O PSOL tem que romper com a frente ampla do Marcelo Freixo, Cesar Maia e André Ceciliano!

Babá e Rosi Messias – Coordenação Nacional da CST-PSOL

 

Está em curso no PSOL uma política desastrosa, que vai levar o partido a apoiar a chapa de conciliação de classes de Marcelo Freixo, tendo como pré-candidato a vice o ex-prefeito Cesar Maia (PSDB) e como pré-candidato ao Senado André Ceciliano (PT, presidente da Alerj).

O PSOL, em sua conferência estadual, que, na verdade, foi um diretório estadual, votou apoiar a pré-candidatura de Marcelo Freixo (PSB) ao governo do estado, apesar de Freixo já estar articulando seu programa de governo com o banqueiro Armínio Fraga e com Raul Jungmam, ex-ministro de Michel Temer. Nessa mesma reunião, votou apoiar ao Senado a pré-candidatura de Alessandro Molon (PSB). Nós, da CST, juntamente com outras organizações, como Resistência, MES, APS, Comuna e Fortalecer, defendemos candidatura própria ao governo e ao Senado. Infelizmente, toda a política votada deu total carta branca a Marcelo Freixo para negociar, em nome do PSOL, sua política de negociatas com setores da burguesia.

E não deu outra: Marcelo Freixo negociou com o ex-prefeito Cesar Maia, que já foi filiado ao PFL, PTB, DEM e, hoje, é parte do PSDB, o mesmo partido de FHC. Mais velha política impossível! Maia é um político tradicional que, quando esteve à frente da Prefeitura, chegou a defender as milícias, sendo peça chave para o desenvolvimento dessa verdadeira máfia que tomou conta do Rio de Janeiro.

Freixo chama um neoliberal tradicional e incentivador das milícias para ser seu vice e, o pior, o PSOL nem sequer ameaça romper com essa frente ampla, no máximo faz críticas genéricas.

 

A velha política de Freixo: de mãos dadas com André Ceciliano!

 

Agora, com a carta branca dada pelo PSOL, Freixo segue negociando mais ainda. Dessa vez, rifa a pré-candidatura de seu próprio colega de partido, Alessandro Molon, para apoiar o corrupto André Ceciliano como pré-candidato ao Senado. O atual presidente da Alerj, o deputado André Ceciliano, do PT, é aliado do governador bolsonarista Cláudio Castro e foi responsável pela aplicação da reforma da previdência e do ajuste fiscal contra o funcionalismo estadual. Essa proposta de reforma da previdência aumentou a idade de aposentadoria de homens e mulheres, além de acabar com o direito aos triênios e o abono por tempo de serviço para os novos servidores. Toda essa política é para garantir a adesão ao regime de recuperação fiscal, que vai submeter ainda mais o estado a um brutal ajuste fiscal, prejudicando as áreas essenciais, como a saúde e educação públicas, e atacando os servidores públicos.

A relação de Ceciliano com o governador Cláudio Castro é tamanha que o mesmo fez questão de comparecer à festa de aniversário do deputado este ano, que contou também com a presença do ex-governador Fernando Pezão.

Portanto, é inadmissível que o PSOL aceite essa política de apoiar Cecliano para o Senado. O partido está se submetendo à política de Marcelo Freixo e André Ceciliano, que pretendem governar o nosso estado em aliança com os empresários, demonstrando total capitulação ao posicionamento e à definição política de Freixo, do PSB, e do presidente da ALERJ, André Ceciliano, do PT.

Toda essa política desastrosa, levada a frente pelos vereadores Tarcísio Motta e Chico Alencar, pela deputada federal Talíria Petrone e pelos deputados Flávio Serafini e Renata Souza, juntamente com a Insurgência, Subverta, Primavera e Revolução Solidária, tem levado o PSOL-RJ a uma profunda crise, com a perda de importantes quadros e militantes, perdendo o protagonismo nas lutas e nas ruas. Um exemplo foi a derrota acachapante no DCE da UFRJ, há anos dirigido pela Insurgência, que agora perdeu a direção da entidade. O PSOL, que já foi o principal partido de oposição e de esquerda no RJ, o partido da Marielle Franco, da Primavera Carioca e da luta contra os “quatro Cabrais”, hoje se submete à política espúria da conciliação de classes de Freixo

 

É urgente uma plenária de base e uma reunião da Resistência, CST, MES, COMUNA, APS e Fortalecer para organizar a luta contra a frente ampla no RJ!

 

É fundamental que o PSOL rompa imediatamente com a política de Freixo, Cesar Maia e André Ceciliano. É urgente que as organizações que defenderam candidaturas próprias para os cargos majoritários organizem uma forte campanha contra a política da direção majoritária, chamem uma plenária de base. Por isso, é urgente uma reunião das organizações Resistência, CST, MES, COMUNA, APS e Fortalecer para debater uma saída frente ao desastre e à total submissão do partido à política de conciliação de classes de Freixo.

Nós, da CST, seguimos defendendo a construção e uma Frente de Esquerda e Socialista com PCB, UP e PSTU, para apresentar uma candidatura unitária da verdadeira esquerda contra o bolsonarismo, com um programa que defenda a reestatização da CEDAE; a reversão da reforma da previdência e de todo o pacote de recuperação fiscal de Ceciliano e Castro; o fim da Lei de Responsabilidade Fiscal e o não pagamento da dívida pública; a taxação das grandes fortunas em nosso estado; o fim da PM e do genocídio da população negra nas favelas. Para isso, devemos nos apoiar nos processos de mobilização. Nós, da CST, apresentamos nossas pré-candidaturas: ao Senado, pelo Polo Socialista Revolucionário, da companheira Bárbara Sinedino, professora e militante da CST e do PSOL há mais de 16 anos; do companheiro Babá, um dos fundadores do partido, como pré-candidato a deputado federal; e as pré-candidaturas a deputados estaduais, do companheiro Bruno da Rosa, gari, que foi demitido por Eduardo Paes, e da companheira Bernarda Gomes, servidora da UFF. Todas essas candidaturas estão a serviço de lutar pela construção de um forte enfrentamento contra a política bolsonarista, em defesa das lutas das e dos trabalhadores e na defesa do PSOL das origens, sem Freixo, Maia e Ceciliano!

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