSOL e lutadores sociais que já assinam:

1. Babá, fundador do PSOL e Coordenador da CST

2. Adriano Dias, Ecetista, Executiva Estadual da CSP-CONLUTAS

3. Andressa Nunes Rocha, Diretório Estadual do Psol MG

4. Barbará Sinedino, professora, Diretora do SEPE-RJ

5. Bruno da Rosa, Gari, integrante da Comissão de Negociação da categoria

6. Bernarda Thailana Ferreira Gomes, Coordenadora Geral do SINTUFF

7. Caio Sepulveda, Juventude Vamos à Luta e Diretório Municipal do PSOL Niteroi

8. Cindy Fucidji Ishida, Juventude Vamos à luta

9. Claudia Gonzales Reis, fundadora do PSOL, dirigente da CST

10. Danilo Bianchi, Professor da Rede estadual de SP

11. Denis Melo, Executiva do PSOL RJ

12. Diego Vitello, Metroviário, diretor do Sindicato dos Metroviários de SP e da SEN da CSP-CONLUTAS

13. Edivaldo Henrique de Paula, Diretório do PSOL MG

14. Eziel Duarte, diretório Municipal do PSOL Belém-PA

15. Felipe Melo dos Santos, Diretor do SINDTIFES, PSOL PA

16. Gerson da Silva, Coordenador Geral do SINTESEP-PA

17. João Santiago, fundador do PSOL e Coordenador Geral do SINTSEP-PA

18. Joice Siqueira de Souza, Coordenação nacional da CST

19. Laís Brandão Sathler, professora da rede municipal e do diretório Municipal do PSOL Niterói

20. Lucas Schlabendorff, Coordenador da CST RS e suplente do Diretório do PSOL Gaúcho

21. Maria Zila Camarão, Servidora da UFPA e trabalhadora do HUJBB

22. Mariza das Mercês dos Santos, fundadora do PSOL, diretório do PSOL municipal de Belém-PA

23. Matheus Schneider, professor, militante da CST RS

24. Michel Tunes, fundador do PSOL, da Coordenação da CST

25. Natalia Granato, juventude vamos à luta

26. Pedro Rosa, fundador do PSOL e Coordenador do SINTUFF

27. Rosi Messias, fundadora do PSOL, Executiva do PSOL RJ

28. Silaedson Alves, professor e coordenador da CST

29. Valdenice Pinheiro Ribeiro, direção da FASUBRA RJ

30. Alberto Marins, professor rede municipal e PSOL Maricá

31. Alessandra Primo, Coordenadora SINTUFF

32. Caio Dorsa, Metroviário SP

33. Camila Inácio, Diretoria do SINDSASC e militante PSOL DF

34. Carlos Abreu Mendez, Coordenador do SINTUFF

35. Celso Cabral de Oliveira, militantes do PSOL PA

36. Charles Pimenta, Professo da Rede Estadual RJ, PSOL Cabo Frio

37. Cirlene Coelho de Mattos, Coordenadora do SINTUFF

38. Daniel Domingues, PSOL RJ

39. Daniela Possedon, Metroviária SP

40. Elenice do Socorro Lisboa, PSOL PA

41. Eliezio Vilarinho, Trabalhador da COmlurb, PSOL RJ

42. Ester Cleane Dias, Diretório do PSOL RJ

43. Everton Luiz de Paula, PSOL RJ

44. Fabiano Elias, PSOL RS

45. Francinei Pereira, Gari do RJ, PSOL RJ

46. Francisco do Socorro, PSOL PA

47. Henrique de Bem Lignani, Professor, PSOL RJ

48. Jaqueline Pinto, Vice-presidente do PSOL Maricá

49. Jesse Brandão, fundador do PSOL, militante do PSOL RJ

50. Katia Rosangela Tavares, fundadora do PSOL e militante do PSOL PA

51. Leandro Galindo, professor e militante do PSOL RJ

52. Lisandro Cordeiro, Professor, PSOL RJ

53. Lorena Fernandes, Professora e militante do PSOL SP

54. Luciene Almeida, Coordenadora do SINTUFF

55. Marcio Lima Amaral, Rodoviário, fundador do PSOL.

56. Mariana Moreira, professora, PSOL RJ

57. Maycon Douglas, Juventude Vamos a luta

58. Rana Agarriberi, professora, PSOL SP

59. Raquel Polydoro, Oposição SINTUFRJ.

60. Varvara Sofia, Professora e Direitora SEPE Niteroi

 


Link para assinaturas:    https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdRxluKXrnxnPjao309lHfKnd_Iw4G_Bl5eav7qOAZ72Berqg/viewform

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