METROVIÁRIOS | Nenhum direito a menos! Seguir a luta em defesa do acordo coletivo

Nota dos Metroviários do Combate – SP


É necessário seguir lutando em defesa do nosso acordo coletivo e não recuar. O uso dos coletes mostra a união da categoria para defender o acordo coletivo. Na última enquete um setor expressivo, cerca de 40%, se posicionou pela greve imediata.

A maior parte dos votantes da enquete escolheu o “estado de greve” e uma nova assembleia no dia 14, decisão que está em vigor. Essa era a proposta da chapa 1 (CTB/PCdoB, CUT/PT e PSB) cuja estratégia é errada já que desmobiliza a categoria. Sem mobilização não vamos nos defender dos ataques da empresa e por isso vamos batalhar para mudar a estratégia no próximo dia 14. Nós do COMBATE defendemos a greve desde o dia 01, pois na prática, desde o dia 30 (quando cortaram nossos salários) a empresa rompeu a negociação. O caminho é conquistar mais colegas para a proposta que hoje agrupa 40% da enquete e construir nossa greve.

Apesar da chapa 1, a luta continua

A busca por desmobilizar a categoria é a política permanente da chapa 1 (CTB, CUT). Primeiro, diziam que a MP 936 iria “salvar” a categoria, esperando que Bolsonaro (inimigo declarado dos direitos trabalhistas) garantisse a ultratividade dos acordos coletivos, o que obviamente não ocorreu. Na verdade, a MP 936, de Rodrigo Maia (DEM) e Orlando Silva (PCdoB) serve unicamente para reduzir salários e suspender contratos de trabalho e por isso é utilizada pelos patrões e governos para retirar direitos. Em segundo lugar, a chapa 1 liderou a proposta de suspender a greve do dia 1 falando de uma suposta negociação no tribunal, o que não ocorreu. Por três vezes, perante o juiz, a empresa reafirmou que não aceita negociar.

A estratégia da chapa 1 é entregar nossos direitos, fazendo o jogo da empresa e de Doria. Não à toa ontem vimos nos grupos da categoria prints de dirigentes importantes da chapa 1 comemorando entusiasmados que não saiu a greve em meio a um brutal ataque da empresa. Não há negociação quando a empresa quer que a categoria aceite perder década de conquistas e busca colocar nas costas dos metroviários a conta da pandemia.
Para isso os diretores da chapa 1 utilizarão todos os tipos de argumentos, tentarão colocar medo na categoria, dizer que não temos força, que o juiz A ou B irá nos salvar e inventar supostas negociações que não existem.

A construção de uma greve é necessária para defender nossos direitos

Tivemos uma boa parcela da enquete on-line do dia 07/07 a favor da greve. Esse setor deve se manter mobilizado. Um setor da base da categoria começa a ver que temos três obstáculos pela frente para defender nossos direitos: o governo Doria, a direção da empresa, e um setor da diretoria do sindicato, expresso na chapa 1. Essa conclusão é fundamental, pois ela garante que não sejamos pegos de surpresa com peleguismo, traição e entrega de direitos.
Achamos muito importante a mudança de postura de diretores das chapas 2 e 3 que estavam contra apontar a greve no dia 01, mas defenderam a greve na última enquete. Precisamos construir a partir daí pontos de unidade, que apontem a perspectiva da mobilização e da greve. Apesar das diferenças que existem, é preciso batalhar em comum por esse ponto: organizar uma forte luta para não entregar nenhum direito. A unidade das chapas 2 e 3 foi majoritária na diretoria do sindicato e obteve 40% da última enquete. É preciso construir um campo comum para conduzir a luta sem as vacilações da CTB/PCdoB e CUT. Esse campo das chapas 2 e 3 pode ser maioria na base e organizar uma forte campanha pela defesa do acordo coletivo e pela greve.

Defendemos uma verdadeira assembleia

Para essa batalha proporemos na direção do sindicato que mude o formato da assembleia, que hoje na realidade é exclusivamente uma enquete. O atual formato permite o voto em peso da chefia, não estimula a mobilização. Além disso, muitos companheiros nos relataram que não conseguiram votar adequadamente. Por isso queremos construir a proposta que as próximas assembleias decisivas sejam com votação presencial para todos que estão trabalhando, e que a votação online seja apenas para os companheiros do grupo de risco devidamente cadastrados no sindicato (com o mecanismos on-line de votação sendo fiscalizado por todos os diretores do sindicato).

COMBATE SINDICAL

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