PSOL SP! Vamos Com Mariana Conti e por uma Frente de Esquerda Socialista!

Nessa semana Guilherme Boulos retirou sua pré-candidatura ao governo paulista para ser candidato à deputado federal, o que causou grande repercussão e debate nas redes sociais, na mídia alternativa e na imprensa burguesa. De nossa parte, não ficamos surpresos, pois toda movimentação política que o ex-candidato à prefeito de São Paulo do PSOL tem feito, é para a conformação de uma frente ampla eleitoral para as eleições de outubro. Boulos já há algum tempo faz todas suas movimentações em conjunto com o PT e agora não poderia ser diferente. Retirou sua candidatura ao governo do estado para tentar empurrar o apoio do PSOL à chapa do petista Fernando Haddad. Junto a isso, como integrante da direção majoritária do partido, vem defendendo a incorporação do PSOL na chapa de Lula/Alckmin, que hoje representa a aliança dos setores políticos que nasceram na esquerda com a direita liberal.

Haddad será o candidato do repressor privatista Alckmin ao governo de SP

No caso de São Paulo, essa política de Boulos significa a diluição do PSOL na candidatura petista de Fernando Haddad e em sua frente construída com setores de direita, como a própria base de apoio do ex-governador Geraldo Alckmin. O ex-tucano, foi responsável pelo massacre de Pinheirinho e é conhecido repressor das lutas populares. Professores, operários, trabalhadores do transporte, estudantes, todas e todos enfrentaram a polícia comandada pelo ex-governador. O ex-tucano também ficou marcado pela absurda demissão dos Metroviários durante a greve de 2014 e é conhecido por sua prática antissindical.

Além disso precisamos lembrar que o próprio Fernando Haddad quando prefeito de São Paulo manteve uma ótima relação com Geraldo Alckmin, ambos juntos organizaram a repressão aos protestos contra o aumento da tarifa nas jornadas de junho de 2013, para atender a sede dos empresários do transporte por mais lucros. Por isso a frente ampla de Lula/Alckmin/Haddad não é uma alternativa para os de baixo.

Por uma alternativa política de esquerda, sem patrões e reacionários

Entendemos que no lugar dessa frente ampla com burgueses é preciso construir uma real alternativa com independência de classe e um programa de enfrentamento para atender as reivindicações classe trabalhadora, da juventude e do povo pobre. A necessidade de derrotar e varrer o bolsonarismo do Brasil e o tucanato de São Paulo passa pela construção dessa alternativa política.

Nesse sentido saudamos e apoiamos a pré-candidatura da Mariana Conti pelo PSOL para o governo de São Paulo, que assim como Milton Temer e Babá no Rio de Janeiro e Glauber Braga a nível nacional, representa a resistência da militância que defende a independência de classe e combate a liquidação do projeto fundacional do PSOL. Precisamos postular uma alternativa de esquerda contra as ilusões da conciliação de classes e infelizmente Boulos, ao necessitar do aval da cúpula petista para todas suas movimentações, está apontando para outro caminho.

Defendemos a pré-candidatura de Mariana Conti esteja a serviço de reunir os setores da esquerda que não se corromperam e seguem firme na defesa da independência de classe. Precisamos construir a unidade dos setores do PSOL que como nós defendem um programa e um perfil independente, assim como com os companheiros e companheiras do PSTU e do Polo Socialista e Revolucionário, do PCB e da UP.

Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores

São Paulo, 23 de março de 2022.

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