Crise no Epírito Santo: a responsabilidade é do Ajuste Fiscal do Temer (PMDB) e Paulo Hartung (PSDB)!

O país inteiro assiste assustado a situação de crise que a população do Espírito Santo está enfrentando. A escalada de violência nos últimos dias causou 87 mortos e uma onda de medo se instalou na população capixaba.

Desde o dia 04 de fevereiro os parentes dos policias militares do estado encontram-se acampados em frente aos batalhões das PM’s em todo o estado. O movimento exige reajuste salarial, pagamento de auxílio-alimentação, periculosidade, insalubridade e adicional noturno, entre outras reivindicações. Os policiais civis acabam também de anunciar uma paralisação de 24 horas, em protesto contra a morte de um colega assassinado, durante a troca de tiros com bandidos.

 O governador do estado Paulo Hartung (PSDB), ao invés de abrir um diálogo com os familiares dos policias e atender suas reivindicações, solicitou ao governo Michel Temer (PMDB/PSDB) o envio do efetivo da Força Nacional de Segurança e das Forças Armadas, uma medida que em nada resolve a crise da segurança pública no Espírito Santo.

 O Espírito Santo desde 2015 vem sofrendo um forte ajuste fiscal. A propaganda do governo tucano, de que era necessário enxugar a máquina estatal, com corte de R$ 1,3 bilhão no orçamento, além de redução no quadro de pessoal, só piorou a situação dos serviços públicos no Estado.

Ou seja, o que ocorre hoje no Espírito Santo é consequência do ajuste fiscal, fruto dessa crescente crise econômica e social e da política do governo federal PMDB/PSDB e estadual, (PSDB) que insistem em jogar a conta da crise nas costas do povo trabalhador.

 Todo apoio às justas reivindicações dos familiares e dos policias militares!

 Apoiamos como justa as reivindicações dos familiares e dos policiais militares, que estão há anos sem reajuste salarial, vendo seus proventos sendo corroídos pela inflação. E muito fácil para o Sr. Alexandre Garcia da Rede Globo afirmar que se trataria de um “motim[…]se não houver polícia, a selvageria que está latente brota”. A grande imprensa, assim como os governos e os capitalistas, pretendem que a polícia cuide de seus bens e suas vidas, mesmo recebendo um salário miserável além de arriscarem sua própria vida!

Ainda passados 5 dias, autoridades pedem repressão e que “é inaceitável esse movimento visto que as PM não tem direito nem a se sindicalizar nem a fazer greve”.

 A solução para crise é o atendimento as justas reivindicações das famílias e das PM’s!

 Enquanto continuem com demissões, cortes de despesas nos serviços sociais, atraso no pagamento dos salários, não tenham dúvida que as greves e os movimentos como os dos saques vão continuar, pois o povo já não tem como resistir.

 E esse processo só comprova a necessidade da desmilitarização da Polícia Militar, que hoje é impedida de fazer greve e de se organizar sindicalmente. Os policias militares devem deixar de reprimir as manifestações e atos em todo o país, e devem se unificar com todos os trabalhadores e servidores públicos para derrotar a aplicação do ajuste perpetrado pelo governo do PMDB e do PSDB.

 Fim do ajuste Fiscal. Abaixo a PEC 55!

 A PEC 55/2016 que limita os gastos sociais nos próximos 20 anos, bem como o PLC 54/2016 (Projeto de Lei da Câmara), que condiciona a ajuda aos estados em crise financeira, a terem que aplicar um brutal ajuste contra o povo trabalhador, vão agravar ainda mais a crise social nos estados, que sofrem com a escalada do desemprego e da violência.  Metade do orçamento federal é destinada aos banqueiros, através do pagamento dos juros e amortizações da dívida pública.  

 Mais do que nunca urge a necessidade da unificação de todas as lutas em curso para impedir o ajuste fiscal do PMDB e do PSDB. Infelizmente as centrais sindicais, como a CUT e CTB, não constroem efetivamente em suas bases nenhum calendário concreto de luta para enfrentar o ajuste do Temer. Por isso devemos exigir dessas centrais e apostar com tudo na força da mobilização, a exemplo dos familiares dos policiais e dos trabalhadores da CEDAE (RJ)  que estão de braços cruzados contra a privatização da empresa.

 08/02/17

Corrente Socialista dos Trabalhadores – PSOL

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