Nova Greve Geral em 30 de junho! Fora Temer e suas reformas!

Hoje pela manhã – 05/06 – reunidas em São Paulo, as direções das centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central, Intersindical, CSP-Conlutas) convocaram a nova greve geral para o dia 30 de Junho. Além disso, divulgaram que no dia 20 farão um “esquenta” da greve geral com manifestações em todo país.

Apesar de se passarem dois meses entre a greve geral de 28 de abril e essa de 30 de junho, a pressão que vinha dos locais de trabalho foi maior e as cúpulas das centrais foram empurradas a chamar essa nova data que será fundamental na luta contra governo e as reformas da previdência e trabalhista. A enorme força da resistência à repressão policial no ato de 24 de maio em Brasília, onde milhares de ativistas enfrentaram a polícia, também ajudou a pressionar as centrais.

É hora de aproveitar a fragilidade do governo de Michel Temer (PMDB/PSDB), o momento de crise política e institucional, o ódio popular contra esse governo patronal e corrupto para garantir uma forte greve geral para barrar os ataques e derrubar Temer e todo o corrupto congresso nacional. A greve geral de 30 de junho é hoje o melhor meio de defender direitos e responder a intransigência de Temer. Por isso a classe trabalhadora, os sindicatos, oposições, partidos anticapitalistas, movimentos sociais classistas devem se apropriar desse calendário e construir desde já como toda a força a greve geral por todos os meios e formas.

Preparar a Greve Geral em cada local de trabalho e categoria

Temos que nos preparar desde já. Todos os sindicatos do país devem chamar assembleias para votar adesão à greve e para organizar a mobilização de cada categoria.

A disposição de luta das bases explica a construção da greve geral. E será preciso agir para garantir essa luta. Temos que exigir que as Centrais convoquem assembleias e construam comitês de base para preparar a greve, que convoquem reuniões nos bairros, igrejas, escolas e universidades para apoiar a greve geral. Que as centrais convoquem plenárias estaduais para coordenar as principais manifestações unitárias. Que o dia 30/06 seja bem divulgado, com panfletagens, jornais unificados, anúncios em rádios, TV, outdoor. E que a greve seja bem organizada com piquetes para paralisações efetivas e fortes passeatas para barrar as reformas e colocar para fora Michel Temer e o congresso corrupto.

E tudo que as direções das Centrais não fizeram os sindicatos combativos, as oposições e os ativistas de base devemos fazer de forma autônoma.

Nenhuma confiança nas direções das maiores Centrais sindicais!

Infelizmente as cúpulas das centrais sindicais deixaram passar um tempo precioso entre o 28 de abril e o dia 30 de junho. Nada menos que dois meses quando tudo indica que poderíamos ter derrubado Temer e suas reformas! Não apostaram no potencial de mobilização da classe trabalhadora como a única forma de derrotar as reformas e colocar para Fora Temer. Ao contrário, as Centrais apostaram em negociações trágicas sobre a Terceirização, confiando em Rodrigo Maia. Sabemos que as direções governistas, como o deputado Paulinho da Forca Sindical, vão barganhar mais cargos no governo ou fazer “corpo mole” em troca do retorno da contribuição assistencial, o PCdoB está nos bastidores negociando o nome de Aldo Rebelo para vice presidente em uma possível eleição indireta e as direções ligadas ao ex-presidente Lula, como Wagner Freitas do PT e da CUT, querem um dia controlado, para seguir desgastando Temer, buscando canalizar a indignação para as urnas de 2018. Como se os problemas dos trabalhadores pudessem esperar as eleições, cujo resultado é comprado pelas empreiteiras. Por isso os trabalhadores não devem confiar nessas direções pelegas. Devem confiar em sua união e mobilização, organizando a Greve Geral nas bases.

Precisamos tomar esse calendário em nossas mãos e construí-lo desde já nos locais de trabalho, moradia e estudo. Se os sindicatos como o SEPE, CPERS, Sintuff, Metroviários de SP, Sintsep, Petroleiros do RJ, Federações como Fasubra e Fenasps, a CSP-Conlutas, e outros se reúnem e tomam esta tarefa nas suas mãos, estaremos trilhando o caminho de construir a unidade e a organização desde as bases da greve pelo Fora Temer e as Reformas e seria um primeiro passo para a conformação de um polo de lutas classista e consequente.

Construir a Unidade da Esquerda para derrotar Temer e suas reformas!

Em meio as lutas precisamos construir uma alternativa política combativa e anticapitalista. É necessário que o PSOL, o MTST, a CSP-CONLUTAS, INTERSINDICAL, o MPL, a Esquerda da UNE e ANEL, o PSTU, PCB, UP, o MAIS, NOS e outras organizações construam um polo alternativo, batalhando pela concretização da greve geral e por um Encontro Nacional da Classe Trabalhadora. Esta Frente teria ainda a missão de construir um programa econômico alternativo para o país, propondo a suspensão do pagamento da dívida interna e externa, canalizado esses recursos para as áreas sociais. Estatizando o sistema financeiro e as empresas envolvidas em corrupção e fraudes na qualidade de seus produtos. Defendendo a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução do salário, para evitar o desemprego. Propondo a reposição semestral da inflação e congelamento dos preços da cesta básica e das tarifas de água, luz, combustíveis e transporte para evitar a carestia. Dentre outras medidas, que deveriam ser construídas coletivamente numa plenária, encontro ou reunião nacional.

 

05 de junho de 2017

Corrente Socialista dos Trabalhadores–PSOL

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